Domingo, 11 de Novembro de 2007

H - Mito 4 (Adopção!)

 

Saltei propositadamente a questão Casamento, porque não me apetece falar nela, faz-me confusão e sérias comichões que não esteja garantida a todos os seres que, por uma razão ou outra se amam e por azar do destino, naturalmente o sentiram por alguém que tem o mesmo sexo. Afinal a base do casamento, que o sustenta, não é o Amor? Ou será que esse Amor se subjaz obrigatoriamente ao que as pessoas têm entre as pernas?!

 

Em relação à Adopção, nenhum argumento utilizado até ao momento sustenta cabalmente o impedimento de um casal homossexual adoptar e dar amor, carinho educação e atenção a uma criança. Os que contestam a adopção por parte de um casal homossexual sustentam a ideia em questões que, diria de somenos importância face à urgência de uma criança ter um lar e amor. Por um lado, apresentam-nos o modelo da Família tradicional, tão incomum nos dias que correm, como plataforma única de educação normal e equilibrada de uma criança. Um único molde em que a criança dispõe do modelo masculino (o Pai) e feminino (a Mãe), fundamentais para o seu correcto processo de crescimento e desenvolvimento pessoal. Esta postura é duplamente falaciosa, primeiro porque não parece estar largamente comprovada que a adopção por um casal homossexual possa ser impeditiva do normal e harmonioso desenvolvimento da criança e depois, porque a ideia da Família tradicional com a representatividade do pai, da mãe, da idêntica dedicação dos dois na educação, num ambiente, calmo, tranquilo, educado, harmonioso, equilibrado é apenas uma miragem probabilística ... são poucas, muito poucas as crianças que têm o privilégio de beneficiar de um ambiente nestes moldes. Temos as crianças que por força das circunstâncias, por falecimento de um dos pais, por divórcio e separação, por ausência sistemática de um deles ou dos dois, por viverem num ambiente familiar de permanente instabilidade e até de violência doméstica e só para citar alguns exemplos, também nunca conheceram a tal harmonia, a tal serenidade, o tal ambiente de amor, de atenção, de afecto, de calorosa e confortável tranquilidade para o desenvolvimento de todas as suas potencialidades, nunca sentiram em todo o seu processo de crescimento a tal adoração e idolatração pelo modelo paterno ou materno orientador, por este simplesmente não existir, ou por sentirem não ser um verdadeiro modelo, aquele que lhes daria a tal confiança, a tal atenção. Para manter a linha de mesquinhez hipócrita e sem querer entrar em comparações, o Estado deveria ter a obrigação de atender a todas estas situações,  mostrando idêntica empatia e preocupação, como mostra para com a adopção por casais homossexuais no percurso da criança. Sejamos honestos, existem muitos homossexuais bem mais válidos que muitos e muitos heterossexuais, na capacidade de criar e amar uma criança verdadeiramente e evidentemente esta questão não passa pela orientação sexual de cada um, é uma questão de respeito pelas pessoas e pelos seus direitos, não pelos sexos ou sexualidades.

Além desta lamentável demonstração clara a patética de atestado de incapacidade e insanidade para um casal homossexual adoptar uma criança, surgem outras ideias igualmente brilhantes associadas e que, na melhor das hipóteses expõem a maldade e a hipocrisia humana de quem lidera e da carneirada humana instruída segundo um código de conduta convencionada social ou religiosamente, que segue taxativamente desde tempos esquecidos, sem nunca ter respondido às verdadeiras prioridades humanas ou, na pior das hipóteses, certifica um estádio de irremediável imaturidade novamente de quem lidera e de quem segue, de uma Sociedade que se recusa a acompanhar a realidade dos dias actuais e se confina a uma observância primária da sexualidade como algo jocoso, motivo de gozação. Com esta análise preambular, pretendo referir-me a dois argumentos tão estúpidos quanto tristes. Primeiro, a ideia de que a criança poderá sofrer represálias na Escola, ser alvo de gozação pelos colegas quando estes se derem conta de que essa mesma criança vive e é criada por dois pais ou duas mães. O que responder com alguma obrigatoriedade de manter a coerência, a uma observação destas? Sim, o que dizer sem ofender, mantendo um nível mínimo de educação? Talvez que é a Soceidade que está doente, terrivelmente enferma, que é ela que urge mudar e rapidamente, adaptando-se a integrar todos de igual forma, que um casal homossexual não tem de ser privado em todo o seu desenvolvimento pessoal por uma limitação social de que não é responsável directo, que a criança é educada e criada por duas pessoas, sim, duas pessoas, pais ou mães, que acima de tudo decidiram recebê-la e amá-la preenchendo uma vazio de que esta carecia e que isso é algo de valorizar, respeitar e enobrecer e não motivo de qualquer tipo de risada mais ou menos bem disposta e depreciativa. "Mas a criança não tem culpa e será alvo de provocação" ... dirão outros, ou ainda, " A Sociedade não está ainda preparada para aceitar estas mudanças". A esses, primeiro há que esclarecer que, a Sociedade nâo tem de aceitar ou deixar de aceitar coisa alguma ou excluir quem quer que seja, pois ela é exactamente composta de diversidade e uma Sociedade desenvolvida e respeitadora deverá saber integrar todos em igualdade de circunstâncias, anulando quaisquer tipos de discriminação. Em segundo lugar, a História do Homem tem mostrado desde sempre que a Sociedade não está nem nunca estará preparada para qualquer mudança, enquanto esta não tiver lugar e se tornar numa prática corrente como qualquer outra o que, por norma só acontece a pulso ou pela coragem de quem inicia e que, contra tudo e todos abre o caminho que os seguintes mais comodamente trilharão. Tem sido assim sempre e então, numa Sociedade comodista dos supostos "bons costumes" como é a portuguesa, nada muda mesmo se não for a pulso e com determinação do que é correcto, do que está certo e justo. Portanto, o argumento de que a criancinha será uma cobaia não tem pernas para andar. Além disso, há tantos casos diversos, por exemplo alguém contesta o facto de uma criança, por ausência de um pai, ser criada por a sua mãe e uma tia na mesma casa?! É absurdo no mínimo, mas pela lógica de serem duas mulheres não deveria ser, ou será que o facto de essas duas senhoras não partilharem o leito do amor muda tudo?! Não está aqui claramente subjacente um princípio de projectar a homossexualidade de forma maliciosa e pecaminosa reafirmada séculos e séculos pela santa Igreja Católica?! E isso é suficientemente credível que justique que uma criança orfã ou abandonada, por exemplo, se veja privada de um lar, de um amor?! Não existirá nisto tudo uma avaliação muito questionável, mesquinha, redutora, desrespeitadora e absolutamente infeliz?!

Depois temos ainda outra ideia estapafúrdia, mas que até tem laivos de humor, porque absolutamente irreflectida. A ideia afirmada de que uma criança criada e educada por dois gays ou duas lésbicas, facilmente se tornará num homossexual. Convém aqui explicar antecipadamente, caso semelhantes mentes prodigiosas não tenham dado conta, que os milhões de homossexuais existentes pelo mundo fora, foram generalizadamente criados e educados segundo uma conduta heterossexual (não me refiro aos pais, porque muitos de facto não são heterossexuais, refiro-me à conduta) e que, não foi por tal facto que ficaram heterossexuais. Convém também realçar no seguimento desta nota inicial que o convívio com um casal homossexual não torna a criança homossexual, porque não é uma espécie de gripe viral, tipo gripe das aves e não se transmite pelo ar, pela respiração, pelo toque, pelo amor, pela atenção, pelo carinho, pela preocupação, pela dedicação. A criança ao longo do seu processo de crescimento e desenvolvimento pessoal, naturalmente estará capacitada para desenvolver de modo saudável a sua sexualidade seja esta qual for, seguindo os seus próprios impulsos físicos, psicológicos e devidamente acompanhada por um casal que tenha a sua guarda. E se por mero acaso, a criança tiver, em adulto, uma conduta homossexual, isso também não significa que derive da educação, é que algumas crianças vão mesmo ser homossexuais, é uma característica como outra qualquer, não é nenhuma incapacidade e só representa handicap, porque a sociedade assim o decidiu. Como tal, não tem de ser um drama, ou será preferível uma criança nunca chegar a conhecer um afecto, uma receptividade, um acolhimento, para não correr o "risco", socialmente decidido e imposto, de ser ou não homossexual?!

 

                                                                                                                                                Brama


publicado por Brama às 23:32
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12 comentários:
De hydrargirum a 12 de Novembro de 2007 às 15:48
Continua, que começaste bem!

(Lamento o sucedido, mas realmente é de tirar a calma a qq um...)


De hydrargirum a 13 de Novembro de 2007 às 22:07
Pronto...agora já tive o tempo e a calma que queria para ler este teu post.

Pois, realmente...qq coisa que eu escreva, será puramente redundante...pq acho que é a 1ra vez que concordo com estes argumentos, pela maneira como estão expostos...

Estavas inspirado, e percebo a raiva que te tenha dado perder o texto...pois ele de facto, está soberbamente articulado!...

Mas lá está...cada caso um caso...e continuo a achar que adopção em contexto gay deverá ser bem analisada, como aliás se faz no contexto hetero....
Acho que é preciso mto cuidado, antes de depositar uma criança num seio familiar que alterna à velocidade do vento e das hormonas...

Tb gostei da tua perspectiva...em relação a uma criança crescida num meio gay redundar ou não em gay....e já estava a formar uma opinião...que a leitura seguida das tuas palavras deitaram por terra....Tens razão...os gays nascem em meio hetero...


De The Tales Maker a 12 de Novembro de 2007 às 18:39
Quanto à adopção entre homossexuais, às vozes que discordam, dou sempre o seguinte exemplo: um casal gay, lá porque cria um ser, não significa que este venha a ser gay ou não ter valores, princípios, etc. Caso assim fosse, eu que tive uma educação dentro da chamada família tradicional, com um pai e mãe, educação cristã, etc, deveria ter saido hetero, não? Portanto lá se vai a teoria contra a adopção entre homossexuais à vida.


De Brama a 12 de Novembro de 2007 às 22:01
Está tudo na manga e estava tudo no texto inicial que escrevi ( incluindo este aspecto que levantaste), muito melhor do que este me está a sair agora ... tentarei acabar de escrever ainda hoje se possível. fiquei mesmo pior que estragado, um monte de tempo a escrever para isto .... grrrrr


De Paulo a 12 de Novembro de 2007 às 18:46
Brama, tens toda a razão: não há motivo nenhum que possa contradizer a felicidade de uma criança, nem o da identidade sexual dos pais. Acho, às vezes, que é sadismo puro e duplo quererem tirar-nos o direito de adoptarmos: 1) impede as crianças de crescerem num ambiente muito mais normal e saudável que o de uma instituição ou de uma família disfuncional; 2) cerceia o desejo de ser pai (ou mãe) e de educar e ver crescer um ser.
Eu ainda não perdi a esperança e espero poder vir a provar a essas mentes brilhantes que é possível.
Trata-se de facto de um mito que, por sinal, será difícil de ultrapassar nesta sociedade cheia de preconceitos e aparências.
(Quanto aos textos que desaparecem, faz como eu: escreve no word e depois pões no blog)
Abraços


De graduated Fool a 12 de Novembro de 2007 às 23:24
Já sabes o que, desde há muitos, muitos anos, penso do assunto. Mete-me nojo, raiva, tristeza, muita.
Sabes o quanto sempre desejei ter um filho. Sabes que é dos meus maiores sonhos. Por vezes sofro muito por isso.
Quando vejo casais com filhos, crianças a brincar, a correr... tento abstrair-me quase sempre, evitar olhar, porque me dá um aperto no peito, um nó na garganta... enfim.
A verdade é que, cada vez mais, caminho para o acreditar que jamais irá acontecer. Neste país mediocre, é algo praticamente impossível. Sou gay, logo, para estas mentes tacanhas, não serei um bom pai. Um filho meu seria um perturbado, descompensado, delinquente, etc... Não é lógico?
Parece que, para a maioria, é.


De medusasss a 13 de Novembro de 2007 às 23:14
Li com toda a atenção o que escreveste e concordo com tudo o que disseste. Quanto a isso nada tenho a acrescentar.
Mas também compreendo a relutância da maior parte das pessoas: a única informação que lhes chega sobre homossexuais é a gayparade, as orgias e a instabilidade dos afectos.
É um preconceito e uma generalização terrível, mas enquanto não se mudar essa imagem não me parece que vá ser instituída a adopção por homossexuais.


De Maria a 14 de Novembro de 2007 às 17:33
Eu concordo com a «Medusasss». O grande problema é os homossexuais continuarem a passar uma imagem de bichedo e de promiscuidade, em que a Parada Gay é o símbolo máximo! É que a promiscuidade existe em qualquer lado, mas entre os gays acaba por ser mais visível, mais gritante ... A tudo isso junta-se o preconceito da relação homossexual em si e pronto. É muito complicado mudar as mentalidades.

Eu acho que primeiro tem que existir uma evolução do pensamento, da mentalidade e isso só se consegue quando os próprios homossexuais conseguirem provar que são pessoas normais. Como? Comportando-se como tal. É como aquela fulana que eu acho que te falei, lésbica, que achava a parada gay o máximo e que achava que tinha que ser através do choque a mudança da sociedade. Não concordo nada. Eu olho para a parada gay ou para certos homens que fazem questão de ser paneleiros, maricas (e aqui os termos aplicam-se mesmo porque, para mim, ser homossexual não é sinónimo de ser palhaço e parvo) e penso que se eu, que me considero uma pessoa minimante aberta, tenho dúvidas em permitir que aquelas pessoas possam adoptar crianças, imagina mentalidades mais fechadas!!


De Brama a 14 de Novembro de 2007 às 22:05
Compreendo a tua postura e a da medusasss e até há algum tempo atrás, seria o primeiro a concordar com ela, num tempo em que a informação ainda era escassa e talvez as paradas do tal "orgulho" gay, que não compreendo, assim como as demonstrações de paneleirice gratuita nas ruas tinham o seu lugar cativo e era a imagem que, pessoas fora do contexto apreendiam. Até há alguns anos atrás aceitaria este argumento. Nos dias que correm, peço desculpa mas é absolutamente infundado, há muita mais informação sobre a sexualidade e as orientações sexuais e só não a vê quem não quer. Aqueles que ainda insistem em achar que os homossexuais são todos vazios, promíscuos, amaricados, amaneirados ou que gostariam de ser mulheres ou homens (no caso das lésbicas), das duas uma, ou têm mesmo uma limitação mental que não lhes permite ter sensibilidade para ver mais além ou, "agarram-se" propositadamente a essa imagem estereotipada para ostentar a sua repulsa, a sua condenação e reforçar a sua postura de "eu não quero nada com esse tipo de gente". Tal como uma manifestação a favor das touradas, não prova que todos os homens são doentes sanguinários, assim como um concerto do Tony Carreira cheio de mulherio carente não prova que todas as mulheres são musicalmente básicas, assim como um estádio repleto de adeptos, não mostra que todo o ser humano gosta ou tem o futebol como desporto de referência, também uma parada gay com mariquice e paneleirice gratuita, é prova de que todos os homossexuais se revêem nesse tipo de eventos ou gostaria de neles participar. Tu conhecendo-me como conheces, imaginas-me pendurado num carro alegórico, com umas cuecas de fio dental enfiadas pelo cu e umas plumas ao pescoço cantando o "It's raining men"? Consegues sequer supor-me nessa situação?! Espero bem que não.
Como digo, não há qq razão para sustentar uma ideia estereotipada e com base nela, impedir uma grande massa da sociedade de aceder aos mesmos direitos dos outros. E é mesmo uma grande massa social, mais do que os demais possam imaginar. Os gays têm entre si apenas esse traço em comum, tudo o resto é tão diverso como entre os heteros.


De Maria a 15 de Novembro de 2007 às 10:09
Há informação?! Onde?!!!! Tens educação sexual nas escolas? Há programas de TV pedagogicamente educativos? As famílias falam abertamente sobre o assunto da sexualidade sobre as crianças? Não sei onde te baseaste para chegar a essa conclusão!! Tu tens informação sobre o assunto porque te diz respeito, porque és licenciado e tens uma formação cívica e informação acima da média. Onde é que um português médio vai buscar a tal inforção sobre homossexualidade? Um aluno teu, uma pessoa com o 6.º ano de escolaridade ou um indivíduo trabalhador indiferenciado, que acaba por ser a esmagadora maioria da população portuguesa, onde é que se informa? Onde desmistifica essa ideia passada pelo orgulho gay e acontecimentos afins?!! Em lado nenhum!


De medusasss a 15 de Novembro de 2007 às 13:04
Brama, tens alguma razão no que dizes mas não toda. Eu considero-me uma pessoa esclarecida e não me agarro a esses preconceitos para justificar absolutamente nada, mas também não sou cega ao ponto de ignorar como se passam as coisas na sociedade em que vivemos.
Portugal é uma pseudo-sociedade informada, em que as pessoas nem sabem falar português, quanto mais pensar coerentemente! Falo por experiência própria, que pessoas ditas com educação superior, são muitas vezes as mais acéfalas... limitam-se a decorar uma duzia de patacoadas para passar os exames e voilá, têm um canudo!
Não esquecendo que a maioria da população vive em meios fechados semi-rurais.
Não aceitar os argumentos que invoquei é ter muita fé nas capacidades da humanidade, e lamento contradizer-te, mas as pessoas não pensam, deixam-se andar. Esta questão da homossexualidade só terá um final feliz quando a questão se vulgarizar e homossexuais sérios derem a cara por uma causa que consideram justa.
Por outras palavras, eu não tenho nada a opor aos casamentos de homossexuais, nem a adopção por homossexuais. São pessoas, assim como a dita "maioria" heterossexual. Têm também o direito a serem felizes e a constituir uma família se assim o desejarem. Não me parece que uma criança, por crescer no seio de uma família diferente cresça infeliz: todos nós fomos miseráveis na nossa adolescência e tinhamos famílias normais! Além de que muito pior é a criança crescer institucionalizada, com todos os riscos e carências que isso significa.
Enfim, é só a minha opinião. É o meu desejo que as mentalidades mudem, mas aquilo que vejo é uma onda neo-conservadora e trapalhona a crescer cada vez mais, fruto do desemprego e recessão económica.


De Sofia_hd a 18 de Novembro de 2007 às 22:40
E os mitos não acabam...espero o próximo ;)

Sobre este mito, já deixei bem clara a minha opinião.


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