Quarta-feira, 12 de Março de 2008

A Loucura Avaliativa continua ...

O clima que se vive pelas escolas deste país é quase esquizofrénico ... mas pior, pior, é que já ninguém sabe exactamente o que fazer, como fazer, quando fazer ... o desnorteio está instalado e o clima de mau-estar agudiza-se de dia para dia. Neste momento, a confusão é tal que já ninguém sabe muito bem que rumo dar a todo este mega-processo. No meio disto tudo, deixo a questão: Será que alguém ainda sabe onde estão os alunos e que eles também fazem parte da instituição Escola? O tema central e exclusivo passou a ser a Avaliação dos Professores. Mas, se antes, a grande dúvida era se o processo iria iniciar-se ou não e se atendia a estes moldes, agora passou a ser: o que vai afinal acontecer no meio do caos instalado?

Cada pessoa diz o que lhe apetece, repetem-se ideias, explica-se a mesma ideia de formas distintas ... uns dizem que tudo vai começar já, outros que só começa para o ano lectivo seguinte, outros que agora serão avaliados apenas os professores contratados e os que necessitam mudar de escalão, outros que todos têm mesmo de ser avaliados, outros que fica ao critério das escolas, bem ... tirem-me deste filme e coloquem-me noutro depressa e se possível, mais colorido. Que terei eu cometido na outra vida!!!!

Certo, certo é que parece ninguém saber o que está para acontecer.

A única cedência deste Governo parece ser a de que, todo o processo fica ao critério de cada Escola e, à luz da sua autonomia de procedimento, cada Escola agirá conforme decida. Isto é uma cedência????

E tudo com a agravante de que, nomeadamente os professores contratados (os candidatos a Professor) e os professores que deverão mudar de escalão, poderão ficar prejudicados no caso de não serem avaliados ainda durante este ano lectivo. Mantenho a questão: Isto é uma cedência????

Portanto, assim sendo, cada Escola seguirá o que considerar melhor ao seu contexto escolar e profissional ... já se está mesmo a ver a polémica a alastrar-se ainda mais, tomando proporções gigantescas ... se a aplicação de critérios definidos diferenciadamente entre as Escolas poderá traduzir-se em múltiplas injustiças na correcta aferição do desempenho de docentes, então a sua aplicação com timings diferentes o que trará??? Supostamente o agravar das desigualdades! Bem, nem quero imaginar as milhentas queixas em que todo este processo desembocará.

...

Mas hoje fiquei triste, muito triste, quando uma colega se dirigiu a mim e me recriminou pelo que escrevi no meu post anterior, quando lamentei a postura da maioria dos docentes da minha Escola em não ter participado na manifestação. Sinceramente nem entendi muito bem alguns dos argumentos que apresentou para justificar as suas abertas críticas, até porque me apanhou desprevenido e soltou uma enxurrada de condenações. Percebi apenas que me condenou pelo facto de, segundo ela, ter agido incorrectamente ao lamentar a postura de alguns dos colegas em não se terem manifestado. Fiquei triste pela forma como se dirigiu, inclusivamente na presença de alunos meus, agravado do facto de ser uma colega com a qual simpatizo e tenho partilhado de opiniões muito similares em grande parte das questões educativas. Ainda mais estranho a sua postura, quando a imagino a tomar um procedimento idêntico ao meu, na situação inversa e que, não ficaria por um mero texto, seria verbalizado pujantemente. Já presenciei situações em que a sua voz se fez ouvir contra o sistema com ideias das quais partilho totalmente mas que, sem medição de consequências, também "feriram" a susceptibilidade de alguns. Continuo sem entender verdadeiramente onde quis chegar, mas não gostei efectivamente que me abordasse na presença de alunos meus e fiz questão de lhe dizer exactamente isso. Cá está, já não é a primeira vez que sinto ser condenado pela forma como me exprimo, talvez com um certo excesso de carga emocional e muita ironia à mistura. É a forma como me expresso quando escrevo e na realidade, quem me conhece verdadeiramente sabe que não sou assim tão azedo. Eu também compreendo que, por vezes, as situações particulares de cada um condicionam determinadas atitudes mas, se não mostrarmos o nosso descontentamento agora mais que nunca, nesta fase tão crítica e tão destrutiva da nossa classe, quando o iremos mostrar? É este mais que nunca O MOMENTO e sinceramente, a avaliar pelas percentagens, esperei que mais pessoas estivessem lá.


publicado por Brama às 15:02
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