X: _ Sabes que já não tenho paciência para aquelas coisas … aliás, na verdade nunca tive. Apesar de ser boa pessoa, é vazio de conteúdo. Não se aprende nada com ele.
Y: _ Sim, é verdade mas tens de aprender a ser mais permeável à personalidade dos outros e mais tolerante para com o seu universo. Aí reside o teu problema.
X: _ Eu conheço-o há mais tempo. Ele sempre foi assim, apenas envelheceu fisicamente. De resto, as motivações são as mesmas, os interesses quase nulos e o discurso … idêntico. Por vezes sinto que perco o meu tempo.
Y: _ Isso também não é verdade. Várias pessoas observam-no de forma diferente e há sempre uma evolução nas pessoas, ainda que pouco visível.
X: _ Pois eu não acho, as conversas são sempre as mesmas, as piadas também. Gosto dele como pessoa mas não me acrescenta nada de útil em termos de aprendizagem significante. Que temas podes falar com alguém que não tem paciência para pensar ou reflectir sobre nada?
Y: _ Porque ele recusa-se a “perder” tempo a pensar. Além de sexo, drogas e álcool, nada faz parte do seu universo. Acaba por ser um refúgio, o seu refúgio.
X: _ É isso que me faz confusão, nortear a vida por um conjunto de prazeres físicos em queda para a decadência pessoal, sem que haja reflexão sobre aspectos mais elevados ou, pelo menos, instrutivos.
Y: _ Talvez seja uma escapatória para não ter de pensar naquilo que o constrange ou o faz sofrer. Sabemos que não vamos mudar nada. Como tal, terás de aceitar as pessoas e aprender a estar com ele em situações determinadas.
X: _ Desculpa mas carências afectivas e emocionais todos temos. Eu também as tenho e interesso-me por outros assuntos e gosto de falar deles.
Y: _ Mas isso és tu que és assim, também por isso não és vazio como ele. Tens interesse em explorar temáticas relevantes. Mas deves aprender a descentrar-te de ti e do que gostas para interpretares o que sentem os outros.
X: _ Nós não vivemos só do facto de ter alguém nas nossas vidas para nos iluminar os dias. A vida é muito mais do que isso. Aliás, há questões emocionais sobre as quais já me aborrece reflectir porque me fazem sofrer. Prefiro não ter de pensar nelas e canalizar a atenção para outras questões. Talvez seja também uma fuga.
Y: _ Mas deverias pensar nelas de alguma forma, também fazem parte. Nesse aspecto vocês são iguais.
X: _ Em que aspecto?
Y: _ Ambos tentam escapar a ter de pensar na parte afectiva. Apenas utilizam armas diferentes com o objectivo de sobreviver.
X: _ Sim, é verdade que prefiro não ter de pensar nisto e “apagar” o mais possível as questões emocionais. Mas também não temos de viver em função delas. Que tal ocupar a cabeça com algo mais produtivo?
Y: _ Para ele é mais produtivo ocupar o tempo com sexo, drogas e álcool. Pelo menos retira mais prazer.
Brama
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