Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

Grande Entrevista a Mademoiselle Lurdecas

Após a Grande Entrevista à Ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues por parte da jornalista Judite de Sousa, penso que o melhor humor português feito até ao momento (Gato Fedorento), tem um concorrente à altura. A nossa Ministra da Educação sem que o saiba (autismo), é uma humorista absolutamente genial, em todos os aspectos. Ela consegue ser  tudo em simultâneo, disparatada, mentirosa, alucinada, alienígena, improvisadora, surda, repetitiva ... e quando achamos que já não sustentamos mais a risada, por já nos doer demais os maxilares e a garganta, eis que nos martela o mais possível com um corropio de "Abzentismos", que nos fazem saltar as lágrimas e obrigam a entrevistadora a um disfarçado sorriso, muito contido para não perder a compostura e deitar a perder completamente aquele momento de ouro do humor português.

 

Apesar da jornalista Judite de Sousa ter colocado questões simples, práticas e pertinentes, a nossa Ministra não esteve minimamente à altura de responder, perdeu-se em repetições, contornou e contornou, deambulou por generalidades mas, em bom rigor, não respondeu ao que lhe foi perguntado. Da entrevista efectuada, concluo que a nossa Ministra:

 

1- Sofre de elevado autismo, porque vive numa realidade criada apenas à sua medida (ou dos seus interesses), não ouve ninguém nem consegue responder cabalmente a uma só questão que lhe seja dirigida de modo simples e prático. Como é óbvio, seria impossivel por exemplo esta senhora estar numa aula de 7ºano, em que vinte crianças solicitassem em simultâneo a sua atenção, por razões completamente distintas.

 

2- Ignora em absoluto a realidade que ministra, não conhece ou não quer mesmo conhecer a realidade das escolas portuguesas, os n problemas existentes.

 

3- Mente descaradamente, tentanto enganar-se inclusivamente a si própria. Perante questões muito simples acerca das críticas ao estatuto do aluno, foi incapaz de uma resposta concisa, avançou para aspectos despropositados.  Ainda entende que os professores estão motivados e devem abraçar essa missão, portanto, mente categoricamente e é autista. Também mencionou que os executivos das escolas concordam na íntegra com as novas medidas: conheço alguns casos em que comprovadamente não é assim mas, cá está, é fácil dizê-lo numa entrevista sem dados em que se apoie, pois os executivos como não têm voz não poderão discordar, os restantes docentes como não estiveram presentes nas suas reuniões, também desconhecerão e estão impossiblitados de rebater. O restante povo, distante destas coisas do ensino, se forem muito ingénuos engolem as palavras da ministra e ... fica tudo como antes.

 

4- Continua a desvalorizar e a subjugar o papel dos professores e educadores na sociedade portuguesa, ao mostrar que estes têm apenas de acatar as suas medidas, limitar-se a pôr estas em prática, trabalhar em prol dos alunos esquecendo os seus próprios direitos enquanto classe, minimizando as suas funções e ridicularizando a sua postura de descontentamento. Segundo a Ministra é indiferente que os professores não estejam com ela, desde que façam cumprir as suas intenções e objectivos. Daqui concluo que a sua função como Ministra é desnecessária, se não se preocupa que os professores não estejam com ela, será porque não é para eles que trabalha, logo depreende-se que não tenham de acatar as suas medidas.

 

5- Insiste num discurso gramaticalmente incorrecto, dando pontapés em alguns vocábulos. Aconselha-se à senhora, uma urgente acção de formação de longa duração, modalidade oficina, em horário pós laboral, para aperfeiçoamento da língua portuguesa. Ou então, porque não, integrar as aulas de apoio de Língua Portuguesa em conjunto com os nossos alunos do 3ºciclo, abraçando a sua formação do mesmo modo missionário que espera dos docentes, com relação às suas funções de docência.

 

                                                                                                                                   Brama


publicado por Brama às 22:17
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9 comentários:
De hydrargirum a 1 de Novembro de 2007 às 23:28
Tu nao ves, mas eu estou a abanar a cabeca de desprezo!

Tu nao ves, mas eu estou no escuro....ha apenas uma luz...ah espera, es tu...a tua luz especial! (Brincadeirinha, de continuacao ao outro post, percebeste? Nao resisti!)

Uma amiga minha hoje contou-me que um aluno dela a mandou para o *aralho...e qd ela reportou a situacao ao conselho directivo, ainda "levou" nas orelhas. Da proxima vez que ela o repreendesse que o fizesse em privado pq ele envergonha-se e exalta-se mto facilmente?

Achas isto normal?
Vou ali comprar uma cacadeira e ja volto!


De Brama a 1 de Novembro de 2007 às 23:46
Menino brincalhão ....

Em relação à tua amiga ... infelizmente é uma situação normal ... mas só as pessoas normais é que estranham ...

Os autistas não dão conta dessas situações


De luana a 2 de Novembro de 2007 às 00:19
A senhora vive em estado de alucinação contínua. Nem já se consegue ouvir a ela própria..daí a forma como fala dos assuntos dizendo e desdizendo.. A senhora não vai acabar bem.. porque ela não está bem..
beijinhos Brama


De The Tales Maker a 2 de Novembro de 2007 às 01:03
Mas será que ainda não deram pela sua falta no Júlio de Matos?


De hydrargirum a 2 de Novembro de 2007 às 01:27
Eu acho que o Julio de Matos ja fechou...nao ja?


De graduated Fool a 3 de Novembro de 2007 às 14:18
Eu não vi, nem sabia. Mas ainda bem, ainda bem mesmo. Porque com o asco que tenho por semelhante ser, acho que me ia passar completamente e a minha tv não merece levar com uma martelada mesmo no centro. Depois o ordenado não daria para comprar outra. Baaaaahhhhh...
Bem, imagino o que deve ter sido.
Soube do evento quando cheguei à escola e ouvi alguns comentários de colegas, não muitos porque as pessoas estão cansadas, já não perdem muito tempo a falar da senhora. Está tudo farto e limitam-se apenas a tecer alguns comentários.
Mas o que ouvi dizer é que a Judite não fez as perguntas mais importantes, aquelas que mostram mesmo as muitas desgraças que por aí se andam a passar. Tu dizes que ela esteve muito bem, já não sei. Só vendo.
O que eu acho é que os jornalistas, pelo que tenho visto, estão mal preparados para entrevistar quem seja acerca da educação. Falta-lhes informação, faltam-lhes bases, falta-lhes saber exactamente o que se passa nas escolas a cada dia.
O ideal seria um bom jornalista passar, não digo um mês, mas uma semaninha numa escola, nem precisava ser daquelas muito problemáticas. Aí, certamente que teria muito mais preparação para intervir com perguntas que tocassem mesmo nas feridas.
O trabalho de campo, a muita informação, são muito importante no jornalismo e, neste âmbito, está a faltar e muito um trabalho coerente.
Resultado: nós temos sempre alguma esperança de que a generalidade das pessoas possam perceber minimamente o que se passa, os verdadeiros podres do ensino, a situação catastrófica actual, mas nunca acontece. A senhora dá a entrevista e, dê um brilharete ou não, continua tudo igual. As pessoas continuam a não ver nem metade da porcaria.
Só mesmo os professores se interessam e, mesmo esses, estão a desligar, estão a ficar fartos.
Ontem percebi isso novamente. Quase não se falou já do assunto.



De Brama a 3 de Novembro de 2007 às 18:40
Concordo ... falta muito trabalho no terreno para que os jornalistas toquem exactamente nos pontos fracos e vão ao fundo das realidades no ensino ... mas uma coisa é certa, independentemente das questões, a Ministra limita-se a responder ao que quer, ao que lhe dá mais jeito, ou pura e simplesmente não responde. Assim, é indiferente o que quer que se lhe pergunte (autismo, portanto).


De medusasss a 3 de Novembro de 2007 às 16:40
Tens toda a razão. é autista e psicótica. Fartei-me de rir quando explicou aos jornalistas que tinha, finalmente, reformado a docente com cancro na língua, por respeito às criancinhas que ficavam traumatizadas...


De Brama a 3 de Novembro de 2007 às 18:44
Essa conversa da professora com cancro também deve ser uma boa jogada política. Primeiro obriga-se a senhora e outros como ela a irem trabalhar. Depois, para um destaque da senhora ministra num acto misericordioso, qual messias com o milagre da multiplicação do pão e do peixe, vem a público perdoar a senhora que já não precisa de voltar para a escola. A ministra é quase um anjo descido à terra, dirão alguns


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