Sábado, 20 de Outubro de 2007

O Corpo é que Paga ... e Sofre

 

Provocação, ousadia, transgressão e irreverência foram traços evidentes na sua conduta pessoal e profissional, na sua vida tão curta. Mais um desenquadrado no tempo e no espaço. António Rodrigues Ribeiro, mais conhecido por António Variações, nascido a 3 de Dezembro de 1944, tendo falecido a 13 de junho de 1984, foi conhecido sobretudo como cantor e compositor na década de 80. Desde muito cedo procurou a sua independência, tendo ido com apenas 12 anos para Lisboa, onde trabalhou como escriturário; cumpriu serviço militar em Angola e posteriormente partiu para Londres e Amesterdão. As experiências vividas lá fora deram-lhe uma nova visão da realidade que, contra os brandos e supostos "bons" costumes da modéstia nacional, tentou impor. Em 1977 abre em Lisboa, o primeiro cabeleireiro unissexo e começa a dar que falar pela forma algo vanguardista e até bizarra para a época, com que começara a vestir-se. Desde o seu surgimento no programa O Passeio dos Alegres de Júlio Isidro, dado o seu estilo muito próprio, depressa ganhou fama. O seu primeiro single é editado em 1981 com o tema Povo que lavas no rio de Amália Rodrigues, desde sempre sua máxima referência. De seguida lança o primeiro LP, Anjo da Guarda, só com temas de sua autoria, sendo de destacar os êxitos É p'ra amanhã e O Corpo é que Paga. Quando em 1984 o seu segundo trabalho Dar e Receber é editado, já António Variações se encontrava internado, ao que parece com um problema brônquico-asmático. A 13 de junho do mesmo ano morre, vítima de uma broncopneumonia, provavelmente resultante da SIDA, especulando-se a partir de então ter sido a primeira figura pública nacional a falecer, vítima da doença.

 

                                                                                                                                 Brama

 

 

 

sinto-me:
música: António Variações - O Corpo é que paga

publicado por Brama às 00:52
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1 comentário:
De Graduated Fool a 20 de Outubro de 2007 às 16:00
Engraçado, quando ele era vivo nunca liguei muito às suas canções. Achava piada ao estilo dele, ao look (apesar de achar um pouco asqueroso) que era diferente e transpirava irreverência para um país como o nosso, mas não mais do que isso.
Depois da sua morte, com o bombardear de temas a passar pela rádio e tv, comecei a gostar de alguns e de algumas letras que, simples, dizem mito.
Engraçado também é ver que 23 anos depois ainda a irreverência e visuais mais alternativos ainda são uma raridade neste nosso país.


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