Domingo, 25 de Maio de 2008

Um 69 de pouco prazer e um 13 de pouca sorte

O número 13 determinou o nosso lugar na tabela final classificativa dos diferentes países participantes neste Eurofestival.

O número 69 representou o número de pontos obtidos por Portugal, da parte dos diversos países votantes.

A 13ª posição obtida, exactamente a meio da tabela, foi claramente injusta quando a música que representou Portugal era com segurança e de opinião unânime, uma das melhores a concurso neste Eurofestival. Mais se acresce que, em condições normais e com uma avaliação honesta e não política, considerada a má qualidade geral, as hipóteses de uma melhor pontuação cresciam automaticamente em nosso favor.

O número de pontos obtido foi basicamente derivado do mérito da nossa participação e não dos interesses político-económicos relacionados com o sistema de votação, de resto claramente aquém do valor que justamente nos caberia e anedótico quando comparado com os mais de 200 pontos obtidos pela medíocre música e cantora gregas (cruzes credo que não ganhou, mas não esteve longe de o conseguir).

 

Daqui retiro duas conclusões:

 

1- Enquanto persistir um sistema de votação desonesto em que imperam as relações económico-político-estratégicas e os demais favorecimentos de vizinhança, em detrimento da qualidade artística das actuações em evidência, Portugal jamais ganhará ... somos periféricos, pobrezinhos, dependentes economicamente e metade da nossa extensão fronteiriça é oceânica e os peixinhos da nossa ZEE não votam;

 

2- Portugal deveria abandonar de vez este concurso (seguindo o exemplo da Itália ... em alguma coisa este país teria de servir de exemplo), ou então dar-se ao deboche total, levando mediocridades extremas do género da música irlandesa com um peru cantador que pede à Europa doze pontos ou, um bailar o chikichiki ao mau estilo do reggaeton espanhol.

No próximo ano, Portugal poderia levar o Zé Cabra vestido de pastor acompanhado do Quim Barreiros ao acordeão, com uma música original, assim por exemplo, pedindo à Europa que não votem neles porque são uma grande shit. Talvez aí Portugal ganhasse ou conseguisse uma boa pontuação ... afinal a representante grega não canta melhor que o nosso Zé Cabra e ultrapassou largamente a nossa Vânia Fernandes.

 

...

 

Poderia ter ficado indignado por Portugal atribuir dez pontos à música espanhola, quando desta vez era uma grande lástima mas, ... os vizinhos não votam todos uns nos outros?! Qual é o problema??? Também não percebi porque cada vez que algum país atribuía pontos a Espanha, o público vaiava ... no meio de um sistema tão claramente indigno, hipócrita e injusto ... foi apenas e só mais uma palhaçada. Já fiquei mais desiludido que Espanha só tivesse dado oito pontos a Portugal ... este ano a nossa música era bem superior à deles e nós demo-lhes mais.

 

Confirmei a má cultura musical e o gosto bem duvidoso em termos musicais, do povo espanhol ... doze pontos aquela amorosa pseudo-balada  romena, ainda por cima e para estragar tudo, na língua italiana?! 

 

Confirmei o maus gosto musical de grande parte dos vontantes europeus:

- a música grega era má, a cantora era pior (como foi dito, uma Britney balcânica ... ou seja, má como ela) que consegue um terceiro lugar;

- uma música ucraniana banal (à qual, de resto, atribuímos doze pontos), onde a única coisa efectivamente agradável era a fisionomia da cantora ... nada merecedora do segundo lugar.

 

 

A música croata quase não figurou nas votações ... será que o público se apercebeu de como era bonita?!

 

No próximo ano não verei o Eurofestival em sinal de protesto.

Eles que mudem os procedimentos.

Melhor ... vejo se formos representados pelo Zé Cabra e pelo Quim Barreiros a pedirem à Europa zero pontos.

 

E agora vamos todos bailar o chikichiki ...

Baila Chikichiki ... Baila Chikichiki

sinto-me:
música: Baila o chiki chiki

publicado por Brama às 00:02
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17 comentários:
De pinguim a 25 de Maio de 2008 às 02:05
Caro Brama, não são só as questões políticas ou geográficas a determinar, mal, as classificações; há uma questão importante que é a imigração; os 12 pontos de Portugal à Ucrânia e os 10 à Espanha, decorrem de uma votação maciça dos ucranianos e espanhóis residentes aqui, assim como as nossas melhores votações vieram de países com forte emigração portuguesa: França, Espanha, Suiça e Andorra (infelizmente o Luxemburgo não entrou, pois eram 12 pontos certos).
Abraço.


De Brama a 25 de Maio de 2008 às 12:52
Caro Pinguim, sim eu sei que as questões que referes são determinantes, aliás claras em alguns casos. Quando me refiro a interesses económico-políticos, as questões da emigração/imigração já estão incluídas na política de migração e como tal, embora não as tenha particularizado, também pensei nelas.
Sim, a Suíça está de parabéns ... grande adesão à nossa Vânia ... dos emigrantes claro!
abraços.


De rudolfo a 25 de Maio de 2008 às 20:45
Eu como português sinto me triste pois tentando ser imparcial vejo que a nossa canção senhora do mar mete a um canto qualquer musica que foi apresentada no festival, a nossa Vânia merecia muito mais, mas como sempre os aspectos diplomáticos prevalecem . Para o próximo ano não vale a pena votar na musica que vai representar Portugal pois já sabemos que nem a musica nem quem a vai representar ira ter uma boa pontuação, a não ser que peguemos em Portugal e coloquemos no centro da Europa .


De Maria a 26 de Maio de 2008 às 09:43
Eu acho que já nem é uma questão de poderio económico. Antigamente sim, agora não. Agora é tudo uma questão de posição geográfica e afinidades. Repara que já nem sequer existe um júri em cada país. É o televoto e é o comum mortal de cada país que vota!! Ora um habitante médio da Geórgia ou do Montenegro não tem qualquer afinidade com países como Portugal. Mesmo que ache a música gira, quando chega a hora de votar e gastar o dinheiro da chamada, opta por votar num país que conhece, numa música cantada numa língua familiar e pronto.

Eu acho que não vale a pena a RTP continuar a apostar neste certame. Este ano foi forte demais!! Se Portugal não ganhou com esta música, não ganha com mais nada, logo, e se me dão licença, participar por participar não vale a pena. Ao fim de quase 50 anos a sermos bons perdedores (e é quase um crime nenhuma música do grande Ary dos Santos ter ganho o que quer que fosse), está na hora de deitar a toalha ao chão!


De Brama a 26 de Maio de 2008 às 19:53
Também não vamos por aí ... a minha música preferida foi a da Sérvia (mais uma vez), da Croácia, de Israel ... convenhamos que não percebi uma letra do que foi cantado ... mas deu para perceber que eram músicas bonitas ou não?!

Percebi toda a música espanhola e isso não me nublou a mente ao ponto de,só por isso, a considerar uma boa música e merecedora de um único ponto.

Não vamos por aí. O problema é que as pessoas são o que são e é isso. Eu voto sempre nas músicas e não nos países.

Nos últimos anos ganharam pelo menos em dois ou três deles, a minha preferida ... mas também era quase lógico. Este ano, a russa era uma forte candidata ... mas lá está ... se a mesmíssima música fosse de um representante português, ainda teria menos pontos do que a nossa obteve ... quase que aposto. Até porque a nossa música é melhor do que a que venceu e eu até gostei da vencedora ...


De Maria a 27 de Maio de 2008 às 09:47
Gostaste da vencedora?!!!! A música não tem ponta por onde se pegue!!!! Não fica no ouvido, é mal interpretada, aquela coisa de ter o outro a patinar ali ás voltas não está minimamente enquadrado... Sinceramente e daquilo que me lembro dos últimos anos, é a pior vencedora de sempre!

A música de Israel? Não achei nada de especial, mais uma vez! Não estarás a confundir gostar da música ou achar o intérprete interessante?

Os países de leste que agora proliferam na Eurovisão, saíram de um regime político e de uma situação socio-cultural muito concreta e vivem a Eurovisão como, possivelmente, os portugueses viviam antigamente. Só que há 30 anos atrás, havia o tal júri que decretava o vencedor e agora são as pessoas a fazê-lo! E será importante, para um sérvio, russo, montenegrino, etc. vencer um certame destes ... daí votarem de acordo com afinidades! Países que já lá estão há mais tempo, já dão outro valor ao festival e, possivelmente, conseguem votar de forma mais objectiva.

Depois tb é a questão dos contingentes de trabalhadores que residem em cada país! Porque achas que é o segundo ano consecutivo que Portugal dá 12 pontos à Ucrânia?

Em suma, o festival está viciado e este sistema de televoto enriquece as televisões mas é uma palhaçada!


De Brama a 26 de Maio de 2008 às 19:57
Concordo contifgo num ponto ... não vale a pena a RTP apostar mais nisto ... a não ser que participemos só por "amor à camisola".

Continuo na minha, Quim e Zé Cabra cantam "Não queremos pontos ... somos do cu da Europa e viemos ver as lides", Quim no acordeão e Zé Cabra com a sua magnífica interpretação. O palco ainda melhorava se trouxessem um rebanho de ovelhas para o palco e de burros a zurrar e a cagar no fantástico palco moscovita".


De Maria a 27 de Maio de 2008 às 22:42


De anabela a 26 de Maio de 2008 às 11:55
Sou fã do Festival e este ano apenas tive oportunidade de ver a final e confesso que a musica espanhola desagradou-me bastante a todos os niveis. Visualmente, na letra e musicalmente. Ouvi a irlandesa no youtube e acho-a ainda pior, bem pior.
É certo que há muita politica, questões de emigração e vizinhança nas votações, mas sempre houve. Simplesmente agora há muitos mais países a participar e isso nota-se mais. Dantes era menos visivel, mas sempre os escandinavos votaram em si mesmos, sempre portugueses e espanhóis fizeram o mesmo. Como criticar isso se nós fazemos o mesmo?
Independentemente disso o festival tem muitas boas musicas e este ano não foi excepção. Há vários generos, vários registos, vários estilos e isso torna o evento bastante completo e interessante, do meu ponto de vista. Até hoje nunca escolheram a minha favorita mas sempre escolheram boas musicas para vencer e isso também é importante. Não se pode agradar a todos, estamos a falar de milhões de votantes.
Escolheu-se para vencer uma musica bonita e não me chocaram as posições da maioria dos primeiros lugares. A musica grega torna-se aborrecida pelo genero e pela cantora mas não é uma má musica, está bem conseguida, e a musica ucraniana é muito, muito boa dentro do genero pop.
Mais do que questões politicas, de emigração ou vizinhança, acho que a maioria dos países de esforça para levar boas musicas, ora de um genero, ora de outro, e isso é de louvar.
Acho que Portugal deve continuar a fazer o mesmo e não cair no ridiculo. Acima de tudo o festival deve valer pela qualidade e pelo espectaculo em palco e não pela luta de pontos e classificações. E a musica portuguesa é de grande, grande qualidade. Merecia mais pontos, claro que sim, se estivesse no centro da Europa teria-os, mas não é por isso que o festival deixa de ter valor. A posição da Itália, essa sim, me parece ridicula até porque a Itália sempre teve muitos votos dos países vizinhos que a colocaram sempre bem classificada, logo não faz sentido criticar que os países de leste votem neles mesmos, até porque não é assim tão linear.
É a musica que importa, muito mais do que o resto. E enquanto não vir lá vários Zé Cabras e Quins Barreiros, vou continuar a ser fã do festival.
Além disso parece-me mais justa uma votação assim feita pelas pessoas em geral, dando oportunidade a todos os europeus, do que como era feita antigamente em que um grupo de meia duzia de pessoas se juntava num gabinete para dar os votos do seu país. Aí sim, não fazia sentido. Agora é mais justo.
Injusta ou justamente Portugal deu 12 pontos à Ucrania, há uns anos eram uns 6 portugueses que davam os pontos a quem queriam e assim representavam um país inteiro.


De Brama a 26 de Maio de 2008 às 19:44
Concordo de certa forma com o teu extensíssimo comentário (desde já obrigado pela entrega a um comentário quase tão grande como o post que escrevi). É um facto que as questões de vizinhança sempre se colocaram nestas andanças. Lembro-me que, antigamente enchia-me de uns super nervos porque era sempre a porcaria da Irlanda e do Reino Unido a levarem os pontos todos. Os 8, 10 e 12 pontos eram sempre para eles. Isto quando do bloco leste tínhamos meia dúzia de participantes, ou nem isso. Agora a coisa acabou mal para a Europa Ocidental ... os do leste votam uns nos outros, fazem panelinha com os escandinavos e a coisa fica por ali.
Portugal dá 12 pontos à Ucrânia ou os ucranianos que cá vivem, lá derma os pontitos e pronto ... a coisa vai favorável àqueles lados.
Este ano estou particularmente indignado talvez porque tenho noção que levámos uma boa música e o panorama genérico era medíocre ( os anos anteriores forma melhores do que este). Apesar de nunca esperar, nem por sombras, uma vitória nacional, certo é que aparentemente a nossa música começou a ter muitos adeptos e a ser muito badalada enquanto uma das melhores e das preferidas pelo público, com fortes hipóteses de brilhar no final. Também passou à final o que despoletou algumas esperanças de ser desta ... ou pelo menos que tivesse uma boa pontuação.

Fico indignado, claro que sim.
É verdade que o espectáculo em si também tem valor ... mas quer dizer ... durante décadas de eurofestival, Portugal nunca ter ganho começa a parecer desagradável.
Este ano a hipótese era de ouro e foi o que foi ... logcamente nunca ganharemos.


De luis a 26 de Maio de 2008 às 21:28
Em mais de 40 canções, Portugal ficou em 13º. Tendo em conta o numero de concorrentes é a melhor posição de sempre. Lucia Moniz ficou melhor mas eram bem menos países.
Isso é muito bom para um país que fica longe de quase todos os outros. É assim que devemos pensar em vez de atirar pedras aos países que têm todo o direito de votarem nos vizinhos. Portugal sempre votou em Espanha e Espanha já levou mta porcaria ao festival. Assim é mto mais justo do que qdo votavam apenas uns iluminados quaisquer num estudio da RTP. É a populaç\ão que deve votar mm que estupidamente sempre nos vizinhos. Se bem que tb n é bem assim sempre nos vizinhos. A Rússia venceu e não foram só os vizinhos que nela votaram. Outros anos recentes também venceram já países com poucos vizinhos.
O RU, a Irlanda, a Alemanha, a Espanha e a França não ganham mais mto porque já não dão grande importancia ao festival levando musicas quase sempre pobres. Os países de leste apostam e dão grande importancia ao evento, esmeram-se.
Portugal que nos últimos anos levou musicas fracas, este ano levou uma musica mto boa. Não venceu mas ficou muito bem classificado entre mais de 40 países.
Concordo com a Anabela. Ou se vê pq se gosta de musica, ou se vê pq se quer é ficar em primeiro lugar. Eu vejo pq gosto e este ano gostei mto.


De Brama a 27 de Maio de 2008 às 00:03
Independentemente de tudo, a 13ª posição não é compatível com a qualidade relativa da nossa música desta vez, por comparação com as outras. Justamente cabia-lhe uma das três primeiras posições. Só não aconteceu porque era uma música portuguesa. Se a mesma música fosse ucraniana ou russa teria ganho com toda a certeza. Eu sou o primeiro a não concordar com a vitória de Portugal se não existir qualidade. O ano passado foi um excelente exemplo disso. Mas este ano teria sido uma boa oportunidade se exisitisse uma avaliação justa.


De Luis a 27 de Maio de 2008 às 01:58
E o justo é dependente do ponto de vista.
Como saberemos se muita da população europeia não prefere bem mais outras músicas que não a portuguesa? Não sabemos. Para muita gente a portuguesa não é das melhores e se fosse de leste talvez não vencesse, mesmo que até ficasse mais bem colocada. Há musicas de leste que ficaram mal classificadas e outras que nem à final passaram. As coisas não são assim tão lineares.
Também não nos poderemos esquecer que a lingua portuguesa é audivelmente desagradavel para a maioria dos estrangeiros, contrariamente a outras linguas que não entendemos mas que não nos soam mal, como Israel, Sérvia, etc. Mas essa é uma análise que nós portugueses temos dificuldade em fazer porque nao conseguimos ouvir a nossa lingua de fora.



De Brama a 27 de Maio de 2008 às 12:10
Pois não creio que, mesmo não entendendo a língua ou não gostando do seu som, alguém considerasse a nossa música má desta vez.

Para mim, o francês e o italiano são línguas audivelmente desagradáveis e as pessoas gostam normalmente. Também acho que são línguas melodiosas, musicalmente falando ... mas detesto-as na conversação.

A nossa música desta feita era muito boa ... e olha que raramente gosto das músicas que nós levamos ao festival. Estava perfeitamente enquadrada no som e no espírito das músicas do eurofestival. Não creio que fosse a língua um factor determinante para ter uma má classificação, até porque até agora neste evento, as músicas portuguesas que receberam melhor pontuação foram sempre cantadas em português. Não creio pois, que a língua portuguesa tenha sido um factor determinante da 13ªposição.

Aposto que a nossa música, a mesmíssima música, apresentada por um país de leste subia drasticamente no ranking final


De luis a 27 de Maio de 2008 às 19:50
Portugal alguma vez levou uma música cantada em inglês na integra? Não dei por isso.
Não digo que faz bem ou mal, apenas que se nunca levou, então o teu comentário não faz grande sentido quando dizes que as mais bem classificadas foram cantadas em português.
Sim, se fosse a mesma e fosse de leste até ganhava talvez, e então que tem isso? Quem não quer ver não vê. Quem resume o festival à classificação final então é melhor n ver mais.


De Brama a 27 de Maio de 2008 às 23:35
Não sei se levou ou não alguma música cantada na íntegra em inglês porque não vejo todos os eurofestivais. Sei que as músicas que até hoje ficaram melhor classificadas no ranking geral, foram cantadas na língua lusa e isso contrapõe a ideia de que a nossa língua pode ser um handicap na classificação. Talvez porque, mais do que a sonoridade da língua em que se canta, as pessoas atendem ao ritmo, à instrumentalidade, aos sons mais ou menos tradicionais, à própria voz, às coreografias, à indumentária ... aspectos mais do espectáculo em si do que o valor da mensagem mais ou menos explícita do texto.

Também não vejo o eurofestival com o intuito de ver as classificações e perceber quem ganha ou perde ... vejo-o como um espectáculo em si. Se assim fosse não o via há muito tempo ... afinal Portugal nunca ganhou.
Também não faço da vitória do nosso país, um "cavalo de batalha" ... costumo avaliar as músicas de forma imparcial, como já referi em comentários anteriores. Simplesmente, neste ano, considero que a nossa foi muito forte no conjunto e senti-me desagradado por ter ficado mal classificada face ao que justamente mereceria. Parece-me um facto incontornável. Se fosse Espanha, Noruega ou outro qualquer a apresentar esta nossa música e terminasse com má classificação também iria considerar mau. Da mesma forma considerei que a pontuação obtida pela música croata foi incompatível com a sua qualidade (isto sempre em termos relativos, por comparação com o conjunto das músicas ali apresentadas).
Segundo a tua lógica, nesse caso as músicas portuguesas que têm umas frases em inglês teriam forçosamente de ficar melhor classificadas o que nunca aconteceu, partindo do pressuposto que é uma língua que os europeus geralmente conhecem e dessa forma, entenderiam melhor a mensagem que passa.

Do que tenho visto, penso mesmo que a mensagem do texto das músicas é aquilo que menos interessa num espectáculo desta natureza, até porque as pessoas não vão estar atentas à mensagem de um conjunto de vinte e tal músicas ... logo, a língua não será um factor preponderante.


De Maria a 28 de Maio de 2008 às 01:37
Portugal já levou músicas meio cantadas em inglês e o resultado foi desastroso. Exemplo: O Rui (não sei quantos) e a Floribela! Não passaram à final.

A língua é importante mas não é determinante. Veja-se a Sérvia o ano passado. E ninguém me venha dizer que a língua sérvia ou isrealita sempre soam melhor que a língua portuguesa!!!!! É impossível avaliar as coisas nesses termos ... E muitos estrangeiros até dizem preferir a sonoridade do português ao castelhano e a Espanha já ganhou (salvo erro) duas vezes com canções cantadas na sua língua!

É óbvio que o festival da canção não é só a classificação mas, como em qualquer concurso, o objectivo é ficar bem classificado. Ganhar até!!! E ao fim de 50 anos ou coisa que o valha (nem sei bem), Portugal nunca ter ganho NADA e depois acontecerem situações desta natureza, acaba por ser frustrante e obrigar, em minha opinião, a uma reflexão dos responsáveis (RTP) relativamente a isto.

De certeza que a RAI (televisão italiana) não resume a eurovisão à classificação, até porque a Itália tb já venceu duas vezes, mas foi levando em consideração a nova estrutura e forma de organização do certame que resolveu não mais participar!!

Não é vergonha gostar de sair vencedor de vez em quando. No caso de Portugal é mais, até, uma questão de justiça.



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