Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Holanda é arejada!

O primeiro contacto com este país, já noite cerrada, foi em Oisterwijk, belíssima localidade na região de Noord-Brabant. Tive a sensação clara de estar num local de bonecos, com as casinhas muito arranjadinhas, com os seus telhados inclinados, jardins muito cuidados e estreitos arruamentos. Fui-me deitar em pulgas, desejando acima de tudo que amanhecesse o mais rapidamente possível e poder explorar as redondezas. No dia seguinte constatei que Oisterwijk primava de facto por ser uma localidade aprazível, calma e acolhedora. As casinhas dispostas harmoniosamente, com diferenciadas decorações interiores abordando estilos diversos e delicados espaços ajardinados, amplas janelas para permitir captar a ténue luminosidade e ao mesmo tempo reforçar a comunicação com o exterior. O comércio marcadamente tradicional, é requintado e de bom gosto, apela inevitavelmente ao consumo. Nesta simples localidade existem, apenas, 25 galerias de arte. À semelhança do espaço urbano, o espaço natural envolvente é bastante convidativo, permite passeios demorados nos diversos caminhos do bosque, acompanhados por frondosas árvores, pontilhado aqui e ali por um lago sereno. Os patos e os corvos são aves frequentemente presentes, aqui e noutras localidades.

De tarde deslocámo-nos a 'S-Hertogenbosch ou simplesmente Den Bosch, belíssima cidade nas proximidades de Oisterwijk. A impressão inicial manteve-se, espaços cuidados e bem planificados, edifícios com belas fachadas arquitectónicas e estimados, comércio vasto, diversificado, denunciado um nível aquisitivo elevado, pessoas elegantes, simpáticas e educadas no trato.

Na região Noord-Brabant ainda estivemos em Breda e Tilburg, espaços urbanos de maior dimensão e uma aparência mais citadina que Oisterwijk. Tilburg é relativamente perto de Oisterwijk e quase não dá para perceber quando saímos de uma e entramos noutra. Interessante é o facto de, num momento nos vermos rodeados de edifícios altos e espelhados e passados tão somente dez minutos estarmos circulando junto a verdes prados onde graciosos póneis correm pitorescamente uns atrás dos outros.  Curiosamente não me lembro de ter visto um único edifício degradado. A organização, a harmonia, a estima são, aliás, palavras de ordem na estética e no cuidado dos espaços urbanos e rurais deste pequeno país.

Além da região Noord-Brabant, num dos dias deslocámo-nos, como não poderia deixar de ser, à bonita cidade de Amesterdão, a pouco mais de 100 kms a noroeste de Oisterwijk. Estacionámos perto do Estádio do Ajax para, de comboio, nos deslocarmos até à louca e cosmopolita Amesterdão, capital do deboche onde quase todos os vícios têm o seu lugar. O frio era mais que muito e apesar da chuva e neve que caíam intensamente mal chegámos à Estação Central da urbe, os milhares de indivíduos multi-etnias atropelavam-se num corropio constante. A bela Amesterdão, atravessada por uma complexa rede de canais, tem a capacidade de nos prender a atenção a cada passo e transmitir num curto espaço as mais díspares sensações, porventura até antagónicas. Uma mescla de odores diversos a essências, alimentos e drogas provenientes de alguns coffee shops, fundem-se numa atmosfera inebriante, já em si massacrada pelos reduzidos valores térmicos, atribuindo uma certa singularidade a esta capital. Amesterdão obriga sem dúvida a uma nova visita, mais calma e atenta. Claro que estive à entrada da casa de Anne Frank mas, a fila de espera de umas boas dezenas de humanóides sedentos de curiosidade, dava a volta à esquina e naturalmente não estaríamos interessados em perder ali a tarde.

Ainda avistei a moderna e sofisticada Roterdão, a segunda cidade holandesa em população, detentora do maior porto da Europa e dos maiores do mundo. Da auto-estrada deu para calcular a grande dimensão da cidade e respectivo porto bem como, depreender o aspecto futurista das construções que contrasta em absoluto com as restantes cidades holandesas, de estética arquitectónica marcadamente mais característica dos Países Baixos.

No útimo dia, quando nos dirigíamos para Haia (ou Den Haag), real sede do Governo, eis que fomos surpreendidos por um intenso nevão (ao que parece o maior deste ano), que nos forçou a uma temporária paragem numa qualquer estação de serviço. Haia tem personalidade, é bela e tem classe. Os edifícios são fortes estruturas de carácter imponente e majestoso. Também existem edifícios modernos de vidro e betão, embora sejam menos visíveis. Aqui temos a maior concentração de galerias de arte e afins de toda a Holanda, numa só avenida.

Achei interessante o tremendo contraste entre as três principais cidades da Holanda: Amesterdão é romântica e alucinada; Roterdão é centro mercantil e de negócios; Haia é clássica e respeitável.

Na manhã seguinte despedimo-nos cedo, em direcção ao aeroporto de Eindhoven, da melhor forma possível. Enquanto nos deslocávamos pelos meios rurais, tive a oportunidade de observar belíssimos cenários paisagísticos, dignos de postais de Natal, em que uma neve espessa cobria tudo em redor. A determinado momento num cenário completamente branco, irrompe um círculo amarelo-alaranjado por entre as esparsas árvores, transmitindo à paisagem uma aparência quase mágica e simultaneamente, dando-nos as boas vindas a um novo dia, igualmente intenso, embora desta feita, na capital de Sua Majestade das terras e baldios ingleses.

Até à próxima Netherlands ... que se espera breve!!!

 

 

música: The Cinematic Orchestra

publicado por Brama às 23:45
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Cansaço bem-vindo

Muito cansado, bem disposto pelas experiências vividas, triste por já ter acabado (foi difícil entrar naquele avião para regressar), totalmente desmotivado por recomeçar a vidinha do costume.

 

O percurso foi simples:

1º - Voo de Faro para a Bélgica (Charleroi);

2º - Aeroporto de Charleroi - Holanda;

3º - Voo de Eindhoven para London Stansted;

4º - Aeroporto de Stansted para London City;

5º - London City para Aeroporto de Gatwick;

6º - Voo de Gatwick para Sevilla;

7º - Deslocação de Sevilla para Portugal ( a parte mas dolorosa do percurso).

 

Foram muitas as sensações vividas ao longo de 10 dias, algumas surpresas, momentos de boa disposição, também alguns curtos momentos de stress, mas no final, tudo surtiu bom efeito. Apetecia-me voltar atrás e repetir alguns momentos. Para já, a rede de metro londrina não me contém ... desloco-me nela como peixe na água; da mesma forma, não há cantinho do imenso Hyde Park que não tenha sido pisoteada pelos meus sofridos pezinhos que, quase ficaram em chaga dos vários kms percorridos. Neste caso, claro que tenho de voltar à organizada Holanda e obviamente Londres espera-me dúzias de vezes. Pior, pior foi o regresso à vidinha escolar de todos os dias ... uffff, não tenho a conta dos papéis que hoje tive de assinar e das convocatórias para umas quantas reuniões de rajada ...

Durante uns dias quero reviver e relembrar as sensações vividas e não me façam azedar com a Ministra e comitiva associada.

música: Gotan Project

publicado por Brama às 20:11
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Quarta-feira, 19 de Março de 2008

I Care 4 U & Never be the same again

Relembrando Aaliyah

 

Relembrando Lisa Left-Eye
 
música: Aaliyah & Lisa Left-Eye
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publicado por Brama às 02:18
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Nothing Compares to Sinéad

Para recordar ...
música: Sinéad O'Connor - Nothing Compares 2 U

publicado por Brama às 02:06
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Salvation ... Please!

música: Cranberries - Salvation

publicado por Brama às 02:02
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Segunda-feira, 17 de Março de 2008

Holiday !!!

1983
1993 "Girlie Show"
2001 "Drowned World Tour" 
música: Madonna - Holiday

publicado por Brama às 23:40
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Domingo, 16 de Março de 2008

Declare Independence for Tibet

Esta grande querida está a arranjar lenha para se queimar ... para surpresa de todos, em concerto na China (Xangai) ela "declarou independência" para o Tibete. Originalmente a música "Declare Independence" tem essa mensagem de libertação para os territórios ocupados pela Dinamarca, especificamente as Ilhas Faroé e a Gronelândia. Mas agora a nossa bonequinha islandesa está a arriscar, fazendo jus à fama artística que tem. Está a pousar o seu pézinho em ramo verde ... só falta ela vir a Portugal, quando for o Festival Sudoeste, declarar independência à Ilha da Madeira, para felicidade do nosso Alberto João Jardim. Ganda maluca!

 

 
Ao mesmo tempo que a nossa moçoila islandesa provoca o gigante chinês em Xangai, na Holanda, um grupo de manifestantes pró-Tibete invade a embaixada da China em Haia. Estes manifestantes protestavam contra a invasão do Tibete pela China, sendo que pelo menos duas pessoas conseguiram mesmo invadir o edifício. Entretanto já 500 000 pessoas se haviam concentrado na capital holandesa para se unirem aos protestos de todo o mundo, pelas vítimas em Lhasa, no Tibete.
TIBET, TIBET ... TIBET, TIBET
música: Bjork - Declare Independence

publicado por Brama às 16:12
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Ellen Page

Esta jovem actriz canadiana, nascida em 1987,  começou a representar aos dez anos, quando foi seleccionada para o papel principal de uma série televisiva "O Pequeno Pónei". O seu sucesso nesta série marcou o início da sua carreira que parece vir sistematicamente a ganhar pontos. Além de Juno, só me lembro de a ver em Hard Candy, onde tem um papel extraordinariamente notável. Eu acho que ela tem algo especial.

 

Hard Candy (com música da Bjork)
Juno Opening credits
 
 

 

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publicado por Brama às 15:45
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There Will Be Blood

O merecido Oscarizado Daniel Day-Lewis por uma interpretação absolutamente perturbadora. Um filme com uma mensagem poderosa mas que, acima de tudo, ganha pela interpretação do actor principal.

 

Salvation Scene
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publicado por Brama às 15:30
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Senhora Do Mar, por Portugal

Esta é então a canção que representará Portugal. É uma canção bonita, festivaleira (pelo menos dentro dos tradicionais cânones dos festivais da canção), cantada por uma boa voz. É também uma daquelas músicas que se gosta à primeira e acredito que tivesse fortes possibilidades de dar a vitória a Portugal, se o representasse por exemplo, na década de 80. Agora, no modelo actual e com todos os muitos participantes a Leste, que votam uns nos outros, claro que não ganhará, nem esta, nem nenhuma.

Bem, vamos ouvi-la:

 

 
Gostei muito, também das três músicas seguintes:
Joana Melo - Porto de Encontro 
( canção que me fez lembrar o estilo dos Donna Maria) 
Marco Rodrigues - Em Água e Sal
(Sem dúvida esta é uma canção muito bonita)
Vanessa - Do Outro Lado da Vida
(gosto acima de tudo da voz)

publicado por Brama às 14:29
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Tony, o Estranho Fenómeno

Estava eu ontem a ver as notícias quando me deparei com algo de outra dimensão. Mais estranho do que a permanência de Mademoiselle Miluzeca como Sinistra, digo, Ministra da Educação, mais catastrófico do que os habituais atentados no Médio Oriente, mais surpreendente do que a chegada do Homem ao solo lunar, mais espalhafatoso do que o encerramento dos centros de saúde pelo território nacional ou a libertação de um avultado número de criminosos nas ruas nacionais, é o estranho fenómeno Tony, alguém que no panorama musical e contra as mais saudáveis expectativas, conseguiu ter uma Carreira. Bizarria supostamente artística ou, Calamitoso caso de enlouquecimento público ou alucinação global, o certo é que este Não-Cantor juntou no Pavilhão Atlântico mais de 17 000 seres humanos, na sua grande maioria do sexo feminino. Eles e principalmente elas, vieram de todo o território nacional para inundarem o Pavilhão Atlântico e estarem ao rubro a ver alguém que Não Canta, Não tem Canções interessantes e tem Fraca presença em palco ... todos estes defeitos fazem de Tony alguém de sucesso ímpar, como já há muito não se via.

O Pavilhão quase abate sob o excitado mulherio, de todos os grupos etários, incluindo criancinhas de tenra idade que, também gritam pelo Tony ... um verdadeiro espectáculo de terror gratuito, quase tão assustador como as torturas da Santa Inquisição com os famosos instrumentos de tortura e pena capital.

Quando ele irrompe, então sente-se a estrutura a dar de si perante a ruidosa gritaria e seguem-se diversos sofridos minutos de tentativas de cantar ... verdadeira monstruosidade auditiva.

Há realmente estranhos fenómenos aos quais não consigo dar uma justificação cabal.

 

Hoje será a vez dos Tokio Hotel, a banda alemã que está a dar que falar, também eles caso de sucesso, embora sem dúvida melhor explicável que o fenómeno Tony.

 

 

publicado por Brama às 13:43
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Quinta-feira, 13 de Março de 2008

... em Beleza


publicado por Brama às 23:32
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Quando Elas excedem ...


publicado por Brama às 22:47
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Cartão Vermelho para M.S.Tavares

 Este senhor, ( Infelizmente ) responsável por ter escrito um dos romances que mais gostei de ler até ao momento (Equador), considera os professores uns inúteis muito bem pagos. Leram bem???

UNS INÚTEIS MUITO BEM PAGOS!!!

 

Para que sinta no seu bolso (certamente bem mais recheado do que o meu), o peso das suas palavras ...

 

NÃO COMPRO NEM MAIS UM LIVRO DESTE SUJEITO

 

Da mesma forma,

 

NÃO COMPRO NEM MAIS UM LIVRO DA SUA MÃE, A POETISA SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

 

E da mesma forma que, procurarei por explorar a sua Árvore Genealógica ... para que:

 

NÃO CORRA O RISCO DE COMPRAR NADA QUE POSSA BENEFICIAR ESTE INDIVÍDUO OU A SUA FAMÍLIA, SOBRETUDO POR IR AO ENCONTRO, AINDA QUE LEVEMENTE, DE ALGUMA DAS SUAS ANTERIORES GERAÇÕES.

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publicado por Brama às 22:25
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Quarta-feira, 12 de Março de 2008

União pela Educação


publicado por Brama às 23:11
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Imagens da Escola de Agora


publicado por Brama às 22:49
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Imagens da Escola de Antes


publicado por Brama às 22:33
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Isto está cada vez melhor

Das conversações entre Ministério e Sindicatos resulta que:

 

- O Ministério da Educação comporta-se como Pilatos, "lavando as suas mãos" ... mantém a postura de intransigente não cedência mas atribui-lhe uma nova roupagem ... aparentemente dá a ideia que houve negociação ao fazer depender da vontade de cada Escola o iniciar ou não deste modelo de avaliação já neste ano lectivo. Acrescenta que é de todo desejável que, pelo menos os professores contratados e os que deverão mudar de escalão, possam já ser submetidos a avaliação neste ano lectivo, para não correrem o risco de ser penalizados.

Mas claro, as escolas que optarem por não iniciar o processo de avaliação já neste ano lectivo, contribuirão para lesar os tais colegas que, no cômputo geral e face aos restantes colegas, entretanto avaliados noutras escolas, ficarão assim, em desvantagem.

Que fórmula estranha, cede autonomia às escolas mas, aprisiona-as ao mesmo tempo.

No meio desta conjuntura explosiva, pergunta-se: Onde está o recuo? ou, que negociação vem a ser esta?

 

- Os Sindicatos, não satisfeitos com conversações dignas do Além, ameaçam com novas formas de luta, caso o Ministério não reveja a sua postura absolutamente inalterada até sexta-feira, prazo limite.

 

Daqui, partem várias questões:

 

1- Qual será o conceito do Ministério dos termos "Negociação" ou, "Diálogo"?

 

2- Como pretende o Ministério fazer alguém crer nas suas boas intenções educativas, partindo de um modelo caótico, diferentemente aplicado, envolto da maior polémica e aplicado à pressão?

 

3- Estará este Ministério claramente a "gozar" com os sindicatos e os docentes, tentando as mais bizarras peripécias para nos passar a todos um atestado de burrice total, o atestado que a todo o momento nos exibem?

 

4- Após o mau-estar instalado, será este um sinal de que vivemos de facto em Democracia?

 

5- Será que este tipo de "diálogo" espelha um país desenvolvido, progressista, solidário, tolerante, dinâmico, com um claro respeito pelas pessoas e pelas suas potencialidades e acima de tudo, demonstrativo de que é possível ouvir os outros e as suas motivações?

 

 ... e finalmente,

 

6- Viverei eu o período politicamente mais dramático da História de Portugal desde que existo ou, nunca estive suficientemente atento às questões políticas noutros momentos tão ou mais complicados?

 


publicado por Brama às 21:56
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A Loucura Avaliativa continua ...

O clima que se vive pelas escolas deste país é quase esquizofrénico ... mas pior, pior, é que já ninguém sabe exactamente o que fazer, como fazer, quando fazer ... o desnorteio está instalado e o clima de mau-estar agudiza-se de dia para dia. Neste momento, a confusão é tal que já ninguém sabe muito bem que rumo dar a todo este mega-processo. No meio disto tudo, deixo a questão: Será que alguém ainda sabe onde estão os alunos e que eles também fazem parte da instituição Escola? O tema central e exclusivo passou a ser a Avaliação dos Professores. Mas, se antes, a grande dúvida era se o processo iria iniciar-se ou não e se atendia a estes moldes, agora passou a ser: o que vai afinal acontecer no meio do caos instalado?

Cada pessoa diz o que lhe apetece, repetem-se ideias, explica-se a mesma ideia de formas distintas ... uns dizem que tudo vai começar já, outros que só começa para o ano lectivo seguinte, outros que agora serão avaliados apenas os professores contratados e os que necessitam mudar de escalão, outros que todos têm mesmo de ser avaliados, outros que fica ao critério das escolas, bem ... tirem-me deste filme e coloquem-me noutro depressa e se possível, mais colorido. Que terei eu cometido na outra vida!!!!

Certo, certo é que parece ninguém saber o que está para acontecer.

A única cedência deste Governo parece ser a de que, todo o processo fica ao critério de cada Escola e, à luz da sua autonomia de procedimento, cada Escola agirá conforme decida. Isto é uma cedência????

E tudo com a agravante de que, nomeadamente os professores contratados (os candidatos a Professor) e os professores que deverão mudar de escalão, poderão ficar prejudicados no caso de não serem avaliados ainda durante este ano lectivo. Mantenho a questão: Isto é uma cedência????

Portanto, assim sendo, cada Escola seguirá o que considerar melhor ao seu contexto escolar e profissional ... já se está mesmo a ver a polémica a alastrar-se ainda mais, tomando proporções gigantescas ... se a aplicação de critérios definidos diferenciadamente entre as Escolas poderá traduzir-se em múltiplas injustiças na correcta aferição do desempenho de docentes, então a sua aplicação com timings diferentes o que trará??? Supostamente o agravar das desigualdades! Bem, nem quero imaginar as milhentas queixas em que todo este processo desembocará.

...

Mas hoje fiquei triste, muito triste, quando uma colega se dirigiu a mim e me recriminou pelo que escrevi no meu post anterior, quando lamentei a postura da maioria dos docentes da minha Escola em não ter participado na manifestação. Sinceramente nem entendi muito bem alguns dos argumentos que apresentou para justificar as suas abertas críticas, até porque me apanhou desprevenido e soltou uma enxurrada de condenações. Percebi apenas que me condenou pelo facto de, segundo ela, ter agido incorrectamente ao lamentar a postura de alguns dos colegas em não se terem manifestado. Fiquei triste pela forma como se dirigiu, inclusivamente na presença de alunos meus, agravado do facto de ser uma colega com a qual simpatizo e tenho partilhado de opiniões muito similares em grande parte das questões educativas. Ainda mais estranho a sua postura, quando a imagino a tomar um procedimento idêntico ao meu, na situação inversa e que, não ficaria por um mero texto, seria verbalizado pujantemente. Já presenciei situações em que a sua voz se fez ouvir contra o sistema com ideias das quais partilho totalmente mas que, sem medição de consequências, também "feriram" a susceptibilidade de alguns. Continuo sem entender verdadeiramente onde quis chegar, mas não gostei efectivamente que me abordasse na presença de alunos meus e fiz questão de lhe dizer exactamente isso. Cá está, já não é a primeira vez que sinto ser condenado pela forma como me exprimo, talvez com um certo excesso de carga emocional e muita ironia à mistura. É a forma como me expresso quando escrevo e na realidade, quem me conhece verdadeiramente sabe que não sou assim tão azedo. Eu também compreendo que, por vezes, as situações particulares de cada um condicionam determinadas atitudes mas, se não mostrarmos o nosso descontentamento agora mais que nunca, nesta fase tão crítica e tão destrutiva da nossa classe, quando o iremos mostrar? É este mais que nunca O MOMENTO e sinceramente, a avaliar pelas percentagens, esperei que mais pessoas estivessem lá.


publicado por Brama às 15:02
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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Depois do Luto ... luto!

Comecei como definido, o meu Luto pela Educação que, pessoalmente, já dura há bem mais tempo. Hoje chego à Escola vestido rigorosamente de negro e assim continuarei toda a semana pois, roupa preta é algo que não me falta. Dá para mim e mais 1/3 do professorado, se eles quiserem. Fico espantado quando entro na Sala de Professores às 08h05 da manhã, como todas as manhãs e verifico que, contrariamente às minhas expectativas, a maioria não estava vestido da cor definida ( como sempre, dominando o aborrecido azul de todos nós). Verifico também que só os participantes na manifestação se trajavam a rigor. Esbocei um desagrado instantâneo que não consegui conter e exigi que, no dia seguinte todos viessem como determinado. Aproveitei para comunicar e lamentar que a fraca adesão do professorado desta Escola à manifestação, deixou-me pessoalmente desiludido. Pouco mais de 20 docentes num universo de mais de 100, não corresponde nem de perto às percentagens observadas na mega manif. Muitos se desfizeram em mil desculpas, a família, os testes, as avaliações, o cão e o gato ... o c****** ... já nem os ouvi enquanto me retirava para a minha sala com a pasta e o livro de ponto. Uma tristeza total.

Convenhamos que neste momento crítico que se vive no ensino, apenas causas maiores, como estar hospitalizado ou ter de cuidar de alguém com uma qualquer incapacidade, justificaria a não presença nesta manifestação.

Amanhã estão todos avisados que não deverão apresentar-se nesta instituição sem roupa, pelo menos que seja escura. Uma colega de Ed. Física apressou-se em dizer que não tinha ... observei-a atentamente e aquele bordadinho na gola azul bebé quadrejada e casaquinho de malha rosa desmaiado confirmou que não estava a dizer inverdades como o faz gratuitamente a nossa Miluzeca. Ofereci-me para lhe emprestar um casaco preto mas  ... deu para perceber que ficou assustada ... senti a pálpebra em leves tremeliques e optei por desistir ... não tem nada a ver, claro.

 Esta semana vou estar de negro mas espero que novas, drásticas e corrosivas medidas se imponham com a máxima brevidade. Depois de ter presenciado ontem o cinismo do nosso Primeiro, minimizando a demonstração de total indignação da classe face à política educativa ... conclui que, da minha parte quero levar isto às últimas instâncias ... se tiver o apoio de todos os docentes, evidentemente. Sinto que um demónio me envenena as entranhas de ódio, de um ódio que já deixei de controlar ... agora só já me acalmo com algo absolutamente nocivo ... algo que faça doer e crie mossa. Vivo um tempo em que as boas regras sociais e de conduta não se impõem à mais natural violência humana ... anseio por algo feio, muito feio ...

Entretanto estas movidas permitiram-me perceber um pouco de como se vive toda esta polémica por algumas escolas dispersas por este rectângulo deseducativo. Por exemplo, numa escola de Olhão, um departamento opôs-se em bloco e de modo irascível a este modelo de avaliação ... simplesmente não o vão pôr em andamento. Tomaram esta posição conjuntamente e não cedem ... seguem os bons exemplos claro (o Governo também não cede, porque terão os docentes de ceder?!). Numa outra escola em São Brás de Alportel ... querendo mostrar muita competência, tinham tudo mais que preparado para avançar, com aulas marcadas para assistir e tudo mais ... pois, ao que parece tudo ficou suspenso pois um sindicato prontificou-se a comparecer na escola explicando que, caso avançassem, poderiam ter problemas pois estariam a ir contra a ordem de tribunal em suspender o processo avaliativo ( exactamente como está a fazer o nosso Governo, ilegalidade atrás de ilegalidade para conseguir os fins). Numa outra escola, Campo Maior, instalou-se o conflito entre os titulares a os apenas professores ... os primeiros querem à viva força planificações de todas ... sim, todas as aulas e querem assistir às aulas que bem lhes apetecer ... tsss. tsss. ele há mesmo gente triste que não pode ter um bocadinho de poder ... que tristeza ainda mais tratando-se de educadores.

Portanto, apenas estes três singelos exemplos espelham uma gota de água no imenso oceano da discórdia e da confusão ...

É este o ambiente de trabalho que a nossa Ministra espera nas escolas e para bem dos alunos e agradabilidade dos encarregados de educação? ... se repararam, nem me pronunciei relativamente aos professores, eles não constam desta agenda educativa.

 

Ainda ontem, Marcelo Rebelo de Sousa, classificando os vários professores, avaliou com a menção "Sofrível" a nossa Ministra. Apenas lhe apontou como aspecto positivo a capacidade de manter a sua política sem hesitações (leia-se: teimosia disparatada) ... mas não deixou de lamentar o facto de, tratando-se de uma Socióloga, manifestar tão pouca sensibilidade. E não se referia a sensibilidade em termos humanos ... essa também já nem faz parte dos pressupostos. Referiu-se mesmo a sensibilidade política, de que esta Ministra carece irremediavelmente.

 

 


publicado por Brama às 21:19
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Imagens de um Dia Heróico

4 Minutos de Imagens de um Dia em que participei activamente, me orgulhou pela perseverança  e união da  nossa Classe e que ficará para a História deste País.

 

http://static.publico.clix.pt/docs/educacao/manifprofessores/index.html

 

Esta força não se pode apagar ...

Bem hajam todos os que firmes e tenazes lá estiveram


publicado por Brama às 20:14
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Domingo, 9 de Março de 2008

100 Mil ... Já dá para Ouvir?!

Sr. Sócrates, estamos a avaliar a sua ministra. "Porreiro pá!"

 

Superando largamente as expectativas, fomos cerca de 100 000 professores apinhados na capital, cerca de 2/3 dos docentes nacionais (143 000). De tal modo que, mal nos conseguíamos movimentar desde a  Avenida Fontes Pereira de Melo, passando pela Praça do Marquês, descendo pela Avenida da Liberdade até aos Restauradores, Rossio e finalmente Praça do Comércio que, estranhamente pareceu mais pequena, repleta da professorada. Quanto aos autocarros, consta que se esgotou o stock de autocarros disponíveis para alugar a nível nacional. A maior manifestação de sempre a nível nacional de uma única classe profissional a que se juntaram inclusive alunos, associações de pais e até alguns professores espanhóis. Embora a Sra. Ministra jamais o vá admitir publicamente, terá pelo menos a "remota" noção que hoje não fomos uns meros Professorzecos mas que, ao invés, lhe mostrámos que é uma Ministrazeca (des)educativa!

Da minha parte, dei o máximo contributo que a minha capacida física e vocal permitiram, "cuspi" alto e bom som todas as frases de ordem possíveis e não cedi à dor de garganta que, entretanto ameaçava instalar-se. Para além de uma colega de uma qualquer Escola, humoristicamente  me ter dito que os tratamentos aos ouvidos eram caros e ter  pedido já em desespero de causa que  não gritasse mais junto dos seus ouvidos, para seguidamente comentar com uma outra que estava estupefacta com o vozeirão do colega, houve momentos que conseguiram fazer saltar-me as lágrimas de boa disposição. Um deles foi com um dos motes que entretanto tínhamos para dizer, que julguei ser "Ministra Perturbada, Ministra ... Chumbada!", quando na verdade era "Ministra Reprovada, Ministra ... Chumbada!" ... claro que segui com uma enxurrada de "Ministras Perturbadas". Foi bom ter encontrado pessoas que há muito não via e senti-me bem porque verifiquei que as pessoas se sentiram confortadas com a adesão massiva o que, redobrou o acreditar de que "Os Professores Unidos, jamais serão vencidos!" ... é mesmo só uma questão de acreditar nessa força que terá de se impôr. A forte adesão hoje verificada confirma sem reservas de que não é sustentável a Escola actual e o sistema de avaliação que nos querem impôr. Os professores portugueses correpondem a mais de 1% da população portuguesa e hoje, grande parte desses estiveram na rua mostrando a sua indignação perante um sistema que é tudo menos educativo. Mais de 1% da população de um país numa única classe profissional que é estrutura nuclear de qualquer Sociedade, é muita gente e com uma boa e reforçada União pode ter efeitos gravosos, caso este Governo não reveja a sua postura governativa. Apesar da Ministra, pouco depois da Mega-Manifestação ter minimizado os valores e estrategicamente, mostrado a mesma serenidade e postura política, não podemos mais deixar cair a força que hoje impusemos e teremos de, agora mais que nunca, sustentar este braço-de-ferro, sob  pena de, se desistirmos, sairmos ainda mais humilhados. Apelo a que se multipliquem manifestações, censuras, greves até o Governo vergar ... por mim, no próximo Sábado já cá estaria outra vez e note-se: saí de casa às 6h30 para chegar quase às 2h da manhã do dia seguinte. Nós temos muito valor e sem dúvida "Merecemos muito mais Respeito!"

 

                                               Fotos retiradas da Internet

 

PS: Fiz uma cobertura fotográfica interessante do evento mas ... como não sei colocar as fotos aqui. Bahhh!


publicado por Brama às 02:33
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Sexta-feira, 7 de Março de 2008

Taste in Men live

música: Placebo - Taste in Men

publicado por Brama às 22:14
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This Picture live

 
música: Placebo - This Picture

publicado por Brama às 22:04
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Meds live

 
música: Placebo - Meds

publicado por Brama às 21:58
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King Psychotic Size

Uma das minhas favoritas dos Skunk Anansie (listen only at maximum volume)

 

I want you to be the way I grieve tonight
I'd drained out my face too tired of being right
So this is the view it's too weeping such love in this dream
This is your truth it will choke your lover down

If you keep deceiving
If you keep on crushing me
If you keep believing
Then I'll be feeding off you
'Till these eyes are blue
Queen psychotic fool

So now I can smell the barely blooded size
No sonic relief from blood aromic try
So this is your name your still secreting the blood of in greed
All of your name suffocate in your lust for me

If you keep deceiving
If you keep on crushing me
If you keep believing
Then I'll be feeding off you
'Till these eyes are blue
Queen psychotic fool

If you keep deceiving
If you keep on pushing me
If you keep believing
Then I'll be feeding off you
'Till these eyes are blue
Queen psychotic fool


música: Skunk Anansie - King Psychotic Size

publicado por Brama às 21:27
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Minn Heima - Von to Agaetis Byrjun

música: Sigur Rós
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publicado por Brama às 21:05
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Amanhã é o Grande DDD

O DDD (leia-se, da Dia do Docente), será sem dúvida a maior manifestação de que há memória. Esperam-se entre 60000 a 70000 docentes de todo o país e 600 autocarros ( acho fantástico este pormenor dos 600 autocarros!), rumo à grande Olissipo, numa demonstração de força e revolta. Lissabon e River Tagus abrir-se-ão sob um dia luminoso para receber a heróica professorada (peço desculpa Sra. Sinistra, digo, Ministra, mas concordará que amanhã não seremos uns singelos professorzecos?!), que farão por colocar esta manifestação nos anais da História de Portugal. Desde há 500 anos, com os Descobrimentos Marítimos, que não me lembro de nada tão marcante como acto de relevo na História Nacional ...

Amanhã deixaremos a nossa marca, uma marca que as intimidações de hoje, com a já obsoleta tentativa da PSP causar a desconfiança e o temor junto da classe docente como clara forma de nos dissuadir e desmobilizar, não surtirão o efeito desejado por parte do Governo. Faz parte dos Direitos de qualquer cidadão à luz de uma Sociedade Democrática a Liberdade de Manifestação ... e nós vamos Manifestar-nos Sra. Ministra ... Ai se vamos !!!

 

Brasão de Lisboa

 

Sra. Ministra,

 

QUEREMOS MAIS RESPEITO

QUEREMOS MAIS RESPEITO

QUEREMOS MAIS RESPEITO

QUEREMOS MAIS RESPEITO

QUEREMOS MAIS RESPEITO!!!

 

AVALIAÇÃO P'RA MINISTRA DA EDUCAÇÃO

AVALIAÇÃO P'RA MINISTRA DA EDUCAÇÃO

AVALIAÇÃO P'RA MINISTRA DA EDUCAÇÃO

AVALIAÇÃO P'RA MINISTRA DA EDUCAÇÃO

AVALIAÇÃO P'RA MINISTRA DA EDUCAÇÃO

 

sinto-me:

publicado por Brama às 20:16
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Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Conheço pelo menos Dois Aliens

José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues são seguramente a prova de que os Aliens afinal sempre existem e pelos visto povoam a Terra há já alguns anitos. Eles têm uma aparência humana mas caracterizam-se por viverem numa realidade só deles, criada nas suas alienígenas cabecitas e à imagem que voluntariamente decidiram montar. Pelo menos, é manifestamente elevado o desconhecimento da realidade dos terráqueos portugas. Estes seres, camuflados de humanos, trabalham normalmente em pares ou grupos altamente preparados para sustentar um discurso idêntico no sentido de levar os mais fragilizados a cair nos seus dissimulados e insanos discursos optimistas. Têm uma grande sede de poder e quando no topo, mostram um letal cinismo mais ou menos disfarçado na candura das vozes. Agem de forma silenciosamente preversa, minando a pouco e pouco tudo em redor mas, munidos de um orgulho avassalador (que neste caso, não os impediu de descer à Terra), pintam um quadro maravilhoso sobre a contaminação que engendraram.

 

 

A Grande Entrevista de Hoje

Relativamente ao segundo ser alienígena mencionado (Lurdecas, para os mais chegados), resumindo tudo, diria que adjectivaria a senhora de Impressionante. Judite de Sousa, desconhecendo que afinal contactou com um ser do Além, tentou, voltou a tentar insistentemente, de várias formas, questionar e questionar repetidamente mas sem efeito ... o discurso é diferente porque de outra dimensão. Será que foi mesmo uma Entrevista??? É a questão que eu próprio coloco. Como se chamará no planeta de onde provém Miss Lulu, o pretensioso diálogo entre a Jornalista e a Ministra, onde se faz perguntas e se espera respostas? 

Miss Lurdecas continua sustentando um discurso tranquilo, intransigente, cheio de "inverdades", repetitivo ... simultaneamente reforça publicamente a ideia de que os professores são mesmo uns palerminhas iletrados. Já estão nas ruas a manifestar-se sem sequer ter interpretado convenientemente o sistema de avaliação que os espera ... como é possível ser-se tão incompetente e infinitamente burro?

Miss Lurdecas não conseguiu responder cabalmente a muitas, senão todas, as questões ... as ideias são vagas, dispersam-se num quadro ricamente embelezado de cores, texturas e formas. Mas de que se queixam afinal os professores? Só poderão estar a padecer de uma loucura colectiva!

Miss Lurdecas quando não tem uma resposta viável, minimamente articulada com o discurso já "cozinhado" em casa com o Sr. Primeiro-Ministro (alien nº 1), refugia-se em perguntas que coloca à entrevistadora. Fiquei sem perceber quem colocou mais questões, se a  Judite de Sousa se o alien Lulu. Totalmente esquisito ...

Miss Lurdecas dá com uma mão para seguidamente retirar com as duas: os professores estão a fazer um trabalho de mérito nas escolas mas ... são uns infelizes contestatários de algo que ainda nem entenderam porque se antecipam como as crianças pequenas quando exigem respostas rápidas a questões freneticamente colocadas.

Miss Lurdecas tem a ousadia de minimizar as demonstrações de indignação dos docentes, a decorrer pelo país que, culminarão no dia 8 de Março com a maior manifestação de que há memória, reduzindo-a a "um punhado" de professores pouco esclarecidos e manipulados pelas organizações sindicais.

Miss Lurdecas só pode estar bem salvaguardada pela comitiva de outros alienígenas governadores para  continuar a sustentar um discurso hipócrita, mesmo a 48 horas de uma colossal manifestação (só pode ser manobra política ou mais uma vez, a dificuldade imensa de aferir correctamente a realidade).

Miss Lurdecas sustentará este discurso até quando? A mim não me demoverá ela de me manifestar e ... se nada acontecer após, deveríamos proceder a manifestações de semana a semana ou de quinze em quinze dias, em Lisboa ... se nada acontecer, este braço-de-ferro deveria manter-se.

Sra. Ministra, sou "professorzeco" mas não estúpido ao ponto de interpretar indevidamente a preversidade deste esquema de avaliação e seus reais objectivos que, digo e repito, não são melhorar as práticas.

 

PS: Fantástico ... a 48 horas da grande manifestação, já se iniciaram acções para desmobilizar e intimidar os professores. Segundo ouvi agora mesmo na TV, vai existir acção policial para fazer levantamento de todos os participantes na manifestação. Veja-se bem esta Democracia ... estamos de volta à Ditadura, mas esta insurge-se na mesma proporcionalidade do nosso medo em ceder a ela.

E agora não podemos baixar a cabeça outra vez.

Mais que nunca tenho de lá estar e gritar até me saltarem as cordas vocais.


publicado por Brama às 22:00
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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Esta Avaliação é Ilegal

Hoje em reunião de departamento, estivemos a tecer durante cerca de três horas, após toda a manhã de aulas e mais hora e meia de reunião de DT's (com a agravante de ser eu o secretário da reunião de departamento ... grrrrr), n e n considerações sobre o documento formulado pelo Conselho Executivo para dar início ao processo de avaliação, assim que possível. De facto, basta observar com um pouco de atenção os items bem como o seu desdobrar em dimensões, indicadores, etc ... para perceber o quão complicado, burocrático, injusto, demente, impraticável, enlouquecedor poderá ser pôr toda aquela aberração em prática ... acrescido de todo o trabalho específico desta profissão que, já antes desencadeávamos com dificuldade de tempo, calma e ponderação (deixando cada vez mais os nossos alunos para um plano secundário). As impossibilidades disto avançar da forma como foi configurada são reais e mostram absoluto desconhecimento da realidade sentida e vivida nesta profissão.

Ontem na manifestação, o Mário Nogueira da FENPROF, deixou bem claro que toda esta engrenagem avaliativa é um processo ilegal e que vai contra a suspensão da mesma, decidida em tribunal. Mas ao que parece, as escolas insistem em avançar com algo que, ainda poderá sofrer remodelações, acelerando o próprio sucumbir profissional de todos. Não estaremos com tudo isto a ser advogados do diabo, personificado na imagem da ministra? Não estaremos a sustentar a imagem que este Governo tem de nós, de sermos realmente uns "professorzecos" com muito medo e pouca capacidade em pensar autonomamente?

De que temos medo afinal? De um processo disciplinar sobre as escolas?

Será que um processo disciplinar colectivo por imposição a esta loucura é pior que ajudarmos a acelerar o nosso próprio fim profissional num tempo mais ou menos lato ou não?

Seremos mesmo uns cobardes acéfalos, imagem pouco compatível com a profissão que abraçámos?

Quando na minha reunião de hoje, comparei a a nossa atitude nas escolas como se estivessemos de modo célere a aquecer um grande caldeirão para depois nos jogarmos voluntariamente lá para dentro, todos acharam imensa piada e riram de gosto. Mas ... será que não é mesmo isso que estamos a fazer ao pactuar com algo que reprovamos mas que, por um medo infundado, seguimos baixando a cabeça?

 

Mário Nogueira disse-o de modo bem claro: "Esta avaliação é ilegal!" e em última análise poder-se-á penalizar quem decidiu avançar, contra as ordens judiciais, com todo o processo.


publicado por Brama às 23:49
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