Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

This is the Law of the Plague Mass

E para que esta super querida não caia no esquecimento ... (falo do Governo e da Educação e o sangue começa a aquecer e claro),  e para  eliminar os meus fantasmas, só através da suavidade e angelicalidade vocal desta menina frágil e indefesa.

 

música: Diamanda Galás - This is the law of the plague mass

publicado por Brama às 23:50
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Tapete por ter cão e por não ter

Neste momento o Professor é como um Tapete. Se está de pedra e cal, é espezinhado por todos, no fundo a raíz de todos os males da Sociedade, o responsável máximo dos erros nacionais. Se não está, todos reclamam que não está onde deveria e não têm onde "limpar os pés".

 

Está visto que os professores actualmente são culpados de tudo, dos males existentes e do inverso desses males. Será melhor sucidarem-se em massa? Mas se o fizerem, que bode expiatório se arranjará? ... dá muito jeito ter agora os professores, enquanto nos entretemos com eles, disfarçamos os verdadeiros podres e depois, como iludimos a massa amorfa do povinho português? Não dá mesmo jeito nenhum que os professores desapareçam assim sem mais nem menos ...

 

Só um aparte: Nunca mais se falou do caso Maddie, já encontraram a mocinha ou mais uma vez o poveco sofreu o trabalho maquinal dos media ... é isso, o povo é mentalmente controlado pelos órgãos de comunicação social.

 

E a Casa Pia? já não há abusos de crianças, cessaram para sempre?! ... Ai mas que bom! Parece então que o mal se resolveu de vez.

 

E a corrupção no futebol? Agora são todos correctos e cumpridores?

 

E o dinheiro dos portugueses gasto pelo Governo em passeios de diversão (vulgo, representação), almoços e jantares, bos carros, etc?

 

Então e a Fátima Felgueiras? onde anda essa v*** agora? Nunca mais se falou dela, nem do  c***** do Valentim Loureiro ...

 

Também estou a ser mauzinho ... agora fala-se muito do encerramento das Urgências e o caos na Saúde ... afinal os bandidos, malfeitores dos professores não estão sós. O Governo também tem alguns "maus" , temporários claro. Os "maus" eternos são os que não se podem defender, esses podem andar sempre nas bocas do mundo, não podem pagar bons advogados e tal, não podem subornar com tanta facilidade, por razões óbvias, são uns pelintras mesmo.

 

Os outros c****** safam-se bem, fazem m**** mas depois ocupam outro poleiro qualquer a ganhar mais ou então reformam-se compulsivamente  coitados, com reformas de alguns mil, vitalícias ... uma alegria. Viva Portugal e esta Corja toda!

 

 

Este foi o aparte ...

 

Continuando, os Professores são o Tapete sim ... mas não para serem espezinhados ... são o Tapete porque são um elemento fundamental na estrutura de uma Sociedade digna e correcta, uma Sociedade que se pretenderia mais responsável, mais educada, mais solidária, mais cívica, melhor. Atacando o Tapete desta forma, estamos a destruir os alicerces, a vitimizar a base, a contribuir para o apodrecimento de todo o sistema ... os resultados esses, o tempo os demonstrará.

 

PS: Dar uma espreitadela nos textos "Linguagens" e "O (in)sucesso dos números e das mais jovens cabecinhas" do Graduated Fool

 

http://someridiculousthoughts.blogspot.com/

 


publicado por Brama às 23:14
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Berreiro ...

Há umas horas atrás aconteceu-me uma das situações mais engraçadas que já me havia ocorrido. Acabado de chegar a casa, deparei-me com uma colega da Escola que chegava à Urbanização quase ao mesmo tempo. Enquanto estacionava e com dificuldade retirava a sua cria do carro, ficámos de conversa, conjecturando sobre o tema de sempre ( a m**** do ensino, as coisas da escola, isto e aquilo ... na escola). Lá tira um menino muito lindo e simpático, loiro de olhos azuis, parecidíssimo à senhora, sua mãe, muito longe de ter traços de português, embora o seja efectivamente ... se visse aquela criança sem saber de quem era, juraria a pés juntos que era nórdico, holandês, qualquer coisa do género. Não sei porque carga de água, a criança pareceu hipnotizada comigo desde o primeiro momento, uma espécie de amor à primeira, ria-se desmedidamente. Ainda pensei: "_Será que tenho cara de palhaço?". Achei-o muito simpático e ia perguntando à mãe coisas ao mesmo tempo que tentava retribuir excessiva simpatia. Lá me foi dizendo que tinha 2 anitos, chamava-se Vasco enquanto caminhávamos para a Urbanização. E assim foi, chegados à Urbanização, não querem lá ver que a criança não queria ir com a mãe e queria vir comigo para casa, imagine-se o despropósito. Ainda pensei que o miúdo estaria a brincar para testar a mãe. A mãe a chamá-lo e ele sempre atrás de mim encantado da vida. Enquanto interpretei como sendo uma brincadeirinha infantil, ia-me metendo com ele, perguntando-lhe se queria ir para minha casa, se queria ir lanchar comigo e coisas afins. Ainda mais estranhei semelhante atracção porque estava completamente vestido de preto, casaco de cabedal, o que à partida deveria assustar qualquer criança em tenra idade. Mas não, muito pelo contrário, a adoração foi total. Comecei a ficar preocupado, o miúdo não me largava e eu no impasse, caminhando para casa, ele seguindo-me freneticamente e a mãe cada vez mais afastada já sem saber o que fazer à situação. Tentei dissuadi-lo dizendo-lhe que a minha casa era horrível, tinha monstros lá dentro e diariamente tinha lá lugar um sacrifício humano (só não lhe expliquei que era sempre o meu ...), mas nada, nem uma tentativa mínima de desistência. Lá veio a mãe tentar a bem, mas perante a convicção da criatura, teve de o levar ao colo contra vontade e no meio de um berreiro que não querem ver. Bem, decididamente tenho mel ou alguma coisa qualquer. Nunca tal me tinha ocorrido e fiquei deveras estupefacto. O que teria levado aquela criança a tamanha atracção por mim?

 

                                                                                                                                            Brama

 


publicado por Brama às 18:46
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Que personagem infantil é você?

Gostei de saber que sou o Snoopy.Sempre cool e dono do seu nariz. Tem uma imaginação muito fértil que lhe permite ser várias pessoas numa só. Algo mandão, às vezes abusa dos seus amigos - especialmente dos que estão sempre presentes.

 

Pronto ... se estiverem interessados em saber que figura ou personagem infantil são, procurem aqui:

 

http://radiocomercial.clix.pt/animar/testes/infantil/index.aspx

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publicado por Brama às 23:40
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Futuro do Professorado!

 

Aluno para a  Professora:
- Não quero alarmá-la, mas o meu pai diz que se as minhas notas não melhorarem, alguém vai levar uma sova!

 

 

... Bem, será que fica só pela sova?

 

Depois da sova ainda poderá vir a solicitação do plano do aluno, para confirmar o motivo da incompetente professora não ter conseguido subir as notas da criatura (a parte do aluno se esforçar em estudar aqui interessa pouco e será apenas um pormenor estético), o pedido de leitura de todas as actas anteriores, de conselho de turma de avaliação, intercalares, de pais, etc, etc, para confirmar se a professora antecipou bem tudo o que, em princípio deveria fazer para que o aluno tivesse melhor avaliação e se fez o diagnóstico correcto das dificuldades da criatura linda (mais uma vez, a parte do aluno se empenhar é absolutamente secundário) e já agora, porque não, confirmar se no PCT estaria tudo bem previsto, bem delineado, se a professora (não o aluno, claro, que disparate!), cumpriu integralmente tudo e mais alguma coisa se possível (não esquecer aqui que, em cada aspecto individual de avaliação do docente, este só atinge o patamar mais elevado, o "cumpriu plenamente", não se realmente cumpriu plenamente, mas antes se superou aquilo que havia definido cumprir ... curioso não vos parece?! ou no mínimo, linguisticamente inovador!) ... e ... já agora, porque não, sem querer ser muito abusivo, solicitar à docente as planificações da disciplina, anual, por período e (só para mostrar simpatia) a diária, se for caso disso ... mais os critérios definidos para a disciplina e no caso concreto do filho penalizado, coitadinho, se foi tudo bem calculado, sem que haja qualquer inexactidão nas ponderações. Ah, como poderia esquecer-se ... as grelhas de observação diária da professora, dos vários items de avaliação e só para terminar, evitando chegar a um nível de mesquinhez, solicitar as matrizes dos diversos testes de avaliação realizados, para confirmar os "pesos" dos vários tipos de questões, comparar com o excelente trabalho, mal avaliado por sinal, da criança lesada e perceber com tudo isto que, parece evidente que a sova inicial foi bem dada ...

 

Ai sua magana ... ainda deveria ficar agradecida de apanhar ... sua mandriona.

 

Só quer é férias sua maluca ... e subsídios de Natal, para comprar presentes à família ... e passagens do ano no Funchal. Trabalhinho que é bom é vê-lo, não é!

Pois toma lá para aprenderes e agora vê lá se aprendes para a próxima. Se deres negativa a algum dos teus quase 200 alunos apanhas à cabeça. Vai agora chorar para casa ... mas antes confirma se tens algum acompanhamento ou substituição para fazer, sua pindérica!

 

 

                                                                                                                                                Brama


publicado por Brama às 23:04
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Domingo, 27 de Janeiro de 2008

H-Mito 5 (São só 2 ou 3 ...)

Já há muito que não apareço com novos mitos desta temática, ainda tão controversa por sinal.

Parece então, por muitas opiniões ou comentários ouvidos ocasionalmente por parte da Sociedade Civil ou até escritos que, a Comunidade Gay são apenas dois ou três afectados dispersos que por aí andam e que, com um competente tratamento médico ou um trabalho de correctivo acompanhamento psicológico, a coisa iria ao lugar. Ao fim e ao cabo são tão poucos que quase nem se notam e não há nada que uma boa terapia não resolva.

São então só dois ou três … poisssss.

Sim, se não são só dois ou três, serão certamente poucos, muito poucos os que, à excepção de:

- todos os muitos que não se assumindo como tal, percorrem tudo o que é praia de engate gay, para rápidos “encontros do terceiro grau” (aqui se incluem muitos e muitos pais de família que deixam a mulher e os filhos na toalha e a pretexto de irem dar uma voltinha, dão uma escapadela rápida a qualquer duna próxima não propriamente com o intuito de dar um “ingénuo” passeio de rotina);

- todos os que não se assumindo como tal e pela calada da noite (quando todos os gatos são pardos), são assíduos transeuntes de  específicos pontos urbanos onde dão largas à sua fantasia corporal, parques de estacionamento, periferias suburbanas mais descampadas, …, “despem” momentaneamente a sua capa de heteros convictos e pais de família para dar o corpo ao manifesto;

- todos os que não se assumindo como tal, “minam” as casas de banho públicas de mil  estações de serviço por esse país fora, oferecendo serviços sexuais com números de telefone, procurando observar a genitalidade dos demais ou expondo a sua e, não raras vezes, entrando em vias de facto;

- todos os que ousam negá-lo categoricamente após acto consumado com alguém do mesmo sexo, verbalizando-o ao outro e negando a sua própria natureza, tal o peso do “lobby hetero” de uma vida;

- todos os que, negando-o ou não a si próprios, o esconderam ou escondem no mais profundo do seu ser toda uma vida, jamais o exibindo uma vez que seja, até à morte, travando por cobardia ou por outras condicionantes, uma luta sem tréguas contra a sua própria natureza;

- todos os que, partilhando-o apenas com um grupo restritíssimo de pessoas, não raro com a mesma conduta, jamais o declarariam abertamente e muito dificilmente aos entes queridos mais próximos que, com toda a infelicidade deste mundo, morrem sem chegar a conhecer verdadeiramente quem eles são;

- todos os que jamais o declarariam num qualquer processo de levantamento estatístico a nível territorial pelas supostas consequências que daí poderiam advir, no seu entendimento;

- todos os que, assumindo para si e com eventual relação afectiva, jamais a ostentariam publicamente, nem que fosse para as pessoas mais chegadas;

- todos os que suposta ou estranhamente se assumem sem problemas e estão muito “à frente” mas, na possibilidade de apresentar o namorado a pessoas próximas, amigos ou familiares o fazem como sendo “um amigo” mais ou menos especial ou “um colega”;

- todos os que alteram ou transfiguram praticamente a sua casa, quando há a possibilidade dos pais o visitarem e poder haver o mínimo risco de se darem conta de que aquele espaço não é só frequentado pelo filho querido;

-  todos os que não se assumindo como tal, conseguem ter capacidade de engendrar os mais complexos esquemas, manipulando mil factores e a esposa e antevendo mil hipóteses de falhanço com suficiente antecedência, para saírem sem mácula de loucos encontros sexuais;

- todos os que não se assumindo como tal e mostrando-se bem casados, partilharam desde sempre o mesmo leito de amor com “aquele amigo de sempre”, dos bons e maus momentos, das saídas e das fugas às casas de meninas;

- todos os que não se assumindo como tal e até recriminando, têm a capacidade de se cruzar connosco na rua, de peito inchado e mão dada com a respectiva esposa, mas não conseguem evitar lançar um contido olhar que brilha do mais visceral desejo carnal;

- todos os que não se assumindo como tal, procuraram como fuga última, ambientes profissionais marcadamente homo eróticos, de que são exemplos a vida religiosa ou a vida militar,  para estarem sempre em contacto directo com indivíduos do mesmo sexo e, se não concretizarem, poderem pelo menos continuar a fantasiar;

- todos os que troçam e escarnecem de outros que se assumem sem reservas, apenas porque nunca conseguiram ou conseguirão ter a coragem suficiente para tomar a mesma atitude;

- todos estes e tantos outros que poderia continuar a mencionar;

 

…sendo assim, serão de facto dois ou três, ou pelo menos poucos, muito poucos os que tiveram a suficiente CORAGEM de serem suficientemente HOMENS para serem eles próprios contra tudo e todos, para serem suficientemente HOMENS para não se deixarem esmagar pelo “lobby hetero” porque é a pressão hetero o grande problema, para serem suficientemente HOMENS para impor a sua vontade com todas as consequências daí resultantes, para serem suficientemente HOMENS para contrapor a injustiça das convenções instaladas, para serem suficientemente HOMENS para não se envergonhar da sua essência, para serem suficientemente HOMENS para se orgulharem dos Homens que são e daqueles com que decidiram partilhar a vida, para serem suficientemente HOMENS para não se vangloriar de assumir o que não são, para serem suficientemente HOMENS para resistir a séculos de catolicismo instalado, para serem suficientemente HOMENS por escolher o caminho mais ingrato e difícil, por serem suficientemente HOMENS para não perder tempo com a paneleirice de discriminar outros homens, para serem suficientemente HOMENS para viver.

 

                                                                                                                  Brama


publicado por Brama às 23:57
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Sábado, 26 de Janeiro de 2008

Estratégica Indecência

Que magnífico erro de cálculo, logo agora é que esta rapariga tinha de vir a Portugal dar um concerto e exactamente quando cá não estarei para presenciar. Será possível tamanho despropósito? Pois ...É. Mas É muito mal. Pronto ... whatever ... não se pode estar em todo o lado e há sempre que fazer opções.

 

Aqui fica, na voz bela e sensual de Beth Gibbons, "Undenied"

 

 
sinto-me:
música: Portishead - Undenied

publicado por Brama às 20:30
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Le Scaphandre et le Papillon

Filme francês de Julian Schnabel, baseado no romance de Jean-Dominique Bauby, relata o drama deste, editor da Elle francesa, que aos 43 anos e no auge da sua carreira profissional sofre um AVC que lhe paralisou o corpo inteiro, à excepção do seu olho direito e da sua mente. O seu olho direito passa a ser a partir de então, o único meio de comunicação com o mundo exterior e com as pessoas e será assim que ele consegue, letra a letra, palavra a palavra, descrever detalhadamente as suas angústias, o seus sonhos, os seus sentimentos. Acaba por publicar um livro autobiográfico com uma mensagem de forte esperança.

 

Há no meu entendimento, uma mensagem poderosa neste filme, a ideia de que apesar do estado crítico, praticamente vegetal em que Jean-Dominique se encontra, sente-se livre a partir do momento que pode utilizar a sua memória (permitindo-lhe uma revisitação permanente ao passado, tornando-se quase tangível), em que lhe é possível pensar exactamente no que lhe apetece dando azo a toda a sua imaginação e todas as suas fantasias. É um filme absolutamente tocante, sufocante, em que, ao longo de praticamente todo o seu tempo de duração, as filmagens são efectuadas na óptica do próprio Jean-Dominique (actor Mathieu Amalric), da sua visão e percepção do mundo envolvente. Desta forma é possível ao espectador criar uma maior empatia com a dificuldade que é, para alguém naquele estado, poder comunicar com o exterior.

 

Julian Schnabel, o realizador, é norte-americano.

 

                                                                                                                                      Brama

 

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publicado por Brama às 20:03
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

Operação Triunfo III - Final

Embora não tenha visto atentamente esta terceira O. T., fiz questão de ver a grande Final. Considero os três finalistas muito bons, embora a Vânia e o Ricardo se destaquem relativamente ao Nuno em termos de capacidade e versatilidade vocal. Entre a Vânia e o Ricardo seria difícil escolher o vencedor, pois qualquer um deles seria uma escolha acertada embora injusta para o outro. Apesar de tudo, confesso que gostei dos resultados e se tivesse de escolher entre a Vânia e o Ricardo, escolheria a Vânia. Do que vi, os dois momentos que de facto me arrepiaram os pêlos foram o da Maria João com a Vânia, que cantaram "Beatriz" do álbum "Fábula" de Maria João & Mário Laginha e nesta última Gala, a interpretação da Vânia, da música "Listen" de Beyoncé. Fiquei colado ao ecrã a ver a nossa notável menina madeirense, qual cantora negra soul mais que conceituada. Não conhecia a música, mas foi preciso ver esta actuação para ter percebido que a Beyoncé, que considerava um cantora de nível médio, também tem os seus dotes, já que imediatamente procurei a versão da própria, de que gostei muito.

 

 

Procurei a interpretação da Vânia mas sem resultado ... gostava de ouvir novamente para estabelecer comparações, pois estou em crer que se não é superior, é equivalente. A Vânia é seguramente a melhor de todos os participantes da Operação Triunfo em Portugal, a que apresenta maior maturidade num conjunto de aspectos artísticos de relevo. Em determinados momentos fez-me lembrar muito a Rosa da O.T. espanhola pois parece-me que têm vozes muito aproximadas.
E CÁ ESTÁ ELA, GENTILMENTE INDICADA PELO PAULO "FELIZES JUNTOS" ... sim, esta é já uma grande cantora portuguesa, uma voz forte, quente, limpa, um olhar forte e belo (várias vezes referido pelo júri), uma presença simpática, simples, um sorriso natural. A Vânia é bastante completa e ... como disse a Ana Bola nos seus comentários,  "giríssima" ... o que me fez rir de gosto. Pronto, só acho um pormenor muito mau ... que raio de vestido mais horrível foram arranjar à moçoila ... andaram com toda a certeza a vasculhar o baú das travecas do "Finalmente". Não querendo ser mauzinho ... pior vestido era quase impossível.
 
música: Beyoncé versus Vânia - Listen
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publicado por Brama às 14:24
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

FMI

Apesar de contextualizado na ideologia de um tempo algo recuado, a essência deste excelente  texto de José Mário Branco, apresentado aqui pela primeira vez ao vivo, tem total aplicação nos dias de hoje. Continuam a dar-nos música ... pois é ... e vão-se iludindo as gerações umas atrás das outras, uma horda de cobaias otárias que é aquilo que nós somos todos, uma carneirada amputada à nascença, presos, agrilhoados, amordaçados.

 

Oiçam, se não conhecerem e tiverem paciência. Eu gostei de ter ...

 

música: José Mário Branco - FMI

publicado por Brama às 23:42
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Domingo, 6 de Janeiro de 2008

The Gift - 1977

A lie, at that time it was just a way to put us by the
same side,
'Cause we were only 17. At that time a lie means a
sacrifice,
everybody knows why, 
'Cause  we were only... Again out of time, I know why we
will say good bye,
everybody knows why, 'cause we were more than 21, and then,
still you wait for a lonely time, just to say to a
normal guy??? normal guy???
My bed is empty...
Why at that time
it was just a way to put us by the same side, 'cause we
were more than 17
and then, still you wait till the end, to say like a
normal guy. goodbye...
A lie, at that time it was just a way to put us by the
same side,
'cause we were almost 21, and then, still you wait
till the end,
to say like a normal guy.
goodbye... and why, why, why, why...
música: The Gift - 1977

publicado por Brama às 01:49
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The Gift - Front Of

Keep breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing I guess it would disturb
Stop breathing the road is getting long
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else

Keep breathing life is hard to play
Stop breathing we haven't find the way
Keep breathing this game it makes no sense
Stop breathing
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
The things that they said us
The things that we run off
Though we try to move over
After all that we saw
The stage is clear, the view is soft
But it's so cold, it's warm enough
The game is set, and too much players again,
And here we are, in front of them again

Keep breathing, I'm glad to see you back
Stop breathing I thought we would give up
Keep breathing their eyes will catch our soul
Stop breathing their ears will break our mind
Keep breathing and join the carrousel
Stop breathing pretend a pantomine
Keep breathing today we woke up blue
Stop breathing perhaps we lay down dark
Keep breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing and join the carrousel
Stop breathing

And dark, and blue, and again

Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
Keep breathing I'm trying to get some sleep
Stop breathing allow me to repeat
Keep breathing this game it makes no sense
Stop breathing
Maybe I will find you in another place
Maybe I will find you with somebody else
música: The Gift - Front Of

publicado por Brama às 01:21
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Shaair & Func

Broken (live in at The Cuban - Camden London)

 

Oops
 
música: Shaair & Func - Broken & Oops
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publicado por Brama às 00:47
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Malice Mizer - Beast of Blood

música: Malice Mizer - Beast of Blood
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publicado por Brama às 00:29
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Sábado, 5 de Janeiro de 2008

E para este ano ...

Depois de, sob a gargalhada incontida de graduated fool, ter referido que a melhor coisa que aconteceu neste ano transacto foi (e o que é manifestamente óbvio para qualquer crente e/ou visionário), o mundo poder continuar a participar e beneficiar da minha existência que já se vem afigurando como uma assumida bênção para o planeta, eis que chegou a hora de traçar medidas indiscutíveis. Assim sendo ... fui pensando e anotando no meu bloquinho encefálico, objectivos a que urge dar cumprimento:

 

1- Espero neste ano não perder mais ninguém ... (chega de morte e doença);

 

2- Vou tentar preocupar-me menos com a desordem nacional, limitar ao mínimo a minha atenção para com a política nacional e a perpétua tristeza que assola a nossa pontinha europeia;

 

3- Vou tentar comer mais coisas saudáveis ... as japonesices parecem integrar estas "coisas" ( não será também um dos motivos da sua elevada esperança média de vida?!);

 

4- Vou centrar-me ainda mais em mim próprio, nos meus gostos, interesses, prazeres ... sem deixar evidentemente de me preocupar com as pessoas de quem gosto;

 

5- Vou esforçar-me por me poupar o mais possível em me enervar com coisas menores, de somenos importância ... na verdade amanhã podemos mesmo já cá não estar e ... para sempre;

 

6- Tenho mesmo de viajar este ano ... trata-se de uma necessidade básica do ser humano, tanto como a alimentação, o descanso, o vestuário ou a habitação;

 

7- Votar aos bens materiais um valor tendencialmente mais irrelevante ... é que são mesmo bens materiais ... eu sei, eu sei ... dão-nos imenso prazer, mas um prazer efémero;

 

8- Vou defender ainda mais convictamente as minhas ideias, as minhas premissas essenciais ... ao fim de algum tempo, vou concluindo cada vez mais que existe uma evidência factual :" Por norma e não raro, estou pleno de razão." Sinto que eu e a razão caminhamos de braços mais que dados;

 

9- Vou querer mais e mais vezes estar com as pessoas ... o contacto humano é essencial ao equilíbrio pessoal;

 

10- Vou disfarçar o mais possível os meus queixumes ... na verdade até agora mais ninguém resolveu as minhas crises essenciais a não ser eu mesmo ... ou algumas continuam por resolver ou nunca se resolverão ... mas pronto, a vida também é feita de crises ( veja-se a economia portuguesa e só para citar um exemplo, o mais mediático de resto);

 

11- Finalmente, vou tentar trabalhar a minha mente o mais possível, no sentido de persuadi-la a um elaborado processo de auto ilusão de que tudo está bem ... não existem problemas. Trabalharei o meu cérebro o mais que puder criando em mim mesmo a maior das mentiras desde a do aparecimento de Fátima na Cova da Iria em 1917, a de que Portugal em si mesmo não é um imenso e complexo problema mas sim, uma milagrosa tábua de salvação para todos os nossos males. Sim ... num ataque de salvamento da minha alma, concentrar-me-ei, seguindo as ancestralíssimas práticas tibetanas, transformando um mal absoluto numa bênção divina.


publicado por Brama às 03:34
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New Year's Eve like a Gipsy Wedding

Pois foi ...quatro dias e três noites de pura animação e divertimento junto de queridos amigos. Deitar sempre depois das seis da matina como é lógico. O local não poderia ser melhor, o ambiente intimista de um monte alentejano de uma das nossas amigas, junto de sobreiros, hortas, laranjeiras, respirando a plenos pulmões um ar ainda puro, revitalizador nos derradeiros momentos finais de 2007. Foi giro ... muito giro, diferente pelo menos. Na noite de 31 fizemos uma fogueira sob um céu brilhantemente constelado, vestimo-nos de negro, pintámos a cara com motivos profusamente góticos (very dark, qual noite das bruxas), ouvimos música diversa para todos os gostos, desde a previsível Madonna de todos nós até ao inaudível Schrei-X da regurgitante miss Diamanda, saltámos sobre a fogueira, queimámos cartas, passas, roupas e tudo o mais de que nos lembrámos, enquanto pedimos desejos. Para culminar só faltou esquartejar uns quantos galináceos (o que jamais faríamos obviamente), proferir umas quantas rezas satânicas (de que encarregámos miss Diamanda) e proceder a um sacrifício humano (para o que, estranhamente, ninguém se voluntariou). Diria que foi uma noite quase perfeita.

Houve muita música, muita dança, boa comida (recorde-se a magnífica paella e a salivante muqueca de peixe, meticulosamente concebidas pela nossa cozinheira de serviço e ... claro, como poderia olvidar the magnific octopus) e muita bebida. Houve aulas de dança, passagem de modelos (colecção Fátima Lopes), atelier artístico, entre outros malabarismos.

Já no final da última noite, tecemos um meticuloso balanço do ano civil, pensámos em objectivos para este ano ... a alguma distância, observámos umas luzinhas pontilhando o nocturno céu ... um sencillo fogo de artifício ....

 

                                                                                                                             Brama


publicado por Brama às 03:06
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

Muda o Ano, mantêm-se as Vontades!

Já dizia o nosso mestre Luís Vaz de Camões, "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser e a confiança ..." ... pois dizia e parece-me bem, aplica-se a tudo de resto, tudo menos a um rectângulo de quase 90 000 km2 a que se juntam umas quantas porções de terra perdidas no Atlântico.

 

Pois em Portugal tudo se mantém mais ou menos MAU. Muda o ano, vira-se uma página,mas a seguinte é exactamente da mesma cor, da mesma textura, a mesma péssima monotonia e pior ... exactamente com o mesmo texto. No dia um de Janeiro já sabemos que tudo aumentou, combustível, rendas, impostos, juros, bens de primeira necessidade e que, mais uma vez há uma incompatibilidade entre esses grandes aumentos e os vencimentos de que auferimos. Também ficamos ao corrente de que, como convém para acabar depressa com a população portuguesa, sim porque este país está longe, muito longe, de servir os seus habitantes e os verdadeiros trabalhadores, mais centros de saúde vão fechar. Ficamos todos muito contentes em casa com estas belas notícias que, pressuponho, pretendem causar boa disposição às pessoas, assim digamos que, incentivá-las a continuar, uma espécie de reforço positivo. Também ficamos a conhecer mais uns numerozinhos de mortos nas estradas nesta transição ... acrescido de um balanço de todos os que pereceram nas rodovias portuguesas ao longo do ano, assim mais de 1000 indivíduos, coisa pouca, nem se nota ... o que são 1000 corpitos humanos?

 

É assim com estas belas novidades que se incentiva o povo português para o próximo ano civil e depois venham dizer-me que eu é que sou negativo e vejo as coisas com algum défice de qualidade. Além da lei do tabaco, também em si alvo de grande discórdia e polémica, de que me vou abster de comentar por se avizinhar muita conversa, não ouvi nada de minimamente positivo transmitido pelos órgãos de comunicação social. Absolutamente NADA. Mais ... já não há paciência para o hermetismo do discurso de políticos, dirigentes desportivos e tristezas afins ... uma MERDANÇA TOTAL. Cá para mim esta gentalha toda anda a fazer formação em práticas de conseguir produzir longos discursos estéreis e sempre iguais em que, em muitas palavras consegue dizer-se exactamente nada.

 

Pois, para Portugal, a produção literária camoniana deveria sofrer umas cambiantes no sentido de melhor se adaptar à nossa triste realidade. De facto "Mudam-se os tempos, mantêm-se as vontades, piora o ser e decresce MUITO a confiança ... tomando sempre novos e múltiplos defeitos"

 

                                                                                                                                       Brama


publicado por Brama às 12:42
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Pensamento do Dia

Adorei esta frase que recebi por mail:

 

A diferença entre Portugal e a República Checa é que a República Checa tem o governo em Praga e Portugal tem a Praga no governo.


publicado por Brama às 12:36
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