Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Se uma militante do partido pensa assim ...

Recebi este texto por mail, da autoria de Ana Benavente. Se alguém que é militante do PS tem esta observância e sensibilidade para com os procedimentos políticos do seu partido ... restarão algumas dúvidas sobre a acção governativa do PS.

 

Na minha opinião e do pouco que penso saber sobre política, parece-me que este Governo, apesar de formalmente PS, tem assumido uma postura o mais à direita possível, pelo menos do que me lembro.

 

Até a Ana Benavente...!
Finalmente, no PS, há quem esteja a acordar da letargia.


Ana Benavente
Professora universitária, militante do PS


1.Não sou certamente a única socialista descontente com os tempos que vivemos e com o actual governo. Não pertenço a qualquer estrutura nacional e, na secção em que estou inscrita, não reconheço competência à sua presidência para aí debater, discutir, reflectir, apresentar propostas. Seria um mero ritual.
Em política não há divórcios. Há afastamentos. Não me revejo neste partido calado e reverente que não tem, segundo os jornais, uma única pergunta a fazer ao secretário-geral na última comissão política. Uma parte dos seus actuais dirigentes são tão socialistas como qualquer neoliberal; outra parte outrora ocupada com o debate político e com a acção, ficou esmagada por mais de um milhão de votos nas últimas presidenciais e, sem saber que fazer com tal abundância, continuou na sua individualidade privilegiada. Outra parte, enfim, recebendo mais ou menos migalhas do poder, sente que ganhou uma maioria absoluta e considera, portanto, que só tem que ouvir os cidadãos (perdão, os eleitores ou os consumidores, como queiram) no final do mandato.
Umas raríssimas vozes (raras, mesmo) vão ocasionando críticas ocasionais.

2. Para resolver o défice das contas públicas teria sido necessário adoptar as políticas económicas e sociais e a atitude governativa fechada e arrogante que temos vivido? Teria sido necessário pôr os professores de joelhos num pelourinho? Impor um estatuto baseado apenas nos últimos sete anos de carreira? Foi o que aconteceu com os 'titulares' e 'não titulares', uma nova casta que ainda não tinha sido inventada até hoje. E premiar 'o melhor' professor ou professora? Não é verdade que 'ninguém é professor sozinho' e que são necessárias equipas de docentes coesas e competentes, com metas claras, com estratégias bem definidas para alcançar o sucesso (a saber, a aprendizagem efectiva dos alunos)?
Teria sido necessário aumentar as diferenças entre ricos e pobres? Criar mais desemprego? Enviar a GNR contra grevistas no seu direito constitucional? Penalizar as pequenas reformas com impostos? Criar tanto desacerto na justiça? Confirmar aqueles velhos mitos de que 'quem paga é sempre o mais pequeno'? Continuar a ser preciso 'apanhar' uma consulta e, não, 'marcar' uma consulta? Ouvir o senhor ministro das Finanças (os exemplos são tantos que é difícil escolher um, de um homem reservado, aliás) afirmar que 'nós não entramos nesses jogos', sendo os tais 'jogos' as negociações salariais e de condições de trabalho entre Governo e sindicatos.
Um 'jogo'? Pensava eu que era um mecanismo de regulação que fazia parte dos regimes democráticos.

3. Na sua presidência europeia (são seis meses, não se esqueça), o senhor primeiro-ministro mostra-se eufórico e diz que somos um país feliz. Será? Será que vivemos a Europa como um assunto para especialistas europeus ou como uma questão que nos diz respeito a todos? Que sabemos nós desta presidência? Que se fazem muitas reuniões, conferências e declarações, cujos vagos conteúdos escapam ao comum dos mortais. O que é afinal o Tratado de Lisboa? Como se estrutura o poder na Europa? Quais os centros de decisão? Que novas cidadanias? Porque nos continuamos a afastar dos recém-chegados e dos antigos membros da Europa? Porque ocupamos sempre (nas estatísticas de salários, de poder de compra, na qualidade das prestações dos serviços públicos, no pessimismo quanto ao futuro, etc., etc.) os piores lugares?
Porque temos tantos milhares de portugueses a viver no limiar da pobreza? Que bom seria se o senhor primeiro-ministro pudesse explicar, com palavras simples, a importância do Tratado de Lisboa para o bem-estar individual e colectivo dos cidadãos portugueses, económica, social e civicamente.

4. Quando os debates da Assembleia da República são traduzidos em termos futebolísticos, fico muito preocupada. A propósito do Orçamento do Estado para 2008, ouviu-se: 'Quem ganha? Quem perde? que espectáculo!'. 'No primeiro debate perdi', dizia o actual líder do grupo parlamentar do PSD 'mas no segundo ganhei' (mais ou menos assim). 'Devolvam os bilhetes...', acrescentava outro líder, este de esquerda. E o país, onde fica? Que informação asseguram os deputados aos seus eleitores? De todos os partidos, aliás. Obrigada à TV Parlamento; só é pena ser tão maçadora.
Órgão cujo presidente é eleito na Assembleia, o Conselho Nacional de Educação festeja 20 anos de existência. Criado como um órgão de participação crítica quanto às políticas educativas, os seus pareceres têm-se tornado cada vez mais raros. Para mim, que trabalho em educação, parece-me cada vez mais o palácio da bela adormecida (a bela é a participação democrática, claro). E que dizer do orçamento para a cultura, que se torna ainda menos relevante? É assim que se investe 'nas pessoas' ou o PS já não considera que 'as pessoas estão primeiro'?

5. Sinto-me num país tristonho e cabisbaixo, com o PS a substituir as políticas eventuais do PSD (que não sabe, por isso, para que lado se virar). Quanto mais circo, menos pão. Diante dos espectáculos oficiais bem orquestrados que a TV mostra, dos anúncios de um bem-estar sem fim que um dia virá (quanto sebastianismo!), apetece-me muitas vezes dizer: 'Aqui há palhaços'. E os palhaços somos nós. As únicas críticas sistemáticas às agressões quotidianas à liberdade de expressão são as do Gato Fedorento. Já agora, ficava tão bem a um governo do PS acabar com os abusos da EDP, empresa pública, que manda o 'homem do alicate' cortar a luz se o cidadão se atrasa uns dias no seu pagamento, consumidor regular e cumpridor... Quando há avarias, nós cortamos-lhes o quê? Somos cidadãos castigados!
O país cansa!
Os partidos são necessários à democracia mas temos que ser mais exigentes.
Movimentos cívicos...procuram-se (já há alguns, são precisos mais). As anedotas e brincadeiras com o 'olhe que agora é perigoso criticar o primeiro-ministro' não me fazem rir. Pela liberdade muitos deram a vida. Pela liberdade muitos demos o nosso trabalho, a nossa vontade, o nosso entusiasmo. Com certeza somos muitos os que não gostamos de brincar com coisas tão sérias, sobretudo com um governo do Partido Socialista!

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publicado por Brama às 18:57
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Sra. Ministra, somos Humanos !

 

Como me parece que se está a tornar insustentável toda esta parafernália esquizofrénica de demência ministerial, que já não se aguenta, temos mesmo de actuar em massa e em grande escala. Não vale a pena perder mais tempo em deambulações explicativas no que respeita a argumentos e porquês. Embora a Sra. Ministra (Des)educativa não o assuma frontalmente, julgo não restarem dúvidas sobre as verdadeiras razões que presidem a todas estas manobras com o mega-processo de avaliação de professores. SÃO OBJECTIVOS ECONOMICISTAS SRA. MINISTRA !!! TENHA A CORAGEM DE O ASSUMIR AO PAÍS. ENGANOU-SE NO MINISTÉRIO A QUE PRESIDE. DEVERIA ASSEGURAR A PASTA DA ECONOMIA OU DAS FINANÇAS E ESQUECER A EDUCAÇÃO. DESTE ASSUNTO NÃO ENTENDE MESMO NADA, ENTENDEU? NADA!!!

Desta não pode passar. Para culminar toda a minha revolta, embora acredite que este Ministério não vai retroceder ( e bendito o dia eleitoral em que decidi não colocar a cruzinha neste partido por temer isto mesmo, uma maioria que desembocou nesta generalizada desgovernação) e como não há como contornar a minha exasperação senão manifestar-me, compete-me lá estar no dia 8 de Março. Desta, nada me demoverá. 

PS: Para os interessados, está a decorrer um inquérito na SIC que questiona se o Governo está a prejudicar os professores. Para responder SIM, deverão telefonar para o número 760 300 381. Eu já dei o meu contributo


publicado por Brama às 23:50
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Quem diria ... estamos sempre a aprender

Deputado israelita culpa homossexuais pelos terramotos
Um deputado do partido israelita Shas, que pertence à coligação do Governo, afirmou que as «práticas homossexuais» provocaram os abalos sísmicos que afectaram recentemente o país.
 

O deputado Shlomo Benizri  baseou-se no Talmud (livro sagrado da religião judaica) para justificar sua teoria.

«O Talmud indica uma série de causas para os terramotos e uma delas é a homossexualidade, que foi legitimada pelo nosso parlamento», declarou hoje Benizri durante o seu discurso no congresso israelita.

Desde 1988, o parlamento reconhece os direitos dos homossexuais, ainda não aceites pelos partidos ultra-ortodoxos, como o Shas.

Segundo Benizri, em vez de implementar medidas tardias para combater os movimentos das placas tectónicas, seria necessário «preveni-los, eliminando as causas».

No mês passado, outro deputado do Shas, Nissim Ze'ev, descreveu os gays como «aqueles que destroem o mundo hebreu».

A reacção da comunidade homossexual israelita foi imediata. O presidente da Associação Israelita de Lésbicas e Gays, Mike Hammel, apelou para a ironia.

«Se alguém pergunta porque os membros do partido Shas estão tão obcecados com a nossa comunidade, podemos responder recordando o caso daquele senador norte-americano que, depois de uma longa e feroz batalha contra os gays, revelou que era homossexual», declarou.

 

O triste indivíduo que proferiu tal anormalidade é este 

 Deputado israelita culpa homossexuais pelos terromotos

 

Tem mesmo arzinho de totó ...

Como diria o nosso Fernando Pessa ... "E esta, hein!"

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publicado por Brama às 17:47
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Granada ... tierra soñada por Dios

   

                                                    Foto retirada da Internet

 

Lá fui a Granada este fim-de-semana e pela terceira vez. Sábado de manhã, calmo passeio pelo Alhambra que, em árabe significa  "A Vermelha" (Al Hambra), fortificação construída entre 1248 e 1354, durante o reinados de Ibn-Al-Ahmar e seus sucessores. Do Alhambra conseguem-se belíssimas vistas panorâmicas sobre Granada. Desta vez, considerado o tempo escasso, ficámo-nos apenas por um passeio pelos jardins e não fomos ver os palácios.

De tarde e após o almoço, ainda antes de irmos para o hotel, fomos ver o Mosteiro de Nuestra Señora de La Asunción, mais conhecido como a Cartuja de Granada.

Cúpula del Sagrario de la Cartuja de Granada. Uma das cúpulas do Mosteiro

                                                                   (Foto retirada da Internet)

Como eu não tenho grande sensibilidade para apreciar interiores de igrejas, mosteiros e espaços religiosos afins, porque este tipo de ambiente de ostentação de riqueza e opulento  trabalhado e rendilhado barroco na talha dourada e nas figuras religiosas desconforta-me bastante, chegando ao ponto do enjoo visual, entrar no mosteiro foi-me algo indiferente. No entanto, devo admitir que uma das alas levou-me a uma permanência mais demorada. Além dos frescos nas cúpulas (que até aprecio), aqui observei com alguma admiração as paredes e o tecto dominantemente brancos, repletos de uma infinidade de imbricadas representações em relevo. Num nível mais baixo, toda a extensão da parede estava coberta de um belíssimo mármore branco e castanho que, numa das paredes cobria toda a sua altura, incluindo as santíssimas figuras, assemelhando-se a um magnífico semifrio de natas e chocolate com incrustações de bolo mármore que quase me fez salivar caninamente. Acompanhando a extensão da sala, estavam incorporados alguns móveis com gavetas de um estilo meio árabe que davam um toque original a todo o espaço. Digamos que, acima de tudo, a saleta assumia um aspecto algo guloso e senti quase vontade de dar uma firme trinca num dos pés de uma qualquer santa ali exposta.

Ao entardecer e com o estado do tempo a complicar-se bastante, lá fomos deambular pelas calles granadinas. Não sei se foi por estar muita chuva e algum vento mas, a cidade pareceu-me algo mais feia do que o habitual. Talvez tenha sido a zona pela qual nos deslocámos, mas tive a clara sensação que a cidade não me pareceu tão agradável como das outras vezes. De noite ainda fomos beber chá marroquino num bar árabe.

Foto retirada da Internet

 

Ontem passámos o dia na Serra Nevada. Entre o teleférico e as cadeirinhas,  arrisquei andar nas cadeirinhas e arrependi-me amargamente. Apesar das agradáveis vistas e do refrescante friozinho sentido na cara, não consegui descontrair um segundo; definitivamente alturas não é comigo. A subida foi um tormento mas a descida ainda conseguiu ser pior dada a maior  visualização da altitude a que nos encontrávamos. A imagem abaixo mostra mais ou menos o aspecto da Serra Nevada com os seus três picos: Mulhacén com 3481 m. de altitude (ponto mais alto da Península Ibérica), Alcazaba com 3366 m. e Veleta com 3398 m., o único que nos é possível visualizar do ponto em que nos encontrávamos, Pradollano a 2100 m. de altitude (no canto inferior esquerdo da imagem).

 

                                                                                                                Foto retirada da Internet

 

 


publicado por Brama às 19:28
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

... Just because you're mine

I put a spell on you
Because you're mine

Stop the things you do
Whoahuh - what's up?
I ain't lyin'
Yeaaah, i can't stand - hoo!
No runnin' around
I can't stand
No put me down
I put a spell on you
Because you're mine
Whoahaa - yeah!
Woah!

[saxophone solo]

Stop the things you do
Whoahuh - what's up?
I ain't lyin'
Aahh!! aah! i love you
I love you
I love you anyhow
I don't care if you don't want me
I'm yours right now
I put a spell on you
Because you're mine, mine
Mine!!! aah whoahh huh

 

Screamin Jay Hawkins
 
David Gilmour & Mica Paris
 
Creedence Clearwater Revival
Diamanda Galás
 Marilyn Manson
 
Joe Cocker

publicado por Brama às 16:51
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

O Animal mais Belo da Terra

 

Para muitos a Ava Gardner era "o animal mais belo da Terra" e era ... belíssima. Sem dúvida, a Ava Gardner era maravilhosa. A beleza é algo imensamente subjectivo e seleccionar alguém ou algum animal como "o animal mais belo da Terra" faz parecer comparativamente, como pouco surreal, qualquer tela de Dali. Não é possível fazê-lo obviamente, depende de milhares de factores e situações. No entanto, se alguém me consegue tirar o sono pela beleza que tem, esse alguém é Bhanurekha Ganesan, mais conhecida por Rekha. A mais destacada e conceituada actriz de Bollywood dos finais da década de 70 e da década de 80, conta agora com 53 anos. Apelidada frequentemente de "Diva de Bollywood", Rekha era uma jovem gordinha com dificuldade em integrar o mundo cinematográfico bollywoodesco. Iniciou então uma alimentação absolutamente regrada, emagrecendo e conseguindo melhorar substancialmente a sua imagem que tem mantido até aos dias de hoje, associado ainda à prática diária de exercício físico e yoga. Ao que consta, Rekha nunca chegou a casar e não tem filhos. Assumiu uma atitude algo irreverente (considerado o contexto social e cultural de que faz parte), que se manifestou inclusivamente no seu desempenho profissional, uma vez que aceitou papéis um pouco diferentes da norma e algo polémicos junto da opinião pública em geral. Uma vida algo camaleónica e nada comum à luz dos princípios culturais da Índia, uma espécie de Madonna (com quem foi frequentemente comparada), numa versão bem mais suave, claro.

 

                                                                                                                                                     Brama

 

 

 

 

 


publicado por Brama às 22:42
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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

Evilla Jovovich

evilla jovovich

 

Milla Jovovich

publicado por Brama às 20:44
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Não aceito esta Imposição

Uma das mil imposições do nosso atencioso Ministério Deseducacional é perfeitamente intolerável. Não é só esta, claro que não ... mas esta tem conseguido fazer-me fervilhar e vociferar odiosamente. Pura e simplesmente, é desumano e não é possível aceitar, por muitas voltas que se possa dar à questão, que um professor seja penalizado na sua avaliação por um item que, e sublinho, está longe de depender da sua acção. O abandono escolar depende numa primeira instância, do contexto familiar e social em que o jovem ou a jovem se insere e que não diz respeito ao professor. Assim sendo, serão os responsáveis pela educação daquele indivíduo, os verdadeiros e únicos elementos que intervêm neste processo. Aliás, qualquer pai ou mãe com um minimo de bom senso deveria inclusivamente sentir-se ofendido no exercício do seu papel educativo porque esta incompetente (e não avaliada) ideia do nosso Ministério, também os ofende porque conclui em si mesma que, os pais não são válidos nem estão capacitados a ser encarregados de educação. Numa última instância, o abandono escolar tem a sua génese numa Sociedade (a portuguesa) que se encontra em si mesma, enferma ... incapaz de incluir jovens em risco porque se sentem porventura desamparados num tecido social que, ele sim, os abandonou à sua sorte. Ao atribuir a responsabilidade deste abandono escolar aos professores, o Governo está a assumir categoricamente que não é capaz de captar, envolver e motivar os jovens para a Educação e para a necessidade de Aprender, a urgência de se tornarem amanhã seres mais interessantes. O Estado assume com este item de avaliação dos professores, a sua incapacidade no exercício das suas funções mas, cobardemente, "lava as suas mãos" como Pilatos e canaliza toda a responsabilidade do abandono escolar, para os docentes, o elo mais fraco deste processo. Não me venham com falsos moralismos ou com justificações de uma outra dimensão, nada sustenta este item de avaliação, nada.

Eu enquanto director de turma e professor tento cumprir o melhor possível as minhas funções, pese embora os impedimentos e a desautorização profissional perpetrada pelo nosso querido Ministério mas, jamais me sentirei responsável pelo abandono escolar de um qualquer aluno meu. E também não farei qualquer esforço complementar em trazer um aluno à Escola. Essa tarefa compete aos pais e encarregados de educação. Se eu fosse encarregado de educação de um jovem, sentir-me-ia muito envergonhado se tivesse de ser um professor a ir a minha casa buscar um filho meu para a Escola, sentir-me-ia ao nível do chão mesmo.

 

Quanto às aulas assistidas, não me venham com hipocrisias e explicações fenomenais que sustentem esta tese. Tenho ouvido várias vozes corajosas, puxarem os galões profissionais de que não têm qualquer receio nem nada a esconder. Só isto mostra como algumas, muitas pessoas, profissionais do ensino, são mesquinhos, nada corporativos e têm uma visão curta. Não se trata de temer ou deixar de temer ... trata-se de ser uma medida incoerente, descabida, vergonhosa, minimizadora das nossas capacidades profissionais e assente apenas numa lógica de uma sangria e doentio controlo levado ao extremo. Será esta uma medida fundamental como comprovação do exercício de boas práticas profissionais? Será urgente "invadir" o único espaço que ainda era o nosso, despojando-nos do local último, em que ainda poderíamos ter alguma autoridade profissional e sermos nós mesmos?

No meu entendimento, esta atitude gera uma desautorização ainda maior da nossa profissionalidade. Não é uma postura benéfica, claro que não. Expõe um exagerado controlo, questiona a validade da formação a que fomos sujeitos, da capacidade dos nossos orientadores de estágio fazerem uma aferição correcta das nossas competências, gera inibição de professores e alunos em situação de aula, justifica a maldosa perseguição por parte deste Ministério e destrói completamente a essência do ensino.

 

Tenho pena que esta classe de que faço parte,  me envergonhe também e não se insurja contra estas injustiças. Lamento que numa altura tão conturbada e difícil para todos, haja sempre aqueles   "seres conspiradores" que, no meio da discórdia e da fragilidade, tentem subtilmente destacar-se pela diferença, mostrando uma aparente "maior profissionalidade" que os restantes colegas e assim, consigam pôr uma capa mais bonita e mais brilhante.

 

                                                                                                                                      Brama

 

 

 

 

 


publicado por Brama às 19:27
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Suspensão da Insana e Bizarra Avaliação

Caros colegas,
o Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto aceitou a providência cautelar apresentada pelo SPN.

Nesse sentido e apesar do que diz o ME, está tudo suspenso. Felizmente não é o imbecil do Miguel Sousa Tavares que governa o nosso país (ainda que ele o sonhe...) e os tribunais ainda têm poder sobre os actos do Governo.

As consequências são simples e podem ser consultadas no site da FENPROF:
- o despacho que delega na futura Presidente de um Órgão que ainda não existe as competências do futuro órgão;
- o despacho com as fichas. Ou seja, não há fichas nenhumas para se trabalhar;
- o despacho com os prazos.

Surpreendentemente o ME colocou no "site" da DGRHE as posições que antes assumira verbalmente ( as escolas podem fazer os seus próprios calendários).
Fê-lo através de uma folha branca, sem timbre e sem responsável que assine.


Quanto à questão da presença no Plenário, creio que este texto explica tudo

Será que é desta que estamos num melhor caminho?

 

Finalmente começa a acontecer algo, ainda residual, que nos conforta!

Agora é só continuar a aumentar a pressão!


Nota: divulguem esta informação junto dos colegas que conhecem!

 

 




publicado por Brama às 19:05
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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

E para os que continuam cépticos ...

 

 

Às 08h10 preparo-me para mostrar o filme-documentário "An Inconvenient Truth - A Global Warming" na minha direcção de turma do 9ºano, um excelente documentário cujo tema central se prende com as alterações climatéricas, geográficas, ecológicas, ... derivadas do Aquecimento Global da Terra. Este documentário, apresentado por Al Gore, pretende sensibilizar a população em geral, bem como os líderes das grandes potências responsáveis por este flagelo ambiental, para a gravidade do que se está a passar na Terra em espaços de tempo cada vez mais diminutos. As consequências serão gravíssimas para todo o equilíbrio do sistema Terra incluindo o próprio Homem pelo que urge tomar medidas rápidas e drásticas e de uma vez por todas, colocar os interesses político-económicos em segundo plano.  Penso que, apesar dos apesares, a minha turma esteve bastante atenta a todo o documentário (por vezes, aulas ao primeiro tempo da manhã fazem milagres!), compreendeu a mensagem, até porque, imediatamente a seguir tinha uma ficha de trabalho com questões muito específicas sobre o visionamento deste.

Ainda durante a manhã, meio do dia e tarde, instala-se o caos na área de Lisboa com a quantidade de água que, subitamente se fez precipitar, trazendo inundações, desabamentos de terra, queda de árvores, arrastamento de veículos e inclusivamente, morte. Também aqui pelo "reino dos algarves" a coisa este um pouco feiosa. Estes fenómenos ocorrem com uma frequência cada vez maior, surpreendendo tudo e todos. Queixamo-nos que tem chovido pouco neste ano e ... assim de um momento para o outro eis que, de assalto, sentimos a devastação da força bruta das águas.

 

Que significa isto afinal? Será que é apenas coincidência? Ainda alguém crê que derive apenas de uma situação perfeitamente normal e esperada nesta altura do ano? Ou, ao invés, será isto a resposta da Terra face à cegueira do Homem? Qual é a parte de tudo isto que o Homem ainda prefere não entender?

 

Apesar dos apesares, toda esta (in)feliz coincidência (referindo-me a mim próprio), serviu perfeitamente para ilustrar aos meus alunos, já que estes carecem de "memória mais longa", com um espaço de tempo útil, que toda esta situação é bem real e não tem espaço para qualquer visão mais ou menos humorista.

 

Até quando as grandes potências económicas decidirão ignorar a mensagem da Terra?

O que é necessário fazer para que entendam que estão a envenenar irremediavelmente a sua única casa?

 

                                                                                                                                                 Brama

 

 


publicado por Brama às 20:02
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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008

Maori Haka

 
 

publicado por Brama às 22:35
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Zumanity - Men

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publicado por Brama às 22:12
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História de uma Árvore

"Plantage" com música de Under Byen. Amanita design

 

http://www.samorost2.net/plantage/

 

 

 

 

 

 


publicado por Brama às 21:35
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2008

Não Aconselho Vivamente ...

 

Olhando para este cartaz ainda fiquei, erradamente, com a ideia de que poderia ser um filme do género Matrix ... não, nada disso. Este cartaz ilude bem. Também não teria sido a minha escolha se tivesse ido ver o filme sozinho. De qualquer forma, como fui acompanhado de um amigo, deixei-me levar pela escolha alheia e eis que sou brindado com esta péssima orquestração de mau gosto. Nos tempos que correm e com o nível de qualidade que é suposto exigir a uma qualquer película, seja qual for o género em causa, posso afirmar com alguma segurança que este é um dois piores filmes que já me foi dado visionar numa sala de cinema. Sem exagero ... É PÉSSIMO! Não aconselho mesmo nada ... bem, de qualquer modo um dos diálogos finais conseguiu fazer-me rir, tal o despropositado mau gosto. Um filme sobremaneira chato e de qualidade nula.

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publicado por Brama às 01:32
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Comenius

Precisava de um incentivo, algo novo, diferente de tudo o que até então já havia feito nesta profissão. No presente momento em que profissionalmente, não vejo qualquer luz ao fundo do túnel, tomei uma atitude drástica e pouco ou nada reflectida ( o que também é uma novidade em mim, que agonizo ante a tomada de qualquer decisão). E é assim, candidatei-me (juntamente com uma colega), a participar da parte da nossa Escola, no Programa Comenius, em que participam outras escolas de diferentes países europeus. Este tipo de projectos de natureza bilateral ou, no caso multilateral, implica um trabalho conjunto e articulado entre as diferentes escolas envolvidas, norteado por um determinado tema de pesquisa de interesse educativo ou pedagógico. Os temas a desenvolver pressupõem em última análise um benefício real para as práticas educativas e um maior conhecimento de outras realidades escolares por comparação com a nossa própria realidade. Neste tipo de projectos, estão naturalmente previstas algumas mobilidades no sentido de contactar e conhecer in loco o funcionamento de outras escolas e sistemas educativos, noutros contextos socioeconómicos. Ainda não percebi bem qual o tema do projecto que poderei integrar, mas parece-me que se relacionará com a Diversidade Cultural dos diferentes países participantes. Confesso que estou um pouco apreensivo mas, simultaneamente entusiasmado com a ideia de fazer algo diferente ainda que, em termos profissionais, isto possa não servir para nada (julgo que nem para a nossa própria avaliação), além do que, no nosso horário este envolvimento não é contemplado nem previsto, sendo apenas trabalho do meu próprio interesse pessoal sem qualquer tipo de repercussões além, do próprio "benefício pessoal". A candidatura está feita e seguiu para a Agência Nacional ... agora é esperar pela aprovação ou desaprovação.


publicado por Brama às 23:12
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Guilty Guilty Guilty

Já está ... se tudo decorrer sem incidentes,  lá irei outra vez, pois então, desta feita eu e o "corrosivo", sentir o escaldante regurgitar de Miss Diamanda Galás. A controversa Diva Negra regressa a Portugal três anos depois de ter subido ao palco da Casa da Música para apresentar "La Serpenta Canta" e "Defixiones, Will and Testament". Desta vez, a cantora e pianista  virá apresentar o seu novo álbum "Guilty Guilty Guilty", com lançamento marcado para o próximo mês de Março. Este álbum, além de conter originais canções trágicas da própria, comporta ainda versões de temas de Juliette Gréco, Jacques Prévert, Johnny Cash e ... Edith Piaf. Em Maio, lá estaremos o mais perto possível do cântico sanguinário da cobra-capelo. La Serpenta não Canta ... Vomita palavras convulsivamente , R. R. R. (Ruge em Ruidoso Registo).

 

                                                                                                                                         Brama

 

 Photograph by Kristofer Buckle


publicado por Brama às 22:10
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Paisagens Alimentícias

Carl Warner, fotógrafo britânico, cria fotos tendo por base cenários e paisagens criados por si com a utilização exclusiva de alimentos. Nestas "foodscapes" (junção das palavras food e landscape), cria paisagens rurais, agradáveis praias ao pôr-do-Sol, cavernas submarinas, paisagens de montanha, utilizando apenas fruta, legumes, pão, queijo, massas, entre outros víveres. No sentido de permitir às fotos a sensação de profundidade, concebe as suas fotos em mesas de 1,2 metros por 2,4 metros. Carl Warner pretende usar as suas fotos numa campanha publicitária para uma cadeia de supermercados britânica e inclusive utilizá-las para a concepção de um livro que promova a alimentação saudável junto das crianças.

 

 

 

 

 

 

Red cabbage sunrise

 

 

Broccoli forest

 

Salami snow


publicado por Brama às 15:04
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Mais uma infeliz entrada da Miluzinha

Para que não haja dúvidas acerca do respeito que esta "ministrazeca" tem pela classe dos professores e da forma indigna com que se dirige aos mesmos, manchando e denegrindo ainda mais  a sua imagem aos olhos da opnião pública. Esta "senhorazeca" não merece a mínima consideração nem o mínimo crédito da parte dos docentes e da Sociedade em geral.

 

http://educar.files.wordpress.com/2008/01/ps.jpg


publicado por Brama às 14:41
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Domingo, 10 de Fevereiro de 2008

PROFSEMLUTA

Colegas e amigos(as)

Divulguem esta informação.
 Parece-me mais que altura de bater o pé a esta "palhaçada".
 
A próxima reunião pode ser muito esclarecedora.

Colegas!


Já fez uma primeira reunião no sábado, dia 12 de Janeiro em Caldas da Rainha.
Encontrava-se agendada uma segunda reunião, sábado dia 09 de Fevereiro, nesta mesma cidade.

Se concordas com o MANIFESTO divulga-o o mais possível.
Para mais informações usa o seguinte e-mail

 
PROFSEMLUTA é um movimento de professores independentemente de qualquer filiação organizacional (partidária ou sindical) que contesta o Estatuto da Carreira Docente, o novo modelo de gestão escolar e o Decreto Regulamentar da avaliação de desempenho.
profsemluta@hotmail.com
 

publicado por Brama às 22:30
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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Ela é que sabe, a Sra. Ministra!

O sistema educativo não estava famoso, mas não precisava, Senhora Ministra da Educação, de aparecer para estragar o resto!
Vem, V/ Exa., perguntar agora o que estão 30 professores a fazer numa sala de professores?
Sabe que também me coloco (e coloquei aqui) essa questão muitas vezes? E sabe o que estão lá a fazer?
O que V/ Exa. mandou: a cumprir horário!
Não aumentou a carga horária dos docentes?
Esqueceu-se, foi?


Tal como as utilíssimas «aulas de substituição» em que V. Ex.ª coloca um professor de Matemática a substituir um de Educação Física e vice-versa.
V/ Exa. Manda e os professores obedecem! Não têm alternativa, não é verdade?


Pode, portanto, V/ Exa. orgulhar-se dos resultados obtidos!
Eles são a consequência da sua «reforma»!

Mas não se preocupe pois vão piorar! Com o escabroso Estatuto da Carreira Docente que V/ Exa. inventou, os resultados só podem evidentemente piorar! Nenhuma reforma, nunca, se conseguirá impor por decreto-lei nem contra a vontade da maioria dos envolvidos!
Os professores, obedientemente, cumprem e cumprirão sempre as suas ordens! Contrariados… muito contrariados… mas cumprirão! Não lhes pode é pedir que, apesar de tudo, as cumpram de sorriso nos lábios, felizes, contentes e totalmente envolvidos com as suas orientações! Não há milagres!
Cumprirão e ponto final! Que é o que V. Exa. quer?
Não se pode, portanto, queixar.
Continue a mandar assim e verá a tal curva de crescimento em queda absoluta.
É que não pode V/ Exa. exigir que se cumpram 35 horas de serviço na escola e se venha para casa preparar fichas de trabalho… apontamentos… actividades…estratégias… visitas de estudo… grelhas… avaliações… relatórios… currículos alternativos…programas adaptados… trabalhos em equipa… etc.… etc.… etc.·
V/ Exa. Tem família?
Saberá, porventura, o que é a dor de um pai que se vê obrigado a negligenciar a educação e o crescimento do seu próprio filho para acompanhar os filhos dos outros?
Esquece V/ Exa. Que os professores também são pais?
Também são pais, Senhora Ministra! Pais!


Que estabilidade emocional pode um professor ter se V/ Exa. resolve, 30 anos depois de Abril, impedir os professores de acompanharem os seus próprios filhos ao médico … à escola… aos ATLs?
Não têm os pais que são professores os mesmos direitos dos outros pais?


Conhecerá V/ Exa. a dor de uma mãe que se vê obrigada a abandonar o seu filho, prometendo-lhe voltar dali a uma semana?
E quer V/ Exa. motivação natural?
Com a vida familiar desfeita?
Não é do conhecimento público que os professores são os maiores clientes dos psiquiatras?
E que é entre os professores que se encontra a maior taxa de divórcios?
Porque será, Senhora Ministra?
Motivação?
Motivação, como? Se V/ Exa. obriga os professores a fazerem de auxiliares de acção Educativa?
Motivação, como? Se V/ Exa. obriga os professores a estarem na escola mesmo sem alunos? Motivação como se V/ Exa. obriga a cumprir 35 horas na Escola mesmo não tendo esta os meios essenciais para que se possa trabalhar.


Motivação, como? Se temos que pagar fotocópias, tinteiros para as impressoras da Escola…canetas… papel?
Motivação, como? Se o clima é de punição e de caça aos mais frágeis?
Motivação, como? Se lava as mãos como Pilatos e deixa tudo à deriva passando toda a responsabilidade para as escolas?

Não é função de V/ Exa. resolver os problemas?
Não seria mais produtivo trabalhar ao lado dos professores?
Motivação, como? Se de cada vez que abre a boca para as televisões fá-lo para tentar virar toda a sociedade portuguesa contra a classe?
Motivação, como? Se toda a gente percebe que o seu objectivo é dividir para esfrangalhar a classe e poupar uns cobres?
Quer lá V. Exa. saber da qualidade do Ensino para alguma coisa!.... Quer é poupar!
O que vale é que por todo o país a opinião pública – e principalmente os Pais – já se estão a aperceber disso.

Motivação, como? Se V/ Exa. tem feito de tudo para isolar os professores dos alunos, dos pais, dos Sindicatos, da sociedade em geral?·
E fica V/ Exa. admirada com os resultados?
Não eram estes os resultados que esperava obter quando tomou posse e iniciou a sua cruzada contra os professores?
A sua estratégia é a mesma daqueles professores que V/ Exa. acusa de não estarem preocupados com os resultados escolares dos seus alunos.


Sabe, Senhora Ministra da Educação?
O sucesso não depende do manual… como não depende de decretos---lei!
O sucesso depende do envolvimento que o professor consegue com os seus alunos!
Depende da capacidade de motivar! Depende da capacidade de o professor ir ao encontro dos interesses dos seus alunos.
Depende da relação professor-aluno! - a tal que V/ Exa. queria que fosse avaliada por alguém de fora da escola!
A mesma que, se fosse feita a V/ Exa., daria nota zero.

E, já agora, Sra. ministra, já que a esmagadora maioria (quase totalidade) dos seus colegas de governo são reformados – alguns 2 vezes – siga-lhes, por favor, o exemplo.
Eu não me importo de trabalhar até aos setenta se V. Exa. se reformar já - mas da política!
Pode ser?

 

 

 

Recebi este texto por mail e ... considerei-o simples e de leitura acessível a todos. Mostra sumariamente  o negro quadro do  actual estado da Deseducação (vulgo, Educação) Portuguesa. Será a DP, se repararem o inverso de PD (País Desenvolvido).

P.S.: Peço desculpa mas terei que fazer uma correcção. O texto que apresentei, que não é de minha autoria, mostra sumariamente pelo menos 10% do negro quadro do actual estado da Deseducação Portuguesa (D.P.). Não vão os meus queridos e dedicados leitores pensar que o doentio e infernal ataque aos docentes fica apenas por estes "aspectos de pormenor". Não, claro que não ... a coisa está GRAVE mesmo, CALAMITOSA ... E NÃO DEVE POR NINGUÉM SER TRATADA DE FORMA LEVIANA PORQUE ESTAMOS TODOS NO MESMO BARCO OU NÃO É A EDUCAÇÃO UM PILAR FUNDAMENTAL EM QUALQUER SOCIEDADE?! A REFLEXÃO DEVE SER CONJUNTA, ADULTA E RESPONSÁVEL. É DE CARÁCTER PRIORITÁRIO PENSAR-SE NA SOCIDEDADE QUE QUEREM TER AMANHÃ, PARA VOCÊS E PARA OS VOSSOS DESCENDENTES!

 

                                                                                                  Brama


publicado por Brama às 23:33
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Sabem o que é o Alentejo?

 ALENTEJO

verao7_2002.jpg

 


Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.

O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.

Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.

Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.

Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.

Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.

D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»

Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.

E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.

Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.

Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.

E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.

Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!

É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?

                                                                                                            Autor desconhecido

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publicado por Brama às 00:16
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Não há regra sem ...

De facto o Brasil não é país que me "puxe", não é de todo, mas como não há regra sem excepção ...  aqui vai:

 

Excepção 1 - Humberto Martins Duarte

 

 

Excepção 2 - António Fagundes

 

 

Excepção 3 - Ailton Graça

 

 

Excepção 4 - Henri Castelli

 

 

Pressuponho que tenham ficado esclarecido(a)s


publicado por Brama às 19:49
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Did you forget to take your meds?

Introducing Meds
música: Placebo - Meds

publicado por Brama às 00:55
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Declare Independence

Mais um vídeo com a assinatura de Michel Gondry, responsável por tantos outros da Björk. Declare Independence é exactamente um grito de incentivo à independência dos povos da Gronelândia e das Ilhas Faroé, sob domínio dinamarquês. O vídeo é algo perturbador, stressante, quase psicótico mas, funciona perfeitamente na mensagem que pretende passar. De notar que a farda que a Björk enverga, contém em cada ombro a bandeira de cada um dos territórios citados.

 

Ilhas Faroé                                Gronelândia

 

 

 

Declare independence
Don't let them do that to you
Declare independence
Don't let them do that to you

- justice-

Declare independence
Don't let them do that to you
Declare independence
Don't let them do that to you

- justice -

Start your own currency
Make your own stamp
Protect your language

- justice -

Declare independence
Don't let them do that to you
Declare independence
Don't let them do that to you

Make your own flag
Make your own flag
Make your own flag
Make your own flag

Raise your flag
Raise your flag
Raise your flag
Raise your flag
Raise your flag
Raise your flag

Declare independence
Don't let them do that to you
Declare independence
Don't let them do that to you

Damn colonists
Ignore their patronizing
Tear off their blindfold
Open their eyes

Declare independence
Don't let them do that to you
Declare independence
Don't let them do that to you

With a flag and a trumpet
Go to the top
Of your highest mountain

And raise your flag
Raise your flag
Raise your flag
Raise your flag
Raise your flag
Raise your flag

Declare independence
Don't let them do that to you
Declare independence
Don't let them do that to you

Raise the flag

 

música: Björk - Declare Independence

publicado por Brama às 00:18
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Colbie Caillat - Realize

Take time to realize
That I am on your side
Well didn't I, didn't I tell you
Take time to realize
That your warmth is
Crashing down on me
But I can't spell it out for you
No it's never gonna be that simple
No I can't spell it out for you

If you just realize
What I just realized
That we'd be perfect for each other
And we'll never find another
Just realize
What I just realized
We'd never have to wonder
If we missed out on each other, now

Take time to realize
Oh oh, I'm on your side
Didn't I, didn't I tell you
Take time to realize
Oh oh, I'm on your side
Ohhh, Ohhh
But I can't spell it out for you
No it's never gonna be that simple
No I can't spell it out for you

If you just realize
What I just realized
That we'd be perfect for each other
And we'll never find another
Just realize
What I just realized
We'd never have to wonder
If we missed out on each other, but

It's not the same
No it's never the same
If you don't feel it too
If you meet me half way
If you would meet me half way
It could be the same for you

If you just realize
What I just realized
That we'd be perfect for each other
And we'll never find another
Just realize
What I just realized
We'd never have to wonder
If we missed out on each other

Just realize
What I just realized
That we'd be perfect for each other
And we'll never find another
Just realize
What I just realized
We'd never have to wonder
If we missed out on each other, now
Missed out on each other now
Missed out on each other now
Missed out on each other now owa, owa ohh
Realize
Realize
música: Colbie Caillat - Realize
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publicado por Brama às 23:54
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Domingo, 3 de Fevereiro de 2008

Enjoy the Silence in the WTC

 
sinto-me:
música: Depeche Mode - Enjoy the Silence

publicado por Brama às 19:00
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Everything Counts 1983

 
sinto-me:
música: Depeche Mode - Everything Counts

publicado por Brama às 18:55
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O Extinto Dodó

Aqui está um animal muito engraçado, mais um dos que desapareceu às mãos da bestialidade humana. O Dodó, Dodô ou Dronte (Raphus cucullatus) foi uma simpática ave, robusta, não voadora, com cerca de um metro de altura, que se alimentava de frutas, nidificava no chão e vivia na Ilha Maurícia, junto à costa leste de África, relativamente perto da grande Ilha de Madagáscar. Considerando que esta ave não voava e não temia o ser humano, foi presa fácil aquando da colonização da Ilha Maurícia (iniciada em 1505 pelos portugueses) e o processo do seu desaparecimento foi galopante. O nome Dodó foi-lhe atribuído pelos portugueses dado o seu ar desajeitado, sendo baptizados de  "doudos" ou "doidos". Além do bicho Homem, responsável máximo pela eliminação deste animal do planeta Terra, há a considerar igualmente o facto do Homem ter levado consigo para a Ilha Maurícia outros animais, porcos, ratos, macacos que, a pouco e pouco, destruíram os ninhos dos dodós acelerando o seu desaparecimento. O último dodó foi morto em 1681 e não foi preservado nenhum exemplar inteiro deste animal ... (apetece perguntar o que teriam feito os dodós na outra vida para semelhante chacina!).

 

 

Curiosidades:

 

1- Recentemente foi descoberta uma espécie de árvore, "Calvária", na Ilha Maurícia que estava quase extinta, existindo apenas 13 exemplares da dita com mais de 300 anos. Qual a razão? Após a extinção do dodó, a árvore não teria capacidade de sobreviver também, uma vez que as sementes, ingeridas pelo dodó, só ficavam activas e prontas a germinar após passarem pelo organismo deste, considerando que através do processo digestivo era aliminada a casca grossa que recobria a semente. No entanto, concluiu-se que o mesmo processo seria possível com perus e actualmente a árvore existe e passou a designar-se árvore-dodó. 

 

2- Concluiu-se que o dodó deriva de uma espécie de pombos migradores que se instalaram naquela ilha e se adaptaram ao meio, evoluindo para aves muito maiores e sem capacidade de voar.

 

Uffff, estava difícil encontrar uma imagem da árvore-dodó, também designada por "calvária" ou ainda, tambalocoque. Esta é a única imagem que encontrei.

 


publicado por Brama às 13:51
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A Mestria de Calatrava

Santiago Calatrava, arquitecto e engenheiro espanhol da cidade de Valencia, tem-se celebrizado pelo seu excelente trabalho. Conhecido como um dos mais activos "estruturistas" contemporâneos, inspira-se frequentemente em formas orgânicas antropomórficas, como esqueletos (o seu equilíbrio e harmonia) para a concepção dos seus projectos, gostando de evidenciar movimento nas suas construções de configuração dinâmica e por norma assimétrica.

 

 

 


publicado por Brama às 13:22
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M.I.A. - Come Around (feat. Timbaland)

Estando longe de ser um dos meus géneros musicais de eleição, adoro esta música em concreto, do álbum "Kala" de 2007, de Mathangi Arulpragasam, recente descoberta da responsabilidade do Paulo "Felizes Juntos". Consigo perfeitamente imaginar para esta música uma coreografia assim espectacular, do género da da música "Try Again" da Aaliyah.

 

música: M.I.A. - Come Around (feat. Timbaland)
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publicado por Brama às 03:35
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