Sábado, 5 de Janeiro de 2008

E para este ano ...

Depois de, sob a gargalhada incontida de graduated fool, ter referido que a melhor coisa que aconteceu neste ano transacto foi (e o que é manifestamente óbvio para qualquer crente e/ou visionário), o mundo poder continuar a participar e beneficiar da minha existência que já se vem afigurando como uma assumida bênção para o planeta, eis que chegou a hora de traçar medidas indiscutíveis. Assim sendo ... fui pensando e anotando no meu bloquinho encefálico, objectivos a que urge dar cumprimento:

 

1- Espero neste ano não perder mais ninguém ... (chega de morte e doença);

 

2- Vou tentar preocupar-me menos com a desordem nacional, limitar ao mínimo a minha atenção para com a política nacional e a perpétua tristeza que assola a nossa pontinha europeia;

 

3- Vou tentar comer mais coisas saudáveis ... as japonesices parecem integrar estas "coisas" ( não será também um dos motivos da sua elevada esperança média de vida?!);

 

4- Vou centrar-me ainda mais em mim próprio, nos meus gostos, interesses, prazeres ... sem deixar evidentemente de me preocupar com as pessoas de quem gosto;

 

5- Vou esforçar-me por me poupar o mais possível em me enervar com coisas menores, de somenos importância ... na verdade amanhã podemos mesmo já cá não estar e ... para sempre;

 

6- Tenho mesmo de viajar este ano ... trata-se de uma necessidade básica do ser humano, tanto como a alimentação, o descanso, o vestuário ou a habitação;

 

7- Votar aos bens materiais um valor tendencialmente mais irrelevante ... é que são mesmo bens materiais ... eu sei, eu sei ... dão-nos imenso prazer, mas um prazer efémero;

 

8- Vou defender ainda mais convictamente as minhas ideias, as minhas premissas essenciais ... ao fim de algum tempo, vou concluindo cada vez mais que existe uma evidência factual :" Por norma e não raro, estou pleno de razão." Sinto que eu e a razão caminhamos de braços mais que dados;

 

9- Vou querer mais e mais vezes estar com as pessoas ... o contacto humano é essencial ao equilíbrio pessoal;

 

10- Vou disfarçar o mais possível os meus queixumes ... na verdade até agora mais ninguém resolveu as minhas crises essenciais a não ser eu mesmo ... ou algumas continuam por resolver ou nunca se resolverão ... mas pronto, a vida também é feita de crises ( veja-se a economia portuguesa e só para citar um exemplo, o mais mediático de resto);

 

11- Finalmente, vou tentar trabalhar a minha mente o mais possível, no sentido de persuadi-la a um elaborado processo de auto ilusão de que tudo está bem ... não existem problemas. Trabalharei o meu cérebro o mais que puder criando em mim mesmo a maior das mentiras desde a do aparecimento de Fátima na Cova da Iria em 1917, a de que Portugal em si mesmo não é um imenso e complexo problema mas sim, uma milagrosa tábua de salvação para todos os nossos males. Sim ... num ataque de salvamento da minha alma, concentrar-me-ei, seguindo as ancestralíssimas práticas tibetanas, transformando um mal absoluto numa bênção divina.


publicado por Brama às 03:34
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New Year's Eve like a Gipsy Wedding

Pois foi ...quatro dias e três noites de pura animação e divertimento junto de queridos amigos. Deitar sempre depois das seis da matina como é lógico. O local não poderia ser melhor, o ambiente intimista de um monte alentejano de uma das nossas amigas, junto de sobreiros, hortas, laranjeiras, respirando a plenos pulmões um ar ainda puro, revitalizador nos derradeiros momentos finais de 2007. Foi giro ... muito giro, diferente pelo menos. Na noite de 31 fizemos uma fogueira sob um céu brilhantemente constelado, vestimo-nos de negro, pintámos a cara com motivos profusamente góticos (very dark, qual noite das bruxas), ouvimos música diversa para todos os gostos, desde a previsível Madonna de todos nós até ao inaudível Schrei-X da regurgitante miss Diamanda, saltámos sobre a fogueira, queimámos cartas, passas, roupas e tudo o mais de que nos lembrámos, enquanto pedimos desejos. Para culminar só faltou esquartejar uns quantos galináceos (o que jamais faríamos obviamente), proferir umas quantas rezas satânicas (de que encarregámos miss Diamanda) e proceder a um sacrifício humano (para o que, estranhamente, ninguém se voluntariou). Diria que foi uma noite quase perfeita.

Houve muita música, muita dança, boa comida (recorde-se a magnífica paella e a salivante muqueca de peixe, meticulosamente concebidas pela nossa cozinheira de serviço e ... claro, como poderia olvidar the magnific octopus) e muita bebida. Houve aulas de dança, passagem de modelos (colecção Fátima Lopes), atelier artístico, entre outros malabarismos.

Já no final da última noite, tecemos um meticuloso balanço do ano civil, pensámos em objectivos para este ano ... a alguma distância, observámos umas luzinhas pontilhando o nocturno céu ... um sencillo fogo de artifício ....

 

                                                                                                                             Brama


publicado por Brama às 03:06
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