Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

Mais Corrupção -- Mais cargos públicos -- Pior gestão económico-financeira -- Mais Corrupção

O título expõe-nos o ciclo da impunidade da corrupção neste país, conducente à degradação do estado financeiro da economia portuguesa,  excelente  substrato  para  a  agudização  de injustiças.

Será mesmo que Portugal não tem dinheiro e o estado das finanças públicas está pelas “ruas da amargura”, ou será isso mais um pretexto para alimentar certos interesses de um punhado de privilegiados sobremaneira instalados. Cá para mim, essa é a mensagem que convém passar para o pessoal da classe média apertar o cinto até à asfixia.

Portugal padece de dois grandes problemas a este nível, o primeiro é uma lamentável e perpétua má gestão do dinheiro disponível, situação que poderia ser minimizada se as pessoas ocupassem os cargos governativos por mérito, pelo currículo, por provas de competência dadas noutros desempenhos e não por favorecimentos, cunhas e compadrios. Basta estar um pouco atento às notícias para ver que quanto mais corrupto se é, mais cargos públicos se desempenha, parece uma premissa essencial. Se se aplicasse mais dinheiro no que fosse realmente prioritário ao país e não em submarinos, estádios de futebol ou viagens de representação com somas absolutamente vergonhosas, talvez se percebesse que o país até tem dinheiro e talvez se pudesse minimizar o discurso do eterno desgraçadinho. Custa-me acreditar que um país onde ao longo de vinte anos foram injectados fundos estruturais, sem resultados visíveis no desenvolvimento, comparativamente a outros no seio da UE, não tenha dinheiro. Até países de leste recém entrados para o espaço da União já revelam parâmetros de crescimento e desenvolvimento superiores … basta ver o exemplo da Eslovénia que, no primeiro ano de entrada na UE, ultrapassou imediatamente Portugal num conjunto de indicadores de desenvolvimento … quase tão estranho quanto o fenómeno de aparição de Fátima aos três pastorinhos … Mistééérrrriiiiioooooo!

O segundo grande problema estrutural é que temos uma classe de gente altamente favorecida que não quer de maneira alguma abdicar das regalias já adquiridas, reforçando ainda mais o já gritante ciclo de pobreza ... claro está, isso só se consegue à custa da exploração e dos sacrifícios das classes média e média-baixa que têm cada vez maiores dificuldades em fazer face às mais elementares despesas do dia-a-dia. Não será por acaso que o nosso país, segundo os entendidos na matéria, se está a transformar no Brasil da Europa, em que as disparidades sociais e económicas estão cada vez mais acentuadas, entre um conjunto de bem instalados, que agradecerão todos os dias às elevadas santidades, o facto de terem nascido num país em que a impunidade marca pontos e assim, sentirão um orgulho imenso em ser portugueses e a maioria de desgraçados, explorados até à exaustão para continuar a sustentar as mordomias de suas excelências bem instaladas, mas que por analfabeta ignorância, também sentem o orgulho nacional dar tréguas, nem que seja pelas cores vermelha, verde ou azul, pobrezinhos mas felizes e …. de memória beeemmmm curta.

Ora … pois então … e viva a justiça nacional!

                                                                               Brama

sinto-me:

publicado por Brama às 02:04
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2 comentários:
De Maria a 14 de Agosto de 2007 às 21:34
Sem ler o teu post, acabei por escrever um post no meu blog que vai ao encontro daquilo que aqui escreveste... acho que estamos em perfeita sintonia! ;) É óbvio que concordo com cada palavra aqui redigida!! Este país é uma vergonha... já me decidi: quero ser espanhola. Beijinhos


De luana a 15 de Agosto de 2007 às 00:17
Nós portugueses, temos um problema que dificilmente iremos resolver. Tudo isto que escreves tem sentido, é verdadeiro, tudo isto é sobretudo, um problema cultural. Desde os descobrimentos, que nós deitamos fora riquezas que podiam ter feito de nós, o orgulho de um povo. Passaram por cá as maiores riquezas, tivemos um império quase aos nossos pés. Quem beneficiou com ele?...os mesmos de sempre.. Todos os países que andaram nas mesmas andanças que nós (viagens marítimas), são hoje países desenvolvidos, em que o bem estar e a qualidade de vida em nada se compara a nós.. Que fazer com todo este estado de coisas? Não sei..penso que se toda a gente pensasse um pouco como eu muita coisa mudaria.. Como isso não acontece, vamos esperar que os pastorinhos possam fazer um milagre e elevar o nosso país a um padrão de qualidade. Eu não quero morrer sem ver!!!..


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