Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Uma Outra Londres

Sob uma belíssima cúpula de Norman Foster, ascendemos pelas metálicas escadas rolantes da moderna estação de metro de Canary Wharf e ao saírmos, observamos em redor uma Londres diferente das outras que esta camaleónica e cosmopolita urbe europeia nos pode ofertar. O futurismo da paisagem urbana de vidro e aço desta nova Londres surpreende pela grandiosidade, pela altura e sobretudo, pelo contraste face às outras diferentes paisagens em que Londres se converte, aquelas às quais já nos habituámos. Canary Wharf deve a sua designação às mercadorias que aqui chegavam, oriundas das Ilhas Canárias. Esta antiga zona de docas, algo abandonada e degradada, adquiriu esta nova pele, transformando-se assim num centro financeiro, onde se localizam algumas sedes de bancos e diversas empresas. Apesar do aspecto algo frio deste tipo de áreas de arquitectura futurista, senti-me confortável pela sensação de limpeza que as cores neutras, o geometrismo das linhas e a amplitude de espaço proporciona. Toda a área envolvente é esteticamente agradável e apetece deambular por ali demoradamente; respira-se real desenvolvimento.

Dali seguimos para Greenwich, através do Docklands Light Railway, um comboio que se desloca sem que alguém o conduza. Greenwich é efectivamente uma zona de Londres bastante agradável e para um geógrafo ou historiador, deveria ser de passagem obrigatória na capital inglesa. Ainda antes, deslocámo-nos por um túnel algo extenso que passa por debaixo do Tamisa. É algo assustador sobretudo quando observamos que, do tecto do túnel pingam algumas gotas de água. Chegados ao Royal Observatory Greenwich, temos uma belíssima vista panorâmica sobre Greenwich e Canary Wharf. Ali estivemos algum tempo, aproveitando os escassos raios de Sol que pontualmente aquecem as almas londrinas.

Naturalmente que, tal como todos os turistas transeuntes, tive de colocar um pé a este e outro a oeste do semimeridiano de referência, de longitude zero.

Estivemos algum tempo a circular pelo Royal Observatory e culminámos, antes do regresso, no Museu Marítimo, já referido em post anterior.

Em Londres, tivemos uma sorte incrível no dia escolhido para vir a Greenwich, de resto o único em que não choveu e alguma luminosidade nos acalentou.

 


publicado por Brama às 20:22
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1 comentário:
De Anónimo a 10 de Abril de 2008 às 00:51
Pois, há de tudo neste cidade, está visto!
Nesta parte altamente moderna só passei de autocarro e apeteceu-me parar para por ali deambular.
Mais uma que fica para a próxima, tal como a ida ao semimeridianozinho fundamental.


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