Domingo, 29 de Março de 2009

Uma Deusa dos Gelos

E é assim, quando se é a melhor, é-se a melhor. Com este exercício Yu-Na Kim consagra-se a melhor patinadora do mundo em 2009 e é já quase considerada uma espécie de lenda da patinagem artística. Assisti a todos os exercícios desta ronda e não há sequer dúvidas. O seu desempenho consegue apaixonar até o mais leigo na modalidade desportiva. Ela é perfeita em todos os movimentos, desliza sobre o gelo com uma segurança e leveza incríveis, tem elegância e beleza. Neste exercício apenas falha num salto, que não chega a concluir da melhor forma. No final o público aplaude-a de pé, rendendo-se à sua brilhante actuação.

 Yu-Na Kim é também a primeira patinadora a atingir e superar os 200 pontos no somatório final das diferentes provas.

 

 


publicado por Brama às 22:48
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Curdistão?!

KUrD1.JPG 

(clique para ampliar)

 

 

 

 

 

 

Existe?

Onde é?

Onde começa?

Onde acaba?

 

 


publicado por Brama às 00:31
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A soul that has been abused

 

música: A soul that has been abused

publicado por Brama às 00:14
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Sábado, 28 de Março de 2009

Queen Yu-Na Kim

 

Até eu que já nem ligo muito à patinagem artística, por tudo me parecer muito igual, fiquei absolutamente colado ao televisor a ver esta Ninfa do gelo, esta Deusa de patins. A coreana Yu-Na Kim "cilindrou" de forma esmagadora qualquer patinadora adversária , impedindo qualquer outra de sequer se aproximar da sua pontuação (72.24), com este notável exercício nos Mundiais Femininos de Patinagem Artística em Toronto - Canadá. Foi a pontuação máxima alguma vez obtida (best score in a short program), batendo o record mundial. Yu-Na Kim surpreende pelo ritmo, elegância e perfeição técnica.

 

 

Com o mesmo exercício bate posteriormente o seu próprio record, conseguindo a pontuação de 76.12 em Los Angeles, com uma grande diferença da segunda classificada, a canadiana Joannie Rochette que conseguiu 67.90

 

 

 

música: Camille Saint-Saëns - Danse Macabre

publicado por Brama às 00:42
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Política Educativa da Fachada e dos Números

Que engraçado, ia mesmo agora escrever um textozinho elucidativo de mais alguns pormenores demonstrativos de como este Governo e este Ministério da Educação em concreto, não olham a meios para atingir os fins. Este Governo é um cancro nacional e a sua actuação é, acima de tudo, anti-democrática, anti-pedagógica e propensa a toda a forma de destruição da Escola Pública, de insucesso escolar efectivo dos alunos, de destruição do ambiente de trabalho entre os professores. Este é o Governo da invasão da opinião pública (com informação falsa), da propaganda despudorada, apenas preocupado com resultados, números, números ... como é referido por Santana Castilho no próximo vídeo. É o Governo da mentira da farsa, das medidas falaciosas.

 

Estes governantes são uns parasitas do nosso sistema de ensino.

 

Entretanto este vídeo toca em vários aspectos sensíveis, entre os quais a questão dos alunos transitarem sem saber, por causa das percentagens de sucesso e dos números que o Governo quer, a questão das Novas Oportunidades e da farsa que representam.

 

NOTA: A minha escola deve ser um achado a nível nacional, de como as Novas Oportunidades estão a funcionar com seriedade, brio e alguns critérios de exigência dentro daquilo que é o espírito das Novas Oportunidades. Mas é um caso perdido e certamente pouco comparável com a imensidão de centros por esse país fora, que estão a funcionar de forma desastrosa e certificam os candidatos por pouco mais que a sua existência enquanto pessoas e a inscrição ... pronto, mais algumas coisas, uma autobiografia de 3 ou 4 páginas e uns certificados perdidos pelo meio. Têm objectivamente menos trabalho e validam competências com maior rapidez e claro está ... candidatos e candidatos imediatamente validados, reconhecidos e certificados ... para alimentar a máquina estatística do Ministério.

Até certificar aquilo que são as aprendizagens de vida com base nas experiências pessoais, profissionais e outras, pode traduzir-se num trabalho sério e com fundamento, se for feito com transparência, rigor e empenho e reconhecer efectivamente a alguns, repito, alguns candidatos, a possibilidade de completar o secundário sem qualquer vergonha pelo processo adoptado. Existem de facto alguns candidatos que dispõem de muitas competências em várias áreas ... mas são só alguns. O Ministério quer todos, claro ... como irá justificar que a sua ideia foi mega-bem sucedida se não se cumprirem as metas que traçou ... interessam os fins, não os meios. E lá está ... qualidade é para este Ministério, sinónimo de perder algum tempo e condiciona a rápida certificação e o rápido crescimento de números e mais números de candidatos certificados. Assim, os centros que estão a funcionar bem são, para o Ministério, os que funcionam mal. É a produção em série de certificados.

 

 

ATENÇÃO: Este post destina-se principalmente a esclarecer as pessoas que estão fora das questões do Ensino, ou estão menos esclarecidas ou sensibilizadas para estas temáticas.

 

Os professores já sabem este filme de trás para a frente e só não vêem o que não querem ver ou desistiram de ver ... preferiram "imaginar" um cenário diferente, de fuga de uma realidade absurda. Aí é que está o meu problema ... eu tento ... e tento ... mas a coisa é sempre temporária ... depois tenho de explodir para eliminar a carga negativa acumulada ... ou brincar e dizer umas parvoíces (também é uma técnica de fuga e descompressão, muito em voga nos dias que correm, entre o professorado) ... dizemos umas palermices e vamos mais leves para casa.

Depois há os que criaram uma carapaça à sua volta quase intransponível ... passam despercebidos, não se queixam de nada e tentam à força justificar tudo, no que acreditam e no que não acreditam ... mas pronto, nesta guerra têm a legitimidade de se defenderem como podem.

Mas a verdade, verdadinha ... é que o professorado anda todo muito desmotivado e triste, técnica daqui, técnica dali ... a dura realidade da Escola actual, não é pessimismo nem ficção ... é mesmo um facto consumado.

 

Brama

 


publicado por Brama às 18:03
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Terça-feira, 24 de Março de 2009

Gloomy Sunday em Sevilla

E foi assim que encerrou a primeira noite do V Festival Spoken Word na capital andaluza, na passada sexta-feira.

 

 


publicado por Brama às 20:40
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Sábado, 21 de Março de 2009

Será Preconceito?

 

Espanha e indumentária gótica são coisas que não combinam, parecem mesmo opostas. Observando a fauna à entrada do Teatro Lope de Vega, deparei-me com várias figuras que ostentavam orgulhosamente um estilo gótico da ponta das cristas à base das grossas solas das botas mas ... falavam espanhol ... aliás, falavam andaluz (que é bem pior!). Aqueles indivíduos, esforçados em passar uma imagem subterrânea, abriam a boca para falar uma língua festiva. No mínimo bizarro ... a lembrar os piores e mais mal conseguidos filmes de zombies (de los muertos-vivientes) que, por vezes, passam na televisão espanhola, dobrados em castelhano. Aquilo que pretende ser um filme de puro terror ,a maior parte das vezes de série z, transforma-se automaticamente na mais divertida comédia que não cabe em nenhuma série possível pela cinematografia.

 

Brama

 


publicado por Brama às 15:22
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Apropriado aos menos Amantes

Desde o primeiro momento que a combinação Galás - Sevilla me pareceu desajustada, o que se veio tornar efectivo no tipo de reportório musical seleccionado para o concerto que deu abertura, no fabuloso e romântico Teatro Lope de Vega, ao Festival Internacional Palabra y Música "Spoken Word".

A Diva Negra entrou relativamente animada e a boa-disposição passou várias vezes nas nuances interpretativas que deu em várias músicas. Com um previsível simples vestido preto, com que nunca se comprometeu, usou e abusou bastante da voz logo no início do concerto, cansou até mais não os hispânicos ouvidos, habituados naquelas paragens ao festivo colorido das sevillanas e ao som das castanholas. A partir daí, houve apenas mais dois ou três momentos altos porque a tónica foi o uso de composições auditivamente acessíveis e até bastante serenas, tornando o concerto apropriado aos menos amantes do género da cantora, que poderiam desta forma concentrar-se apenas no seu prodigioso aparelho vocal. Os italianos que estavam à nossa direita deliraram com "Supplica a mia Madre" de Pier Paolo Pasolini e os espanhóis entraram em erupção com "Si la muerte ..." de Miguel Huezo Mixco e "Epístola a los Transeúntes", esta do álbum Defixiones, em que a cantora cospe no final, ruidosa e repetidamente, "No es grato morir Señor, si en la vida nada se deja si en la muerte nada es posible, sino sobre lo que se deja en la vida!", deixando a sevilhanada em puro êxtase. Pela primeira vez vi-a falar com o público ... disse na sua voz cavernosa e rouca: "Estoy muy feliz por estar en Sevilla que es la ciudad de mis ... de mis ... I can't remember the word ...", esfregando a testa e dando duas fortes cacetadas no piano ... " ... de mis FUCKING DREAMS" ... rindo-se em seguida, assim como o público. Insistiu em saber a palavra e como aquela espanholada parecia inerte, tive de ser eu a dizer "Sueños" ao que agradeceu com um "Grazie" em vez de "Gracias". 

Houve alguns momentos entusiasmantes, entre os quais uma deliciosa composição ao piano cantanda em alemão e o fantástico tema "Ain´t no Grave Can Hold My Body Down", numa versão tão bem disposta quanto enlouquecedora.

Dentro da calma e complacência ainda tivemos "Les Amours Perdues" e "Haven Have Mercy". No final encerra com "Gloomy Sunday", na melhor versão possível.

 

Dos três concertos que vi, este foi, sem dúvida, o menos sério e  menos representativo do estilo a que a Diamanda nos habitou. Adorei, mas adorei menos que os anteriores (Porto e Lisboa). 

Já não a voltarei a ver, a não ser a Ópera Nekropolis, em que está actualmente a trabalhar.

 

Brama

 

 

 

"La volcánica cantante-pianista Diamanda Galás es la oscura reina de la técnica vocal ampliada, poseedora de una voz estridente con octavas múltiples, impresionantes y aterradoras en su intensidad y variedad. Su voz y su igualmente formidable golpe de piano son emocionantes en su invención y en su desacarado desprecio cargado de burla hacia las restricciones del género musical"

John Payne, Los Angeles Weekly.


publicado por Brama às 14:03
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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Made in Portugal

O António, depois de dormir com uma almofada de algodão (Made in
Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in
Japan) às 7 da manhã.

Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café
(importado da Colômbia) estava a fazer na máquina  (Made in Czech
Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).

Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in
Singapoure) e colocou um magnífico relógio de bolso (Made in Swiss).

Depois de preparar as torradas de trigo (Made in the USA) na sua
torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena
(Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver
quanto é que poderia gastar nesse dia; consultou a Internet no seu
computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.

Depois de ouvir as notícias pelo rádio (Made in India), ainda bebeu um
sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden)
e continuou a sua procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, apesar dos muitos contactos feitos
com o telemóvel (Made in Finland) e, após jantar uma pizza
pré-congelada (Made in Italy) que aqueceu num micro-ondas (Made in
Malasya) o António decidiu começar a relaxar.

Vestiu o pijama (Made in Vietnam), calçou umas sandálias (Made in
Brasil), sentou-se no sofá (Made in Denmark), serviu-se de um whisky
(Scotland origin), ofereceu um copo de vinho (produced in Chile) à sua
"mais que tudo", ligou a TV (Made in Indonésia) e deitou-se a pensar
porque é que eu não consigo encontrar um emprego em PORTUGAL...?
 

Autor desconhecido

 


publicado por Brama às 00:38
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Quinta-feira, 19 de Março de 2009

Imagens de Sanliurfa

O vídeo anterior permite visualizar a maior parte dos pontos mais importantes de Urfa, dando uma boa perspectiva geral da cidade.

A música que se segue "Garip Bir Kustu Gönlüm", é uma das mais características de Sanliurfa.

 

sinto-me: cheio de saudades
música: Garip Bir Kustu Gönlüm

publicado por Brama às 19:27
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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

2º Encontro Comenius Day Four

Na quinta-feira, saímos do hotel uma horita mais tarde. Fomos conhecer o Museu de Sanliurfa, pequeno mas com algumas peças de arte muito interessantes.

Seguidamente passámos a manhã de Escola em Escola. Primeiro foi a visita a um Infantário (que honestamente ainda não percebi se é público ou privado), dotado de excelentes condições, salas amplas, muito limpas, luminosas, coloridas, preparadas com os melhores meios para acolher, cuidar e tratar da melhor forma as crianças que, ali certamente se sentiriam muito felizes.

Visitámos ainda outra Escola Primária (Vakiflar Ilkogretim Okulu), escola com óptimas condições e salas muito bem preparadas para as turmas e diferentes disciplinas. Aqui tivemos a oportunidade de presenciar o decorrer de uma reunião de encarregados de educação.

No Sanliurfa Il Millî Egitim Müdürlügü, fomos recebidos por uma espécie de Director-regional lá do sítio, responsável máximo por todas as escolas da região de Sanliurfa. Aqui houve espaço para uma reunião de mais ou menos uma hora, em que os professores das diferentes escolas participantes colocaram algumas questões acerca do funcionamento do sistema de ensino ou das condições das instalações e infra-estruturas escolares da região. Ficámos a saber por exemplo que, apesar de existirem na Turquia várias cidades mais populosas que Sanliurfa, esta é mesmo a quarta cidade turca em número de alunos dos vários graus ou níveis de ensino, a seguir a Istambul, Izmir e Ankara. Foi uma informação pertinente porque, automaticamente apercebemo-nos da elevada taxa de fecundidade, elevado índice sintético de fecundidade e extrema juventude da população da região sudeste da Anatólia, certamente bem superiores à média de todo o país. Ficámos igualmente a saber que este Encontro de Professores ao abrigo do Projecto Comenius, foi algo de extrema importância para o sistema educativo da região, pois teria sido a primeira vez que professores de outros países estariam ali presentes para observar “in loco” o funcionamento das suas escolas. A comprová-lo, tivemos até direito a comunicação social. O Kanal Urfa fez a cobertura do evento e à saída tive de dizer umas palavritas no meu inglês macarrónico para a televisão lá da terra … já nem me lembro do que disse, foi o que saiu na altura. Curiosamente, apesar de estar a levar com o sol de chofre e mal abrir os olhos, acho que nem me saí muito mal.

A tarde foi mais tranquila … descansar um pouco e novamente os bazares (kapakli bazaars). Havia o prenúncio de uma noite especial e tinhamos de relaxar um pouco, esticar os ossos para o que se avizinhava.

Assim foi a noite … algo inesquecível.

Alguns colegas (incluindo eu próprio, como não poderia deixar de ser) trajados a rigor com as roupagens tradicionais. Com umas típicas “salvar” pretas, o “kemer”, uma camisa preta e um “pusi” na cabeça, semelhante ao que Yasser Arafat, o reconhecido líder da Autoridade Palestiniana, sempre usou, estava um autêntico curdo de Urfa. Lá fomos, frescos e airosos, a caminho do Sira Gecesi, acompanhado de um conhecido grupo musical de Sanliurfa que tocou e cantou mais de duas horas. Dançámos no meio do fogo, tentámos aprender algumas danças folclóricas tradicionais enquanto comíamos várias iguarias gastronómicas. No youtube descobri alguns vídeos que mostram mais ou menos o espírito da coisa. Os que se seguem dão uma ideia aproximada da música e dos músicos que nos acompanharam, bem como das indumentárias e das danças curdas.

 

Brama

 

 


publicado por Brama às 17:05
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Domingo, 15 de Março de 2009

Blood

 

 

 

 

 

 

música: Blood - vários

publicado por Brama às 22:37
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Domingo, 8 de Março de 2009

Linda by Steven Meisel

 

 

 

 

 

 

 

 

(Photos by Steven Meisel)

 

 


publicado por Brama às 18:07
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No tempo em que as supermodelos eram lindas

 

 Naomi

 

Linda

 

 Karen

 

Helena

 

 

 Naomi e Marcus


publicado por Brama às 17:35
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Sábado, 7 de Março de 2009

Ministério Vergonhoso

Jorge Pedreira minimiza erros ortográficos nos computadores Magalhães.

 

Quem é que avalia este Ministério Deseducador que distribui às crianças computadores com software cheio de erros ortográficos?

 

 

Poderei então em futuras aulas assitidas escrever no quadro:

 

Bassia Idrugráfica em vez de Bacia Hidrográfica,

 

Preção Hatemosférica em vez de Pressão Atmosférica,

 

ou,

 

Faquetores de Lucalisassão Hindos-trial em vez de Factores de Localização Industrial,

 

 

sem correr o risco de ser penalizado na minha própria avaliação?

 

 

Se ainda vivemos em Democracia, não poderei ser prejudicado.

 

 

É uma vergonha que sejam crianças de 10 e 11 anos a detectar erros ortográficos de um programa emanado do Ministério da Educação, o mesmo que faz bandeira de andar a fazer um bom trabalho contra o insucesso escolar.

 

 

Jorge Pedreira considera que isto é um caso pontual, um erro menor.

 

Quem é o que avalia por, além de colocar cá fora computadores sem as mínimas condições pedagógicas, ainda fazer este tipo de consideração?

 

 


publicado por Brama às 22:09
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Esta Gaja deixa-me Louco !!!

 


publicado por Brama às 19:10
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Juliette Schoppmann

Big Spender ... Diamonds are a girls best friends ... I still believe


publicado por Brama às 19:04
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Slumdog Millionaire

Um filme muito intenso, com mensagens fortes de uma realidade dura e assustadora. Juhu é em Mumbai (Bombaim), mas aquela chocante realidade existe em muitos "Juhus" por essa Índia fora e por muitos outros países. Um argumento muito simples e barato mas que se traduz numa ideia arrebatadora, catapultando este filme para um mega-sucesso. Pondo de parte as cenas mais surreais e os momentos subliminarmente ou não, mais bollywoodescos, mas que dão um toque mais descontraído à intensidade do filme, parece-me que Slumdog é um documento fundamental a todos. Por muito que se saiba, que se leia ou veja, este filme levanta uma série de problemáticas e questões a si associadas, mostra-nos como poucos antes, a dureza do que é nascer e crescer num bairro-de-lata de uma mega-cidade indiana. A injustiça da diferenciação social e económica extrema no segundo país mais populoso do mundo, traz consigo a inevitável e inaceitável falta de oportunidades para muitos que tiveram o azar de nascer pobres e viver enquanto tal. Jamal mostra-nos que, por vezes, algo de melhor poderá estar destinado e ali logo, ao virar da esquina mas, não deixará de ser sempre um mero acaso num imenso mar de perpétua miséria humana.

 

Brama

 

música: M.I.A. - Paper Planes

publicado por Brama às 18:02
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Solução do Desafio "E o que não é verdade?"

Lamento comunicar a todos os comentadores do desafio "E o que não é verdade?", mas de facto nenhum acertou nas três afirmações falsas, embora vários tenham identificado acertadamente pelo menos duas das afirmações que não correspondem à verdade. E lamento sobretudo porque duas pessoas (Graduated Fool e Suspeita) tinham mais que obrigação de acertar todinhas.

 

Então é assim: As falsas são efectivamente as afirmações 1, 2 e 6.

 

Passo a explicar:

 

1 - Não tenho de facto qualquer atracção por locais com neve e muito menos por desportos de Inverno (apesar de achar alguma piada à patinagem artística). Aliás, detesto mesmo locais com neve que sempre me transmitem uma desagradável sensação de frio, desolação e tristeza. Isto não invalida que não gostasse de conhecer muitos países frios, nomeadamente os nórdicos e particularmente a Islândia, mas não pela associação à neve. Gostaria muito de os conhecer pelas lindíssimas paisagens, pelo facto de serem países organizados, desenvolvidos e respeitadores dos Direitos Humanos. Claro que prefiro conhecê-los no Verão. Detesto neve.

 

2 - Sim, visto sem problema qualquer cor, apesar de nunca ter vestido cor-de-rosa, mas dependeria muito do contexto, da peça de roupa, do próprio rosa, etc. No meu roupeiro não existe uma única peça de roupa cor-de-rosa mas de facto, tenho uma camisa roxa, uma t-shirt amarela e outra (que o graduated fool refere), amarela e verde.

 

6 - Adoro todos os frutos, mas as tangerinas e os morangos estão longe de estar nas minhas preferências.

Os figos são destacadamente os meus frutos preferidos e por um prato cheio de figos roxos, vermelhos por dentro e super doces, sou capaz de vender a alma ao diabo.

Seguem-se os melões, os pêssegos (quando estes eram bons, já não como pêssegos a saber a pêssegos há mais de 10 anos), as uvas e as ameixas (também quando estas sabiam a ameixas).

 

Relativamente às afirmações verdadeiras:

 

3 - Já senti a morte bem perto, por uma unha-negra não tive um choque frontal, que seria fatal à velocidade que ambos íamos. Foi no exacto dia em que completei 25 anos. Bem ... por um lado não estaria em processo de  envelhecimento  ... tou a brincar.

 

4 - Se pudesse pedir dois desejos (o que invalida que nao pudesse vir a pedir mais), efectivamente adoraria saber fazer banda-desenhada. É uma forma de arte que admiro muito e acho que quem sabe fazer bem banda-desenhada e trabalha nessa área artística, deve sentir verdadeiro prazer na criação das estórias. Adorava ter voz de tenor e poderia ser por exemplo Placido Domingo porque adoro a sua voz. Pediria com toda a certeza este desejo.

 

5 - Sim quando criança, era quase um animalo-dependente. Não havia caderneta de cromos sobre a vida animal que não coleccionasse, nem enciclopédia sobre animais que não quisesse ter. Acho que era mesmo, eu próprio, uma enciclopédia ambulante sobre os Animais. Desde os reinos, famílias, espécies, subespécies, nomes científicos, tempo de gestação , longevidade em cativeiro e sem ser, origens, migrações, ... sabia tudo e algo mais. Os documentários televisivos sobre a vida selvagem eram em casa, momentos de culto e ai de quem ousasse interromper, fazer barulho ou mudar de canal. O holocausto doméstico era inevitável. Guardo religiosamente na memória, um documentário que vi sobre os pandas vermelhos. A partir de então, o meu sonho era vir a trabalhar num Parque Natural em que acompanhasse e estudasse o comportamento dos pandas vermelhos e de outras espécies.

 

7 - Se há coisa nesta vida que adoraria um dia presenciar era uma erupção vulcânica, desde que devidamente resguardado, é claro.

 

8 - Claro que pelo "andar da carruagem" e como já percebi que quem se safa neste país é um punhado de malfeitores com "boas influências" ... queria ser uma dessas coisas, qualquer delas que desse dinheiro e pouco trabalho. Já toda a gente percebeu que em Portugal não é preciso ser perito numa área para ter o posto. Basta conseguir o tacho por  "boas influências". Professor é que não seria de certeza outra vez. Depois de tudo isto ...

 

9 - Adoro arroz, bacalhau e feijão e tantos outros alimentos. Destes gosto de todas as formas. Sobretudo arroz, não me cansaria de comer todos os dias.

 

 

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publicado por Brama às 16:18
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Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Iron Lady

Have you seen the iron lady's charms?
Legs of steel, leather on her arms
Taking on a man to die
A life for a life, an eye for an eye
And death's the iron lady in the chair

Stop the murder, deter the crimes away
Only killing shows killing doesn't pay
Yeah, that's the kind of law it takes
Even though we make mistakes
Sometimes send the wrong woman to the chair

In the death row waiting for their turn
No time to change, not a chance to learn
Waiting for someone to call
Say it's over after all
They won't have to face the justice of the chair

Just before they serve her one last meal
Shave her head, they ask her how she feels
Then the warden comes to say goodbye
Reporters come to watch him die
Watch him as he's strapped into the chair

And the chaplain, he reads the final prayer
Be brave my daughter, the Lord is waiting there
Oh, murder is so wrong you see
Both the Bible and the courts agree
That the state's allowed to murder in the chair

In the courtroom, watch the balance of the scales
If the price is right, there's time for more appeals
The strings are pulled, the switch is stayed
The finest lawyers' fees are paid
And a rich man never dies upon the chair

Have you seen the iron lady's charms?
Legs of steel, leather on her arms
Taking on a man to die
A life for a life, an eye for an eye
That's the iron lady in the chair

 

música: Diamanda Galás - Iron Lady

publicado por Brama às 13:05
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Quinta-feira, 5 de Março de 2009

2º Encontro Comenius Day Three

Na quarta-feira saímos bem cedo, pois o dia seria passado fora de Urfa. Fomos para Sul em direcção a Harran, embora tenhamos passado por várias pequenas localidades e estivemos a pouco mais de 5 kms da fronteira com o Norte da Síria. Em primeiro lugar, visitámos Gobekli Hill, uma interessante escavação arqueológica, actualmente considerada como o exemplo de arquitectura monumental ou santuário mais antigo do planeta.

 

Gobekli Hill

  

Depois seguimos então definitivamente para Harran, muito particular pelas suas características casinhas de telhados cónicos.

  

 Casas Típicas de Harran

 

Aqui pudemos observar de perto uma interessante cerimónia fúnebre, não que fosse motivante participar num funeral mas, porque nos permitiu percepcionar algumas particularidades culturais. Assim que chegámos a Harran e saímos da camioneta, dirigimo-nos para uma mesquita que ficava ao lado de um cemitério. Para lá chegarmos, tivemos de seguir por um espaço ajardinado, no qual se encontravam várias mulheres sentadas com algumas crianças ao colo, vestidas de lilás e com as cabeças cobertas. Choravam compulsivamente, lamuriavam, erguiam as mãos aos céus e proferiam palavras de dor e de agonia. Resultante daquela angústia e pesar colectivo, as crianças, talvez sem saber de quê, choravam também. Alguns metros mais à frente tínhamos o cemitério, separado do jardim e da mesquita por uma espécie de arame farpado. Nele só se encontravam homens que procediam então ao enterro do corpo. O falecido era uma mulher. Depois então, ficámos a saber que só os homens têm o direito de acompanhar o corpo até ao seu destino final. Às mulheres está apenas reservado o direito de chorar e lamentar o falecimento a uma distância razoável. Foi interessante percepcionar esta realidade cultural, mas não deixou de ser triste perceber que, até na morte, existem em certas culturas incompreendidas discriminações.

Em Harran foi igualmente interessante conhecer a Universidade (ou as suas ruínas), mais antiga do mundo, isto é, a primeira Universidade construída pelo Homem na Terra.

Após uma pausa em que todos fomos vestidos com os trajes tradicionais da região por um grupo de homens e mulheres locais e após animada sessão fotográfica, sentámo-nos num patiozinho batido por um Sol muito reconfortante e comemos umas suculentas sandes de queijo fresco e tomate acompanhadas de umas bebidas que nos revigoraram a alma. Posteriormente visitámos umas estranhas grutas e o Castelo de Harran (em ruínas), assim como, Sogmatar Antik Sehri, uma espécie de monte, junto a uma escola (que também visitámos) e algumas galerias rochosas (adaptadas como currais para abrigo dos animais domésticos), com algumas esculturas de divindades esculpidas em relevo na própria rocha. Naquele monte sentámo-nos e descansámos um pouco.

 

Harran Castle

 

Depois voltámos à camioneta mas a festa continuou no caminho de regresso em que todos dançaram dentro do próprio autocarro ao ritmo de animada música curda, enquanto este baloiçava pelos tortuosos e pedregosos caminhos rurais.

Neste percurso pelos meios rurais próximos de Sanliurfa, foi possível percepcionar a pobreza extrema e o isolamento face a novos contactos humanos, em que vivem aquelas pessoas. Nos locais mais isolados e inóspitos, onde pensávamos ser os únicos seres, apareciam súbita e inexplicavelmente grupos de crianças de 3 e 4 anos de idade que nos acompanhavam, ou outros indivíduos e famílias sedentos de contacto com alguém diferente ou simplesmente curiosos por saber quem éramos. E era incrível, acontecia mesmo de um momento para o outro. No horizonte não víamos ninguém e … num segundo n crianças nos rodeavam. A minha colega achava que eles saíam por detrás das pedras. E é que só podia. No início estranhámos mas depois passou a ser normal e assumimos que aquilo era mesmo um acto de magia. Do interior da gruta, da mais profunda escuridão sai um fulano de uns 30 anos, de rádio ao ombro a ouvir alto e bom som, uma fervilhante e ritmada música turca que ecoava por aqueles altos rochedos acima, deixando-nos estupefactos. Numa agreste planície de terra e calhaus, surgem inexplicavelmente pequenas figurinhas de pouco mais de meio metro que, pese embora a escassa higiene, aparecem alegremente vestidas com as mais bizarras combinações de cores e, sem conversar connosco, seguem-nos para todo o lado como se não tivessem amanhã. Aceitam tudo o que se lhes dá e até um singelo lenço de papel lhes parece um diamante de 20 quilates ornado de esmeraldas e rubis. Eu estava sem palavras olhando para aquelas pequenas criaturas e imaginando como passariam os dias naquelas planuras sem vida. Visitámos a casa de uma senhora e claro, apercebemo-nos imediatamente da miséria em que vivia. Abriu-nos a casa como se nos conhecesse desde sempre, duas divisões, numa um pequeno fogão e alguns panos e tachos, noutra uns panos no chão e uns montes de toalhas, cobertores e outras roupagens. Ali dormiam todos os seus cinco filhos, sendo que o mais velho tinha sete anos e um outro (o sexto filho) já viria a caminho, dada a forma convexa daquela mulher que, pensávamos nós ter uns 40 anos de idade, pela aparência física, mas que, na verdade, não passava dos 26.

 

 

 

Como o dia foi um pouco extenuante embora inesquecível, ficámo-nos pelo hotel onde jantámos.

 

Brama

 

 

Duas das pessoas que nos vestiram os trajes tradicionais em Harran 

 


publicado por Brama às 23:54
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Sinto-me ... Oscarizado !

 

Muito obrigado à Sapo e à minha amiga Suspeita http://suspeitas.blogs.sapo.pt/ , sem a qual nada disto seria possível.

 

Foram alguns meses, já cerca de ano e meio para conseguir chegar aqui. Não foi fácil, garanto-vos. Tudo isto requer um grande esforço e empenho e trabalho árduo. Houve momentos em que quis desistir, confesso aqui perante todos ... houve, houve desses momentos em que sentimos que não vale a pena continuar, em que nos sentimos pouco úteis e muito feios. Mas a grande arma é a nossa capacidade de perseverança, devemos mostrar-nos firmes e tenazes quando queremos atingir um objectivo. Mais uma vez é também importante manter alguma humildade, tolerância e não ter a pretensão de tudo saber. Estamos sempre a aprender e apesar de convictos das nossas capacidades e conhecimentos, os outros também nos ensinam muito.

 

É bom estar aqui ... embora tente disfarçar a minha emoção latente com um discurso dominado por alguma coerência, estou quase em histeria. É verdade ... estou mesmo prestes a descontrolar-me de felicidade.

 

Obrigado mais uma vez ... agora já tenho alguma dificuldade em controlar as lágrimas ... mas apetece tanto continuar cá em cima.

 

Este vai ter um lugar privilegiado na estante lá em casa.

 

                                                                                                                        Brama

 

 

 

 


publicado por Brama às 18:52
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Quarta-feira, 4 de Março de 2009

E o que não é verdade?

Também quero este desafio das 3 mentiras.

 

Identifique entre as seguintes 9 afirmações sobre euzinho, as 3 que não são verdadeiras:

 

1 - Tenho uma certa atracção por locais com neve e desportos de Inverno.

 

2 - Visto sem problema qualquer cor, mas no meu roupeiro não existe roxo nem amarelo.

 

3 - Já senti a morte bem perto.

 

4 - Se pudesse pedir dois desejos, fazia banda-desenhada e cantava como o Placido.

 

5 - Quando criança, o meu sonho era vir a trabalhar num Parque Natural.

 

6 - Dois dos meus frutos preferidos são as tangerinas e os morangos.

 

7 - Gostava de uma vez na vida presenciar uma erupção vulcânica.

 

8 - Se pudesse escolher outra profissão ... era emigrante. Estou a brincar, em Portugal era administrador da Caixa Geral de Depósitos, depois de ser dirigente desportivo e após ser presidente da Sonae.

 

9 - Arroz, bacalhau e feijão são alimentos que gosto de qualquer maneira.

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publicado por Brama às 22:47
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Terça-feira, 3 de Março de 2009

2º Encontro Comenius Day Two

No dia seguinte (terça-feira), fomos finalmente conhecer a Kanuni Sultan Süleyman Ilkögretim Okulu, Escola Primária (convém referir que as escolas primárias acompanham os alunos mais ou menos até aos 14 anos, correspondendo ao nosso 9ºano), com os seus actuais cerca de 4000 alunos, uma vez que mais ou menos 1500 passaram para um outra Escola. As turmas têm aqui, em média cerca de 70 a 75 alunos. A recepção foi a melhor que é possível imaginar, quase um acontecimento nacional. Nos placards havia cartazes de boas-vindas nas várias línguas que integram o projecto, bandeiras dos diferentes países e outros trabalhos. Praticamente a Escola parou para nos receber, até porque parece que foi a primeira vez que uma Escola desta região esteve envolvida num projecto desta natureza. Os colegas turcos estavam super animados, desdobravam-se em mordomias e os alunos (amontoados às centenas no pátio da Escola), atropelavam-se e atropelavam-nos para fazerem fotos connosco e tinham uma felicidade desmedida estampada nos rostos. Eu, basicamente fiquei sem reacção, nunca em tempo algum me havia sentido tão importante para alguém. Claro que fizemos n fotografias para saciar a criançada que nunca sossegou. A minha colega, qual Rainha-mãe de britânicas paragens, acenava calmamente do segundo andar perante a incontrolada excitação das crianças que se amontoavam no pátio escolar, emoção com que, até hoje, só encontrei paralelo com a vertiginosa corrida para um lugarzinho a menos de 100 m. do palco do Sticky & Sweet da Rainha Pop. A Escola apresentava-se um pouco degradada, com instalações algo antigas e nos alunos era visível alguma falta de higiene (pelo menos aquela a que nós já nos acostumámos, desde há algumas décadas). No entanto e curiosamente, em todas as salas existia aquecimento e ar condicionado. Algo que reparámos também porque a todo o momento ouvíamos o seu nome, foi na presença de uma personalidade quase tão importante como Jesus Cristo, Alá, Madonna ou o recentíssimo Tony Carreira (mais importante que todos os outros juntos). Refiro-me a Mustafa Kemal Atatürk, primeiro Presidente turco (entre 1923 e 1938), tendo libertado o país e proclamado a República em substituição do antigo Governo Imperial Otomano, na sequência de diversas campanhas militares bem sucedidas. Na entrada da Escola existe um busto do senhor, em todas as salas está presente enquanto símbolo nacional (juntando à sua imagem, a bandeira turca, uma canção nacional e um dos discursos que proferiu), existem estátuas do senhor em vários cantos e até o Aeroporto principal de Istanbul tem o seu nome.

Ainda houve espaço para reunir entre todos para mostrar e distribuir os trabalhos efectuados nas diversas escolas, bem como, tratar de outros assuntos e formalidades relacionadas com o projecto.

Neste dia, para além da Escola, onde estivemos a maior parte do tempo, visitámos a Firfili Church, a Reji Church, a Ulu Mosque, bem como, fizemos uma caminhada a pé pelas principais ruas e artérias históricas e claro está, terminámos mais uma vez nos bazares.

 

                                                                                                                                  Brama

 

Mustafa Kemal Atatürk Mustafa Kemal Atatürk

 


publicado por Brama às 22:45
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2ºEncontro Comenius Day One

 

Se a semana em Londres foi extraordinária, esta em Sanliurfa não o foi menos ... aliás para mim ainda superou. Tudo foi excelente, desde a organização, à recepção por parte dos colegas, a sua simpatia, cordialidade e incansável disponibilidade, à recepção por parte dos alunos da Escola participante, aos lugares visitados, à simpatia e atenção no atendimento ... tudo menos os vendedores dos bazares ou de rua que, por vezes chateiam-nos a paciência até à exaustão. As experiências partilhadas e os momentos vividos foram tantos e tão intensos que nenhum texto por si só será capaz de transmitir a quinta parte do que vivemos, sentimos, trocámos.

 

Chegados ao Güney Anadolu Projesi (Aeroporto de Sanliurfa), após cerca de 2 horas de voo desde Istanbul, apercebemo-nos de um frio cortante e seco em ambiente totalmente desértico.

Após recolhermos as malas da passadeira, verificámos que lá fora os nossos colegas turcos nos esperavam, rigorosamente vestidos, entre os quais o presidente do executivo (müdür). Com a frota automóvel que nos esperava, o rigor das indumentárias e um horizonte de areia e cascalho a perder de vista, senti-me protagonista de um thriller que envolvesse altos esquemas de interesses económicos com o negócio do ouro negro. Fizemos cerca de 30 kms em terra de ninguém, onde não me recordo de ver uma única árvore, por pequena que fosse e imaginei o quão desagradável seria fazer aquele caminho batido pelo escaldante Sol de Agosto.

Assim chegámos à Cidade dos Profetas, Sanliurfa ou Urfa, uma das cidades mais antigas do planeta, berço do Profeta Abraão, com o seu milhão e meio de habitantes, no meio do nada.

Até à chegada ao Hotel Harran (um dos melhores da cidade), não consegui descolar os olhos nem por um segundo das ruas, avenidas e praças que cruzámos, apercebendo-me do extremo contraste face à nossa ocidental realidade. A única semelhança foi a de que observei pessoas no seu buliço diário, ruas, automóveis, praças, escassos espaços verdes, edifícios, semáforos, viaturas, embora tudo com um aspecto absolutamente distinto do nosso. As pessoas de ar envelhecido e enegrecido, de cabeça frequentemente coberta (homens e mulheres) observam-nos com estranheza e curiosidade, edifícios de tons acastanhados e amarelados, quase sempre tapados de cartazes publicitários e anúncios com letras garrafais, aqui e ali uma mesquita com as suas cúpulas e minaretes lembrando-nos a todo o momento que estamos bem longe de casa e ali, o islamismo tem uma palavra a dizer. Urfa tem uma mistura explosiva sendo que a maioria da população é curda, gerando-se por vezes alguma turbulência com os turcos.

Nesse mesmo dia visitámos os principais pontos de interesse turístico da cidade. Convém referir que logo no primeiro dia, eu e o grupo húngaro nos perdemos do resto do grupo, pois ficámos para trás a conversar e … quando demos por ela, estávamos perdidos no meio da absurda confusão do principal bazar da cidade. Nós e as nossas máquinas fotográficas, vestidos pelo pai europeu chamado Capitalismo, sentimo-nos subitamente assaltados por viscerais olhares da comerciante populaça que, cobrindo a cabeça com os curdos “pusi” e vestindo as típicas “salvar”, aqui batiam em pratos de cobre e alumínio, ali costuravam em velhotas máquinas de costura, num cenário que apenas imaginava existir em vinhetas ilustrativas da Idade Média, impressas em antigos compêndios de História. Não me consigo esquecer que as únicas coisas com um ar minimamente colorido naquela praceta interior dominada pelos cobres, ocres castanhos e dourados, éramos nós mesmos.

Nesse dia visitámos o Balikli Göl, o lago sagrado de Abraão repleto das igualmente sagradas carpas, peixes que é proibido tocar. Visitámos Urfa Kalesi, o ponto mais alto da cidade, Mevlid-i Halil Mosque, talvez a mesquita mais importante, Gümrük Hani entre outros pontos e acabámos por voltar aos Kazaz Pazar (bazares).

                                                                                                                                                      Brama

 

 

 

(Imagens retiradas da Internet)

 


publicado por Brama às 19:21
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