Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

TER VOGORMIA

 


publicado por Brama às 01:28
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Domingo, 29 de Março de 2009

A soul that has been abused

 

música: A soul that has been abused

publicado por Brama às 00:14
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Terça-feira, 24 de Março de 2009

Gloomy Sunday em Sevilla

E foi assim que encerrou a primeira noite do V Festival Spoken Word na capital andaluza, na passada sexta-feira.

 

 


publicado por Brama às 20:40
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Sábado, 21 de Março de 2009

Apropriado aos menos Amantes

Desde o primeiro momento que a combinação Galás - Sevilla me pareceu desajustada, o que se veio tornar efectivo no tipo de reportório musical seleccionado para o concerto que deu abertura, no fabuloso e romântico Teatro Lope de Vega, ao Festival Internacional Palabra y Música "Spoken Word".

A Diva Negra entrou relativamente animada e a boa-disposição passou várias vezes nas nuances interpretativas que deu em várias músicas. Com um previsível simples vestido preto, com que nunca se comprometeu, usou e abusou bastante da voz logo no início do concerto, cansou até mais não os hispânicos ouvidos, habituados naquelas paragens ao festivo colorido das sevillanas e ao som das castanholas. A partir daí, houve apenas mais dois ou três momentos altos porque a tónica foi o uso de composições auditivamente acessíveis e até bastante serenas, tornando o concerto apropriado aos menos amantes do género da cantora, que poderiam desta forma concentrar-se apenas no seu prodigioso aparelho vocal. Os italianos que estavam à nossa direita deliraram com "Supplica a mia Madre" de Pier Paolo Pasolini e os espanhóis entraram em erupção com "Si la muerte ..." de Miguel Huezo Mixco e "Epístola a los Transeúntes", esta do álbum Defixiones, em que a cantora cospe no final, ruidosa e repetidamente, "No es grato morir Señor, si en la vida nada se deja si en la muerte nada es posible, sino sobre lo que se deja en la vida!", deixando a sevilhanada em puro êxtase. Pela primeira vez vi-a falar com o público ... disse na sua voz cavernosa e rouca: "Estoy muy feliz por estar en Sevilla que es la ciudad de mis ... de mis ... I can't remember the word ...", esfregando a testa e dando duas fortes cacetadas no piano ... " ... de mis FUCKING DREAMS" ... rindo-se em seguida, assim como o público. Insistiu em saber a palavra e como aquela espanholada parecia inerte, tive de ser eu a dizer "Sueños" ao que agradeceu com um "Grazie" em vez de "Gracias". 

Houve alguns momentos entusiasmantes, entre os quais uma deliciosa composição ao piano cantanda em alemão e o fantástico tema "Ain´t no Grave Can Hold My Body Down", numa versão tão bem disposta quanto enlouquecedora.

Dentro da calma e complacência ainda tivemos "Les Amours Perdues" e "Haven Have Mercy". No final encerra com "Gloomy Sunday", na melhor versão possível.

 

Dos três concertos que vi, este foi, sem dúvida, o menos sério e  menos representativo do estilo a que a Diamanda nos habitou. Adorei, mas adorei menos que os anteriores (Porto e Lisboa). 

Já não a voltarei a ver, a não ser a Ópera Nekropolis, em que está actualmente a trabalhar.

 

Brama

 

 

 

"La volcánica cantante-pianista Diamanda Galás es la oscura reina de la técnica vocal ampliada, poseedora de una voz estridente con octavas múltiples, impresionantes y aterradoras en su intensidad y variedad. Su voz y su igualmente formidable golpe de piano son emocionantes en su invención y en su desacarado desprecio cargado de burla hacia las restricciones del género musical"

John Payne, Los Angeles Weekly.


publicado por Brama às 14:03
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Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Iron Lady

Have you seen the iron lady's charms?
Legs of steel, leather on her arms
Taking on a man to die
A life for a life, an eye for an eye
And death's the iron lady in the chair

Stop the murder, deter the crimes away
Only killing shows killing doesn't pay
Yeah, that's the kind of law it takes
Even though we make mistakes
Sometimes send the wrong woman to the chair

In the death row waiting for their turn
No time to change, not a chance to learn
Waiting for someone to call
Say it's over after all
They won't have to face the justice of the chair

Just before they serve her one last meal
Shave her head, they ask her how she feels
Then the warden comes to say goodbye
Reporters come to watch him die
Watch him as he's strapped into the chair

And the chaplain, he reads the final prayer
Be brave my daughter, the Lord is waiting there
Oh, murder is so wrong you see
Both the Bible and the courts agree
That the state's allowed to murder in the chair

In the courtroom, watch the balance of the scales
If the price is right, there's time for more appeals
The strings are pulled, the switch is stayed
The finest lawyers' fees are paid
And a rich man never dies upon the chair

Have you seen the iron lady's charms?
Legs of steel, leather on her arms
Taking on a man to die
A life for a life, an eye for an eye
That's the iron lady in the chair

 

música: Diamanda Galás - Iron Lady

publicado por Brama às 13:05
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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Todesfugue

Songs of Exile, 15 de octubre de 2008, Teatro Albeniz, Madrid

 

música: Todesfugue (Celan/Galás)

publicado por Brama às 01:06
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Galás em Sevilla

Photo by Kristofer Buckle, 2008

 

A Diva Negra está de volta. Desta vez irei vê-la a Sevilla, no belíssimo Teatro Lope de Vega, no âmbito do Festival Palabra y Musica (Spoken Word), no qual se pretende "dar voz" a uma nova geração de escritores, músicos e artistas que enveredaram por um caminho distinto do tradicional recital poético. E claro, por falar em caminho distinto do tradicional, nada melhor  para o ilustrar que o estilo absolutamente particular de Galás. Parafraseando o meu amigo Corrosivo, desta vez "Ela regurgitará todo o poder das suas viscerais oitavas num ambiente neobarroco!".

 

Vamos lá ver o repertório que a Divindade Satânica nos reserva agora.

 

                                                                                                                                                    Brama

 


publicado por Brama às 23:25
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Domingo, 25 de Maio de 2008

Guilty Preferences

Time is like a dream

And now for a time you are mine

Let's hold fast to the dream

That tastes and sparkles like wine

 Interlude (Time)

 

(Aconselhável aos mais sensíveis e diamandofóbicos)

 

 

8 Men and 4 Women

 

(Não Aconselhável aos sensíveis e diamandofóbicos)

 

(As minhas duas faixas preferidas do último álbum ... excelentes)

 

sinto-me: hiper bem disposto
música: Interlude (Time) & 8 Men and 4 Women

publicado por Brama às 01:38
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Terça-feira, 13 de Maio de 2008

Insane Asylum

 

 

I went out to the insane asylum
And I saw my baby out there.
I said, "Please, come back to me, baby,
What in the world are you doing here ?"
Then my old man raised up his head,
Tears were falling down from his eyes,
And these are the things

That my old man said:
"When your love has ceased to be
There is no other place for me.
If you don't hold me in your arms
I'd rather be here from now on.
Some people have it half way there,
Without your love I ain't nowhere.
I can eat and I can sleep,
I can even rest in peace.
Please take me as your slave,
And save me from that earthly grave."

Then sorrow struck my heart,
Tears began to fall down from my eyes.
The only man that I had ever loved in all my life
Out here, in a place and a condition like this.
And I began thinkin' about what my mama told me when I was a little girl.
She told me when I couldn't help myself
To get down on my knees and pray.
And I fell down on my knees

And these are the words that I said:
"Save me, save me, save me, babe,
Save me, save me, save me, dear."
Oh, I don't know just how I made it,
But I'm so glad our love is here.

sinto-me:
música: Diamanda Galás - Insane Asylum

publicado por Brama às 13:58
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Not Guilty

 

E foi mais ou menos assim no sábado passado, na Aula Magna ...

 

 

Antes de sair definitivamente, brindou-nos com Gloomy Sunday

 

(Descobri que apareço subrepticiamente no último vídeo ... é mesmo muito rápido ... será que alguém consegue identificar-me???)


publicado por Brama às 21:41
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Domingo, 11 de Maio de 2008

Purgatório de uns, Céu de outros

Como pedras de gelo batendo ruidosamente contra placas metálicas de zinco ... assim se pode definir a percepção auditiva do seu grito nos registos mais perturbadores e inaudíveis. A partir do momento em que Miss Galás se acomoda no banco e principia o deslizar de dedos pelas teclas do seu piano, tem início o teste à capacidade de resistência auditiva do seu público ouvinte. A sua intensa performance pauta-se sempre por um complexo  e excessivo exercício de malabarismos vocais, projectando a voz de uma forma absolutamente notável, impressionante quer nas composições mais melódicas e calmas, quer nas mais trágicas e assustadoras. O concerto de ontem apresentou o novo álbum Guilty Guilty Guilty, foi menos duradouro comparativamente ao concerto de 2005 (quando a vocalista e pianista veio ao Porto apresentar o anterior La Serpenta Canta), mas igualmente extraordinário, mostrando que aos 53 anos, a cantora norte-americana mantém uma vitalidade e capacidade vocais excepcionais. À semelhança do concerto de há três anos na Casa da Música do Porto, após o fim do concerto, a artista voltou mais três vezes ao palco, premiando o devoto público com Heaven Have Mercy do recente álbum, 25 Minutes To Go, do Malediction and Prayer e o maravilhoso Gloomy Sunday deste mesmo álbum.

 

                                                                                                                                              Brama

 

 


publicado por Brama às 23:17
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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

Réus amanhã

Testemunharemos, ficaremos constituídos arguidos e seremos ...

 

 

 


publicado por Brama às 17:09
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Domingo, 4 de Maio de 2008

See that my grave is kept clean

 

I have one last favor to ask you

 

Won't  you be sure that my grave is kept clean


publicado por Brama às 22:21
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Time ... is like a dream

Time (Interlude)

(sung by Timi Yuro)

 

Time is like a dream

And now for a time you are mine

Let's hold fast to the dream

That tastes and sparkles like wine

 

Who knows if it's real

Or just something we're both dreaming of

What seems like an interlude now

Could be the beginning of love

Loving you is a world that's strange

So much more than my heart can hold

Loving you makes the whole world change

Loving you I could not grow old

No, nobody knows when love will end

So till then, sweet friend

música: Diamanda Galás - Time (Interlude)

publicado por Brama às 23:18
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Domingo, 20 de Abril de 2008

Les Amours Perdues

Uma Diamanda a que não estamos habituados ...

 

Diamanda Galás live
Southbank Centre - Queen Elizabeth Hall 
London 18/03/07
música: Diamanda Galás - Les Amours Perdues

publicado por Brama às 11:46
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Sábado, 19 de Abril de 2008

Heaven Have Mercy

Diamanda live (Guilty Guilty Guilty)
Southbank Centre - Queen Elizabeth Hall 
London 18/03/07
Edith Piaf
No more smiles, no more tears
No more prayers, no more fears
Nothing left, why go on
When your lover is gone
Shout with one
Ring the bells
Throughout the towns
And the farms
Will the shouts and the bells
Bring him back to my arms
Must each man go to war
Evermore, evermore
While some lone woman stands
Empty heart, empty hands
When the time came to part
And he kissed me goodbye
From the depths of my heart
Came a great lonely cry:

Heaven have mercy!
Heaven have mercy!

Miners came
They carved his name
Upon a cross...
I remember the dance
Where we first fell in love
How we whirled 'round and 'round
While the stars danced above
We would walk by the shore
Watch the ships sail away
Lovers need nothing more
Just a new dream each day
So we dreamed of a home
With a garden so fine
And a son with his eyes
And a nose just like mine
Now it's done, why be brave?
Why should I live like this?
Shall I wait by the grave
For my lost lover's kiss?

Stop the bell! Stop the bell!!
I've no tears left to cry
Must I stay here in hell?
Lord above, let me die...

Heaven have mercy!
Heaven have mercy!
Heaven have mercy!
música: Heaven Have Mercy

publicado por Brama às 19:01
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008

One Month to Be Guilty

 Photo by Kristofer Buckler

 

Guilty Guilty Guilty, o seu 17º álbum já aí está para ser ouvido. Seguindo uma linha muito similar ao anterior "La Serpenta Canta", o álbum é composto por apenas 7 temas, respectivamente: 8 Men and 4 Women, de O.V. Wright; Long Black Veil, de Johnny Cash; Down So Low, de Tracy Nelson; Interlude (Time), de Timi Yuro; Autumn Leaves, de si própria; O Death, de Ralph Stanley; e Heaven Have Mercy, tornada famosa por Edith Piaf.

Daqui a exactamente um mês, este seu trabalho será dado a conhecer na Aula Magna de Lisboa, precedido de uma anterior apresentação na Casa da Música do Porto.

música: Diamanda Galás - Guilty Guilty Guilty

publicado por Brama às 22:45
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Guilty Guilty Guilty

Já está ... se tudo decorrer sem incidentes,  lá irei outra vez, pois então, desta feita eu e o "corrosivo", sentir o escaldante regurgitar de Miss Diamanda Galás. A controversa Diva Negra regressa a Portugal três anos depois de ter subido ao palco da Casa da Música para apresentar "La Serpenta Canta" e "Defixiones, Will and Testament". Desta vez, a cantora e pianista  virá apresentar o seu novo álbum "Guilty Guilty Guilty", com lançamento marcado para o próximo mês de Março. Este álbum, além de conter originais canções trágicas da própria, comporta ainda versões de temas de Juliette Gréco, Jacques Prévert, Johnny Cash e ... Edith Piaf. Em Maio, lá estaremos o mais perto possível do cântico sanguinário da cobra-capelo. La Serpenta não Canta ... Vomita palavras convulsivamente , R. R. R. (Ruge em Ruidoso Registo).

 

                                                                                                                                         Brama

 

 Photograph by Kristofer Buckle


publicado por Brama às 22:10
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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

This is the Law of the Plague Mass

E para que esta super querida não caia no esquecimento ... (falo do Governo e da Educação e o sangue começa a aquecer e claro),  e para  eliminar os meus fantasmas, só através da suavidade e angelicalidade vocal desta menina frágil e indefesa.

 

música: Diamanda Galás - This is the law of the plague mass

publicado por Brama às 23:50
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

DG in Passionkirche - Berlin 2006

 
Defixiones, Will and Testament (Intro)
sinto-me:
música: Defixiones (Intro)

publicado por Brama às 23:20
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DG on "Night Music"

La Treiziéme Revient e Let my people go 
sinto-me:
música: La Treizéme Revient ... Let my people go

publicado por Brama às 22:54
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Há exactamente dois anos na Casa da Música ...

Fenther_Diamanda_03_red.jpg

                                                      (Imagem retirada da Internet)

A  controversa Diva Negra subiu ao palco.

Num ambiente de uma serenidade expectante, exactamente à hora marcada do dia 18 de setembro de 2005, entra firme e hirta aquela que é dona de um dos mais impressionantes aparelhos vocais que já me foi dado presenciar. Com um quase reprimido aceno de cabeça e o ténue esboçar de um sorriso, avança com marcadas passadas em direcção ao piano, certamente habituado a agonizar sob o  deslizar imperdoável de seus dedos aniquilantes. Sabia que, estando sentado no lugar 26 da fila D, após feliz desistência de alguém, uma vez que tinha bilhete para um lugar periférico de uma fila bem mais recuada, estava em posição confortavelmente estratégica de quase protagonizar um momento que já é inesquecível. Desde o momento da entrada até ao desaparecimento, estive sob um efeito hipnotizante que sublimou os meus sentidos e me fez esquecer a cadência da passagem continuada dos minutos. O vulcão  sentou-se e acomodou-se, optimizando a sua posição face ao instrumento acessório, o piano.  Suspenso, numa atmosfera de sepulcral silêncio, o público esperava ansiosamente pela eruptiva demonstração vocal que principiou de forma calma. "My world is empty without you" deu abertura à cratera que adivinhava expelir muito material viscoso. Uma bela melodia purificada, obedecendo por enquanto a um formato canção, que preparava terreno para o regurgitar magmático que se seguiria. Após a cantiga de amor preambular, Diamanda ataca furtivamente o piano que lhe responde energicamente, solta os primeiros e sonoros basaltos  da noite, toda uma panóplia ginasticada de gritos ensurdecedores, sussurros cavernosos, angústias vocais que infantilizam o maior genocídio, testa ao limite a capacidade auditiva do público ali presente. Pasmo perante elevada capacidade que nem parece humana e me deixa colado ao banco até ao fim. Abranda o tormento, soltando agora algumas pedra-pomes que atenuam os decibéis de semelhante fenómeno terrestre. O adormecimento temporário dá lugar depois a uma explosão de entranhas excessiva que martela o cérebro durante cerca de hora e meia. De quando em vez o vulcão engole significativas quantidades de água que parecem não arrefecer o seu cone. mas agravam a sua capacidade destrutiva. Termina drasticamente, ergue-se e abandona o palco, voltando três vezes mais, rendida aos sustentados aplausos de tão devoto público e finaliza brilhantemente com "See that my grave is kept clean". Finalmente sai mas, deixa no palco alguns minutos de energia suspensa, testemunha de que o terreno ali tremeu com a fúria e a revolta de um fenómeno vivo atormentado e ainda activo.

Tenho pena de não ter  podido compartilhar esta experiência com ninguém ...

A Diva Negra apresentou "La serpenta Canta" e "Defixiones, Will and Testament" ...

 

                                                                                                             Brama

 

 

sinto-me:
música: Diamanda Galás

publicado por Brama às 17:07
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

Anjo ou Demónio

Diamanda Galás de volta a Portugal

                                                                                                   (Foto retirada da Internet)

 

Dotada de uma extensão vocal prodigiosa e inigualável genialidade interpretativa, reconhecida por alguns e incomodativa para outros, a cantora norte-americana de ascendência grega Diamanda Galás, apresenta uma performance artística que se pauta, antes de mais, pela sua surpreendente originalidade. Cantora lírica e pianista, miss Galás opta por um caminho artisticamente tortuoso, musicalmente suicida ... em detrimento de um percurso mais fácil e de sucesso artístico garantido, como mais uma típica soprano ou, quem sabe, uma cantora pop/rock com um poder vocal acima da média. Defensora mordaz de direitos humanos, opõe-se à discriminação de diversas minorias, à hipocrisia de sistemas políticos vigentes, de posicionamentos religiosos, é sistematicamente polémica por contestar as injustiças da ordem instituída, mostrando categoricamente, na sua voz, na sua atitude, a expressão máxima dessa revolta e dos demónios que fervilham e se degladiam no seu interior. Segundo as suas próprias palavras "A minha voz é um instrumento de tortura para os meus inimigos, mas de forte inspiração para os meus amigos". A mim inspira-me porque sinto que expõe na força, no enervamento da sua voz a revolta que, com um ou outro reparo, também é a minha revolta, verbalizando e traduzindo em sons diversos, os gritos que silencio, que continuamente abafo no meu interior, que dia após dia e uma vez mais ... tento apaziguar. No fundo não será o que se passa com cada um de nós ?! Ela limita-se a exprimir o que primitivamente habita nas profundezas da nossa essência, que está lá, intacto e tão virgem e tão puro mas, que já há muito, nos habituámos por força de um complexo e múltiplo processo de socialização, a não deixar transparecer, vitimizando-nos uma e outra vez mais, ou quem sabe, enobrecendo-nos ... mas seguramente artificializando-nos.

                                                                                                   Brama  

sinto-me:
música: Defixiones, Will and Testament

publicado por Brama às 00:26
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

She puts a spell on me!

                                                                                                          (Imagem retirada da Internet)

 

Ame-se ou se odeie, o certo é que até agora ainda não conheci ninguém, cujo primeiro contacto com a voz e a performance desta senhora não fosse a de uma imensa surpresa. Um amigo já me tinha dito que, daquilo que conhecia de mim, da minha atracção pela diferença e originalidade no campo musical, Diamanda Galás poderia ser uma interessante descoberta. Muito tempo se passou até ao primeiro contacto que ocorreu por acaso, quando numa ida a uma Fnac de Lisboa com alguns amigos, vagueando pelos corredores da área de Música, encontrei na secção de música alternativa, dois albuns da cantora, "Schrei-X live" e "The divine punishment & saint of the pit". Imediatamente os retirei da prateleira para ouvir num ponto de escuta. Lembro-me que mal comecei a ouvir Schrei-X, a minha primeira reacção foi a de uma absoluta estranheza; apesar de adaptar-me facilmente a diferentes e variados géneros musicais e ter uma grande versatilidade nos gostos e interesses musicais, "aquilo" era com toda a segurança, a coisa mais estranha qua já havia escutado até então, sem nenhum paralelismo ou semelhança com outra coisa qualquer no panorama musical até então conhecido. Senti-me assaltado faixa a faixa por um trabalho no mínimo concebido, achava eu, por alguém no limite da demência humana ou que, sendo mais optimista, já havia ultrapassado a barreira da lucidez há muito. Era, sem sombra de dúvida, a produção mais anti-musical que já tinha invadido os meus ouvidos, uma miscelânia de grunhidos cavernosos, gritos lancinantes, sussurros e múrmurios infernais, numa cadência freneticamente desconcertante e perturbadora. The divine punishment, não sendo menos estranho, já aparentava alguma musicalidade mínima embora,  se nos abstraíssemos do espaço envolvente, nos sentissemos protagonistas do mais sanguinário ritual satânico de todos os tempos. Ainda me dei conta de um terceiro album, "Vena Cava". A linha de actuação mantinha-se. Perturbador, assustador, horripilante, incomodativo e inaudível eram palavras de ordem no seu trabalho, despertando em mim, uma curiosidade crescente. Neste último album, dei-me conta de que, no meio de tanta adversidade auditiva, uma faixa mostrava uma beleza vocal indescritível, qual Maria Callas numa de suas mais belas árias. A partir daí, tentei saber o mais possível acerca do trabalho desta cantora, tendo descoberto alguns albuns que mostram o seu brilhantismo e outros que creio resultarem de autênticos pactos com o Demo. O meu interesse crescente e insaciável consolidar-se-ia com algo mais palpável um pouco mais tarde, quando assisti a um concerto desta senhora na Casa da Música do Porto, de que nunca me esquecerei.

 

                                                                                        Brama

sinto-me:
música: schrei - X live

publicado por Brama às 13:13
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